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Vanderlei Luxemburgo

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  1. 15/06/2007

    Na Universidade Botafogo,
    o vasco mais uma vez foi reprovado.



    Fala, Zé! Eu tinha muitas coisas para falar hoje, mas com certeza todas elas levariam nota quatro e meio diante dessa: o Fogão deu uma verdadeira A-U-L-A de futebol, ontem no Maracanã. Toque de bola: nota dez. Marcação: nota dez. Finalização: a mesma nota das outras duas matérias. Aquilo não foi um jogo, foi um curso superior intensivo. Aliás, superior é uma boa definição para a comparação entre a Cachorrada e o bacalhau. E olha que eles estão acostumados a levar ferro na prova contra o Glorioso. Nem colando os bigodudos com lápis na orelha conseguem se dar bem. Toda vez eles levam o resultado pra casa de cabeça baixa. Atenção, técnicos dos times brasileiros! Vamos deixar que vocês usem o vídeo de ontem para ensinarem aos seus jogadores como jogar uma partida. Enfim a gente explicou pra todo o país que professor – SEMPRE – é o líder da turma. Agora, dêem uma olhada na tabela e vejam que a Estrela Solitária está ditando o dever de casa para os outros clubes.

    De antemão peço a todos que não rasurem o time do vasco. A equipe deles é exatamente aquilo que a gente viu. Ou vocês acham que os testes que eles tiveram antes de enfrentar o Alvinegro foram relevantes? Se existe uma cartilha do futebol, um “ABC” de como jogar bola, a turma da cruz de malta é analfabeta. Não se pode cobrar de aluno que não consegue absorver a matéria. Mas o diretor Eurico acha que tem a escolinha na mão e vamos torcer para ele continuar lecionando da mesma maneira. E tem mais: a história de Portugal é a última questão que eu quero abordar hoje. O vasquinho já é página virada no nosso livro de Campeão Brasileiro.

    Logo no início da aula a gente viu o nosso corpo docente massacrando os discentes do lado de lá. Aos dois minutos, o professor Dodô ensinou só mais uma vez o gabarito de um gol bonito. 1 X 0 rápido. Em seguida, o mestre Juninho escreveu uma linha torta, que teve seu ponto final no caderno do repetente Sílvio Luis. Termina o primeiro tempo, vem o recreio. Enquanto nós comemoramos e aproveitamos a merenda, os vascaínos coçaram a cabeça e morderam o lápis tentando achar uma solução. No segundo tempo de aula, a geografia da partida se repetiu. O Fogão com tudo na ponta da língua e eles quase expulsos de sala. O Leandro Guerreiro, que merecerá menção honrosa no conselho de classe, respondeu com maestria quando perguntado pelo Jorge Henrique na entrada da área. Bravo, bravo! 3 X 0 imponente. O Dodô fechou a aula empurrando, mais uma vez, a borracha pra dentro da carteira do goleirinho. Quatro a zero. Exatamente assim, sonoro como se escreve. E agora vou mostrar o nosso rendimento em um breve boletim: 32 jogos esse ano – 3 derrotas apenas, 24 jogos seguidos sem perder no Maracanã, Líder isolado do Brasileiro. Como você pode ver, o Glorioso é um clube que a gente assina embaixo.

    Confesso que ontem, eu - Zé fogareiro - levei um zero. Isso mesmo. Levei uma nota zero. Eu achei que estávamos em mais algum ensaio para o Pan, já que na quarta o Maraca havia sido palco do mesmo evento. A festa estava linda, bem ensaiada, com os jogadores fazendo tudo certinho. Uma verdadeira exibição. Jogamos o futebol que a gente sabe. A apresentação de ontem foi um desabafo para os torcedores que tiveram o título Carioca e da Copa do Brasil surrupiados por acasos que só o futebol é capaz de proporcionar. Mas isso é passado e quero agora olhar para a taça de Campeão Brasileiro e ver que ela está cada vez mais perto de General Severiano. Vamos nesse caminho porque a nossa formatura já está marcada para o Japão, no ano que vem. E os outros cariocas? Bem, esses vão continuar repetindo de ano, como sempre.

    Aquele abraço, Zé! E domingo vamos ao Maracanã mostrar pro PC Gusmão que não se deve abandonar a escola assim. Ainda mais quando se trata de um dos maiores colégios do Brasil.

    Não quero saber por onde anda
    Camacho – Meio-campo tampinha que disputou a segunda divisão com a nossa gloriosa camisa 10. Pra nosso delírio a gente voltou pra primeira (de onde nunca mais sairemos) e ele não. Passa daqui a uns 160 anos, Camacho.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time foi campeão do Troféu Tereza Herrera na Espanha jogando com a camisa do La Coruña?

  2. 10/06/2007

    Quando viu o alvinegro,
    o verdão amarelou.



    Fala, Zé! Hoje eu vou começar parabenizando a equipe do palmeiras. Ontem, em pleno Palestra, eles deram uma aula pra todo Brasil de como jogar contra o melhor time do país: com medo.
    Poi zé! Mesmo quando não estamos em uma jornada feliz, o fator “bom futebol jogado” pesa. O técnico deles mostrou que um freqüentador assíduo das arquibancadas em jogos do Fogão e pelo visto sai de lá com o rosto amarelado de medo e a cueca amarronzada de... Bem, deixa pra lá. A nossa defesa, que falha um pouco de vez em quando, até tentou fazer uma marcação homem-a-homem no camisa 10 deles, mas eles foram mais eficazes na marcação homem-a-maestro em cima do Lúcio Flávio e outra homem-a-talento em cima do Dodô. No primeiro tempo, um joguinho morno, com a gente perdendo um gol na cara “DE BOLA ROLANDO” e eles comemorando um gol maroto lá de fora “DE BOLA PARADA”. Meio injusto, mas fazer o quê? Restava-nos torcer para o Lelé da Cuca desfazer a cagada de ter escalado pela 145ª vez o Zé Roberto no ataque. Mas, como sempre, ele se arrependeu e mudou o esquema no meio da partida.

    Vamos e convenhamos, ontem estava fácil escalar o Glorioso. O André Lima era a figurinha mais do que carimbada pra entrar do lado do artilheiro que não faz gol feio. E só no intervalo o Lelé enxergou isso. Mas tudo bem, 45 minutos são suficientes para um time que só tem um pensamento: o título. O time voltou com vontade. Em noite inspirada, o Júlio César nos fez lembrar do Maxionese (é gente, ele não pode sair de jeito nenhum – que Deus proteja as mãos desse menino). Ele salvou bolas primordiais e deu a confiança que o time precisava para empatar. O André Lima, nosso matador, mais uma vez entrou com raça e num cruzamento da direita agulhou com raiva a pelota pra estufar o novelo. 1 X 1 bonito. O estádio ficou caladinho e enfim sentiu a pressão de encarar o líder do campeonato.

    E olha que eles acabaram comemorando o empate, porque no finzinho o Dodô deixou escapar a vitória debaixo da trave, sem goleiro. A bola foi pra fora chorada e com ela nossos dois pontinhos. O resultado foi ruim pra gente, mas vamos combinar que a partida tinha certa relevância na nossa caminhada pra levantar a taça invicto – com um bom grau de dificuldade. Bola pra frente porque a gente continua olhando pra baixo para enxergar todos os outros times, incluindo o urubu chinelado e o tricolor sortudo (ou vocês acham que se a final da Copa do Brasil fosse com a gente o desfecho teria sido esse?). E por falar nisso, vou deixar uma coisa clara aqui. Na quinta-feira, a gente vai mostrar pro bacalhau – um time que já sentiu a nossa força algumas vezes esse ano – a diferença entre ser líder e estar líder. Os portugas estão momentaneamente na frente, mas na próxima rodada a posição será devolvida a quem lhe é de direito. Até porque o baixinho está com um medo danado do Júlio César: o goleiro que rebaixou o gol mil pra São Januário.

    Então, quinta é dia de nos encontrarmos no Bellini e subirmos a rampa gritando: “E ninguém cala. Esse nosso amoooooor...”. Ah! O resto a gente já sabe. Abração, Zé!

    Não quero saber por onde anda
    Gilson Nunes – Estagiário-aprendiz-auxiliar-aspirante de técnico de futebol. Ele me fez entender o real significado da sigla “fdp”, quando deixou de fora o Rodrigo naquela final da Copa do Brasil contra o juventude. Perdemos aquele título e graças a Deus perdemos também (espero que definitivamente) os serviços desse senhor.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time tem seu hino cantado com muito amor e orgulho por um de seus mais carismáticos e ilustres torcedores: o Zeca Pagodinho?

  3. 03/06/2007

    Nos embalos de sábado à noite.



    Fala, Zé! EMBALAR. A partir de agora, essa é a palavra de ordem lá em General Severiano. Chegou a vez de abrirmos as portas do baile e chamarmos um a um pra dançar nesse Brasileirão. E ontem foi a vez da outra metade de Porto Alegre (detalhe que os colorados já dançaram com a gente esse ano) escutar calada o hino da vitória no Maracanã. Já dizia o Toni Garrido na sua música “Todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite”, mas eu acho que por essa o torcedor gremista não esperava. Em meio à uma decisão lá com o Santos, eles vieram aqui no Rio encarar a orquestra do maestro Lúcio Flávio. Restou aos gaúchos assistirem à mais uma belíssima apresentação de um time que realmente joga por música.

    Um sábado frio, chuvoso, que tinha mais cara de Rio Grande do Sul do que de Rio de Janeiro. Mas o pandeiro carioca se impôs sobre o acordeão gaúcho. E o que se viu em campo foi um Fogão botando ritmo no jogo. Logo aos 18 minutos, o time mostrou que ensaia tão bem quanto se apresenta. Na batida da falta, o maestro chamou o Juninho para o seu solo. Com seu trompete de vara, ele mandou uma esticada lá do fundo do palco, a bola percorreu uma trajetória de falsetes, como se estivesse acompanhando uma das mais sinuosas partituras de Villa-Lobos. Estopa: 1 X 0. Depois o Júlio César deu uma leve desafinada, mas logo se redimiu e devolveu a cadência correta à equipe – ele fez o pênalti e pegou, simples e direto. O goleiro saiu em seguida, devido a problemas em seu instrumento.

    No segundo tempo, o show entrou naquela parte das músicas chatas e a festa diminuiu um pouco. Tanto que só aos 34 minutos o Luciano Almeida bateu o tambor, quer dizer, a falta com raiva. A bola resvalou no zagueiro deles e entoou no fundo da trama o som mágico do GOL. 2 X 0. Os acordes estavam bons e, quando tudo parecia bem definido, entrou em cena o talento daquele que sabe tocar como poucos. O Dodô, que já tem nome de notas musicais, fecha a goleada com uma jogada que podemos definir como GOL SUSTENIDO. Ele entrou em arrancada na área, driblou o goleirinho deles e assoprou o disco pra aumentar o volume do placar. 3 X 0. E então o coro do mais novo canto alvinegro ecoou no Mário Filho: “E ninguém cala, esse nosso amoooor. E é por isso, que eu canto assim, é por ti Fogoooo”. Lindo, lindo, lindo.

    Se eles estão com a cabeça na Libertadores, te aviso que nós Botafoguenses também estamos, já que esse será um caminho inevitável para nós em 2008. Ou eu estou enganado e o Campeão Brasileiro não está garantido na principal taça sul-americana? Sei lá, na época em que vivemos, acredito que juízes e bandeirinhas são capazes de roubar até vaga em campeonato. Já que o Fogão sobra em campo, dessa vez sobrou pro grêmio. E sábado que vem vai sobrar também pro porco lá de Sampa.

    Abraço e te vejo no Parque Antarctica, heim Zé!

    Não quero saber por onde anda
    Bandoch – Mais um daqueles zagueiros que tinha um grande potencial para se tornar açougueiro e por acasos da vida acabou se tornando jogador de futebol. De certo é que nunca mais pise em General Severiano.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time foi responsável por, definitivamente, encerrar o sonho do Romário em marcar o milésimo gol no Maracanã?

  4. 30/05/2007

    “HONRANDO AS CORES DO BRASIL
    E DE NOSSA GENTE”



    Fala, Zé! Bem, como o próprio nome desse espaço determina, aqui é o Blog do Torcedor do Botafogo. Sendo assim, nada melhor do que também dar a voz àqueles que, assim como eu, não conseguem conter, dentro do próprio peito, a paixão pelo Glorioso. Realmente é muito gratificante mostrar pra todo mundo como é bom ter uma Estrela tão reluzente no coração. Esse é um momento para celebrarmos juntos as palavras de torcedores sorridentes como eu. E cheios de motivo para gritar aos quatro cantos: “Eu sou é Fogão, porra.” - Com o perdão do palavrão, é claro. Mas sabe como é, né. Isso também é coisa de torcedor.

    Vou citar aqui aqueles que melhor traduzirem o amor que alimentam pelo Clube de General Severiano. Ah! E que se identifiquem também. Até porque não existe Botafoguense que não sinta orgulho em ser reconhecido como seguidor da religião Alvinegra.

    Então, com vocês, meus companheiros de arquibancada:

    A Kivia destacou a satisfação que tem em ir acompanhar de perto os espetáculos do Esquadrão Alvinegro. Kivia, vamos com tudo porque o Botafogo vive de apaixonados pelo Clube, exatamente como todos somos.

    “Tenho certeza de que vou me divertir e ter muitas alegrias lendo essas crônicas do time que tanto amo! Certa ainda, de que estaremos juntos nas arquibancadas do Maraca e vivenciando muitas emoções com o Glorioso!” - Kivia

    O Luis Vinício destacou mais uma exclusividade que só nós, Alvinegros de coração, podemos bradar. É isso aí, Zé. Só resta aos outros torcedores baterem palmas.

    “No Rio só o Botafogo é Tetra, vamos respeitar.” - Luis Vinício

    A Ticiana Senra mostrou que traz o nosso Fogão em suas orações e que também se identificou bastante com esse nosso espaço. Valeu, Ticiana. “Tamu junto”, Zé!

    “Como uma botafoguense de sangue, com a felicidade de ter nascido no berço de Botafoguenses, óia quem eu fui encontrar: o Zé Fogareiro. Ô beleza! Com certeza irei ganhar meu precioso tempo com a leitura. Parabéns pela coluna e pela dedicação com que a escreve. Beijos.” - Ticiana Senra

    Olha só que bacana. O Marcus, o Igor e o Gu escreveram juntos e mostraram que a vocação de se encantar pela história Gloriosa passa de geração para geração naturalmente. O Fogão é isso: a tradição e o respeito da família acompanhando de perto a trajetória de um clube vencedor. Que bonito, Zé.

    “Oi, formamos um trio de pais e filhos que freqüentaremos este espaço durante toda nossa jornada rumo ao título de CAMPEÃO BRASILEIRO. Ótima coluna. Precisávamos do nosso canto.” - Marcus, o Igor e o Gu

    O Gabriel Moura também dedicou algumas belas palavras a esse rapazinho que vos escreve. Extremamente agradecido e envaidecido reitero que vocês são a principal razão do meu esforço em me superar a cada crônica. Não existe narrativa sem leitores. Muito obrigado a todos aqueles que me dedicam uns minutinhos de atenção. “Tamu junto” pelo Fogão, Zé.

    “Show de bola a coluna, sinto nas palavras uma inspiração que vem de um coração que não é vermelho, é cinza - mistura do preto com o branco. Zé FOGÃO, Zé FORNALHA, Zé FOGAÇA, Zé FOGAREIRO. Seja o que for, seja Zé, seja seu, seja meu, seja NOSSO, o importante e inspirador é ser Fogão. Esse time é minha vida, não perco 1 jogo no Rio. Nessa vida não levaremos nada material e sim alegrias e conquistas. E isso o Fogão me dá de sobra. Botafogo ontem, hoje e sempre! BOTAFOGO NO CORAÇÃO! Amo esse time!” - Gabriel Moura

    O Fábio Lopes não só trouxe, de outra dimensão, o Fogão no coração como também tem o seu dia-a-dia bem próximo do nosso Pavilhão máximo. Privilegiado é ele que pode contemplar cotidianamente a Estrela da Zona Sul carioca. Parabéns pra gente.

    “Meu caro Zé, assim como você, sou mais um fanático na gloriosa história alvinegra! Quando nasci, meu pai tratou de enviar um telegrama aos parentes distantes que dizia o seguinte: ‘Nasceu mais um botafoguense’. Trabalho ao lado da nossa sede de General Severiano, estando sempre por lá, quando o tempo me permite. Se pudesse dedicar todo o tempo da minha vida ao Botafogo, seria uma eterna alegria. Sempre que precisar de alguma ajuda, pode contar comigo”. - Fábio Lopes

    O Igor Senra aproveitou bem a oportunidade que o nosso time nos deu, na excelente vitória lá no Sul, para brincar com os outros tristes torcedores. Uma gozação típica carioca. Esse é o espírito do futebol. Alegria sim. Violência jamais. Beleza pura, Zé.

    “Me diz, qual time que jogou com meio time reserva em função de outra competição na fase final e ganhou fora de casa com um a menos? Opções (a) Fluminense (b) Santos (c) Gremio (d) Fogão. Algum time aí do Rio quer nosso escrete reserva para disputar o Brasileiro? Montenegro, vamos gerar receita, aluga temporariamente, tem carioca desesperado já pensando na degola!” - Igor Senra

    O Juca nos proporcionou boas risadas. Na crônica do jogo contra o Inter, eu apresentei as duas seções que farão parte desse nosso contato. E na seção “Não quero saber por onde anda”, citei o nada saudoso Márcio Theodoro. Veja o que ele nos enviou. Sensacional, Zé.

    “Não queria saber por onde anda, mas infelizmente sei, é o meu vizinho aqui, que jogou no Fogão entre 95 e 97, só fez m****, e agora tem um mercado do lado da minha casa aqui no interior do RJ, em Barra do Piraí.” - Juca

    O passional Pedro Mendes não mediu as palavras para explicar o que sente. O Fogão sempre faz isso. Os jogadores ficam com o coração na ponta da chuteira e a gente com ele na ponta dos dedos. Espontaneidade é tudo, Zé.

    “Só existe uma coisa nesse mundo que manda no meu coração, que me faz ficar triste, ficar pau da vida, que me dá muita alegria e muita felicidade, mas nunca cogitei de terminar essa relação maravilhosa que é o FOGÃO. Apóio em tudo sua coluna e que o sentimento do torcedor Botafoguense é esse! Somos a torcida que mais ama e odeia seu clube ao mesmo tempo!! Haja coração para ser Botafoguense! Fogão eu te amo!” - Pedro Mendes

    E o prêmio de maior criatividade vai para o Neto. De uma forma muito bem humorada e rápida ele merece as nossas congratulações por esse comentário. Uma brincadeira sadia que mostra bem o jeito alegre e inteligente de ser BOTAFOGUENSE:

    “Qual a semelhança entre um flamenguista e um espermatozóide? Um em cada três milhões se torna um ser humano.” - Neto

    Um grande abraço a todos e conto sempre com vocês por aqui. “Tamu junto”, Zé!

  5. 28/05/2007

    Eles ganharam um ponto.
    Nós perdemos dois.



    Fala, Zé! Simples e direto. Foi exatamente essa a diferença, no final da partida de ontem. Enquanto a molambada se superou, correndo atrás do prejuízo, pra variar, e se aplicando para tentar alguma coisa contra o nosso esquadrão, a gente perdia para nós mesmos, desperdiçando contra-ataques e gols inaceitáveis para um time tão ofensivo como é o Fogão. Com essa, completamos ontem 14 partidas decisivas em seqüência. Isso mesmo! Jogamos quatorze vezes, uma atrás da outra, entrando pra matar ou morrer. E o pior: não jogamos só contra 11 atletas que correm, jogamos também contra deputados que assopram apitos e mulheres do baixo meretrício que erguem uma pequena tora de madeira com tecido flanelado, ou seja, um pau com um pano. Não é à toa que o Fogão é capa constante dos principais jornais do país.

    Faltou um pouquinho de perna, mas mesmo assim não há jeito do amontoado do Ney Frango vencer a gente. Toda vez é isso, e só esse ano já foram quatro. Eles saem do Maracanã fazendo um carnaval porque conseguiram empatar com a gente. No fundo eles sabem que o Glorioso é bem superior e se contentam com um empatezinho. Ainda mais nessas circunstâncias. Nos 4 jogos, nós deixamos escapar a vitória. Ontem não foi diferente. Pra começar eu destaco o lance do 1º gol do Fogão: o juiz roubou pra gente. É, é verdade. O Lúcio Flávio bateu aquela falta com a mão e o juiz não marcou nada. Você viu onde ele colocou a bola? Esculacho. O maestro guardou o caroço no limite da quina, fazendo com que o goleirinho deles quase batesse com os chifres no poste. Alegria no Maior do Mundo.

    Depois veio o golzinho maroto da urubuzada. Jogada feia, em que a bola entrou por bem pouquinho. Nada que nos inibisse na proposta de vencer. E foi o que se deu. A troca de passes continuou envolvente e o Dodô, dentro da área com raiva, mandou um petardo para estufar a rede, algo que o menguinho ainda não havia feito. Gol é assim, urubu. É mandar a pelota pra balançar a tarrafa sem ter que ficar olhando pro bandeirinha antes de sair pra comemorar. 2 X 1. Dá-lhe, Fogão! Depois do intervalo o time voltou administrando o jogo, algo que sempre me assuta. Contra a favelada a gente tem que ir pra cima e puxar o gatilho logo. Mas, numa bobeada da zaga, um “passa fome” deles lá escorou a falha do lateral. 2 X 2 que eles conseguiram arrastar até o final, tomando sufoco. O Jorge Henrique me perde uma jogada típica de 3 X 2. Bom não está, mas fazer o quê? Aposto que no Largo da Carioca, hoje, tem uma porção de camisas do flamengo recheadas por massas corpóreas acéfalas. Eles adoram comemorar empate com a gente.

    Só pra lembrar: gostam muito de dizer que o futebol do Rio é decadente e vergonhoso, mas no clássico de Sampa tivemos qualquer coisa menos futebol. Sobrou pernada e faltou gol. É, desse jeito o caminho do nosso título está cada vez mais aberto. Sábado é a vez do grêmio sentir o peso da Estrela Solitária.

    Nos vemos no Bellini, heim Zé! Abraço.

    Não quero saber por onde anda
    Perivaldo, o Peri - Um dos melhores laterais de totó que já vi jogar. Está aí um nome que não me deixa saudade nenhuma. Se ele estiver no Rio, aconselho a não pegar os ônibus que passam pelo Rio Sul. É para não corrermos o risco de ele voltar para General Severiano.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time tem a honra de ter o busto de seu maior craque, o Garrincha, na entrada do templo mundial do futebol, o Maracanã?

  6. 24/05/2007

    Sem palavras



    Fala, Zé! Não pense você que eu estou sem palavras pela eliminação de ontem, no Maior do Mundo. Não. Se você quiser ver uma opinião de um indignado, listando culpados, dizendo que o jogo poderia ter sido A ou B, te aconselho a parar esta leitura agora. Hoje eu estou sem palavras porque ontem, apesar de tudo, caiu a minha ficha de como é gratificante torcer pelo Botafogo de Futebol e Regatas. Um clube gigante pela história, gigante pela tradição de suas constantes conquistas e, principalmente, gigante pela torcida apaixonada que o segue. Uma torcida ciente de que o limite entre o céu e o inferno é uma porta que se abre em segundos. E que mesmo assim não desiste nunca de ver o futebol como uma forma alegre para deixar de lado, que seja momentaneamente, os percalços da vida.

    Violência, trânsito, doença, dívida, tudo se apaga durante aqueles noventa minutos em que o olhar quase empurra a bola para dentro do gol. Em um Rio de Janeiro difícil, tal qual o que estamos vivendo, é bonito ver as pessoas trocando sorrisos e lágrimas em um mesmo templo, como se comungassem juntos de uma religião fervorosa. Mas vamos parar com esse tom meloso porque isso já está me cheirando a saudosismo e poeta é uma coisa que eu não tenho a menor pretensão de ser. Voltemos à Copa do Brasil.

    É minha gente, é por essas e outras que AMO o futebol. Te pergunto: no basquete, um time consegue se acovardar durante toda a partida, levar do adversário ponto em cima de ponto, converter uma cesta sem querer no finalzinho e ainda ganhar a partida? Então, é isso que faz esse esporte ser tão hipnotizador como é. Ontem, o Brasil todo viu um time pequeno, acuado por um futebol envolvente e bem jogado, ficar apertadinho, se segurando na retranca. O figueirense ficou ainda mais apequenado diante das 60 mil vozes que incendiaram a noite fria. A gente entende, eles se apoiaram no nosso apagão do primeiro jogo, típico da várzea. Mas pera lá, quantos gols a gente tinha que fazer pra eles validarem aqueles que agente precisava? O nosso time tem gabarito pra encarar qualquer outro, mas contra o moço do apito não há esquema tático que resolva. Sugiro ao Bebeto que tente um amistoso contra o milan do Kaká e com arbitragem alemã. Só assim vamos mostrar pra todo mundo que futebol brasileiro bom, se joga com bola no pé e não com apito na boca.

    Enfim, só recordo a vocês que Beltramis e Anas Paulas passam, uns até marcam, mas passam. Já a grandeza do clube e a paixão que ele desperta, essas sim continuam incólumes e acesas dentro dos corações daqueles que suspiram ao ver uma Estrela Solitária. Ao Botafogo, palmas (de pé).

    E sem titubear te digo que quem vai pagar essa conta é o urubu no domingo. Vamos fazer a molambada se arrepender por ter secado a gente na TV. Te vejo na rampa da UERJ, heim Zé!

    Não quero saber por onde anda
    Márcio Gomes – Jogou no Glorioso em 2002. Lateral direito tão estranho que jurava que as duas pernas dele eram esquerdas. Eu sempre dizia: Vai jogar mal assim muito longe do Fogão. E, graças a Deus, ele me ouviu.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time tem a honra de ser o 12º clube do século XX, considerado pela FIFA?

  7. 21/05/2007

    De aperitivo: galo frito.



    Fala, Zé! Pode ficar tranqüilo porque, ontem, a gente degustou apenas o primeiro prato da semana, que terá como refeição principal o figueirinha, na quarta, e de sobremesa a urubuzada, no domingo. Mesmo com o Fogão meia-boca a cozinha do mestre Lúcio Flávio jogou um feijão-com-arroz bem temperado, para mais uma vez superar os mineiros no Maraca. Mas uai, perder pra gente e pão-de-queijo são dois vícios antigos dos alvinegros lá de BH. Labareda mesmo vocês vão ver na quarta, quando a gente (agora me refiro a 11 jogadores e um estádio Mário Filho lotado) entrar com vontade pra cima deles, ateando uma farta goleada nos alvinegros de Floripa. Já até avisei lá em casa que nem precisam me esperar para o jantar. Eu vou voltar do Maracanã mais tarde e com a fome de gols saciada.

    Mas, voltando ao confronto de ontem, concordo que o jogo foi meio morno. Pra variar, fomos mais ousados e eficientes. A gente jogou administrando a partida o tempo todo, com o Zé Roberto querendo mostrar serviço. Tanto que ele foi o responsável pela abertura do placar, sofrendo um pênalti claro aos 17 minutos. O Dodô, o mais recente papai do time, pega o caroço com carinho e se prepara para mandá-lo pro fundo do balaio. Para a nossa surpresa o goleirinho até vai nela, mas a estrela do artilheiro brilha imponente na rebatida do arqueiro. 1X0. Nem tinha terminado o primeiro tempo e a gente já estava com o jogo na mão e a cabeça no time do Ruy Cabeção.

    Veio o segundo tempo e, logo no inicinho, o Lúcio Flávio espetou um canudo que amorteceu no poste, entrando de mancinho na granja do galo. Um gol do jeito que ele adora fazer - quem é vascaíno sabe do que eu estou falando. É difícil acreditar, mas com certeza o Dunga finge que não vê o nosso maestro jogar. Daí até o final a gente botou ordem na casa e garantiu mais três pontos na tabela. Foi uma vitória para apimentar a empreitada de quarta, que terá um gostinho a mais para nós, BOTAFOGUENSES. Afinal, está todo mundo tentando azedar o futebol mais bem jogado desse ano no Brasil.

    Deixo aqui um registro pela marca do grande baixinho, alcançada ontem. É certo que 1.000 gols não é pra qualquer um. Mas nessa levada que está, com 41 anos o nosso Dodô já estará comemorando o gol 1.500. E com a camisa do Fogão, é claro.

    Galera, quarta é dia de lotarmos o Maior do Mundo. Aliás, estão dizendo por aí que a quarta-feira agora se chama Zeca-feira. Eu topo com muito orgulho a mudança, porque o personagem referido é um carismático intérprete que carrega duas paixões no peito: o samba e o Glorioso. Que a simplicidade e a simpatia do grande Zeca Pagodinho continue regando a nossa alegria em ser Alvinegro. Um brinde a essa próxima Zeca-feira que será mais uma data gloriosa na nossa história.

    Te vejo lá, heim Zé!

    Não quero saber por onde anda
    Marcelo – Atacante que veio do América em 93, depois da debandada do Tio Emil. Ele fez parte do histórico ataque do Fogão que marcou época ao ficar os primeiros 9 jogos do Brasileiro sem marcar um gol sequer. Até nunca mais.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time tem um dos símbolos mais bem feitos da história, eleito por pesquisa com designers de todo o mundo?

  8. 17/05/2007

    Seja qual for o “ense”
    o resultado vai ser “ÃO”



    Fala, Zé! Pode escolher: figueirense, brasiliense ou fluminense. Qualquer um desses timinhos só tem gabarito para ser coadjuvante de um desfecho: FOGÃO CAMPEÃO. Quer dizer, isso se não tiver um Beltrami em campo. Galera, a hora é de levantarmos a cabeça. Nós, botafoguenses, ficamos um pouco mal acostumados. É freqüente a gente ver o time encantando, dando baile de bola. Mas realmente tem dia que a noite é triste. Ontem, esquecemos de jogar e por sorte enfrentamos um time pequeno, porque se fosse contra um outro do nosso porte a coisa ia complicar ainda mais. Nada deu certo. Só pra refrescar a memória, lembro que o Fogão jogou 26 vezes esse ano e essa foi a 3ª derrota da equipe, repito: TERCEIRA vez que jogamos mal. Motivo pra desesperar? Sinceramente não vejo. Agora eu quero ver esse pessoalzinho lá de Floripa encarar a pressão de jogar no Maior do Mundo lotado, contra a torcida mais apaixonada do Rio de Janeiro.

    No primeiro tempo, os caras concluíram as únicas duas oportunidades que tiveram e a gente entrou sem o clima de semifinal. Na segunda etapa, tudo bem. O time até esboçou uma reaçãozinha, mas convenhamos, ontem não era dia do Glorioso brilhar. O jogo serviu pra gente ver que a nossa zaga precisa mesmo de mais treino e que temos um goleiraço de muito futuro, que dobra duas vezes e coloca no bolso esse tal de Bruno da urubuzada. O desfalque do Lúcio Flávio, o melhor meio-campo do país, também pesou. O Zé Roberto e o Dodô não podem sumir no jogo dessa maneira, mas é certo que eles têm crédito na casa. Desde, é claro, que sapequem uma sonora goleada nesse timeco do Ruy Cabeção, na próxima quarta.

    Bem, antes de explicar a minha implicância com o senhor Lelé da Cuca já vou dizer que estou disposto a deixá-la momentaneamente de lado, pelo bem geral do caminho ao título. Lembro que com ele o Lúcio Flávio era reserva. Ele também cismou em transformar o Asprilla em lateral-esquerdo e ainda confia bastante no Maxionese, no Rafael Merdes e no Ruim Mário. Não vou nem citar os fatos de ontem. Aliás, vou sim: como pode um técnico, que está a quase um ano à frente do clube, não ter uma solução tática bem definida para quando tudo dá errado? Ele ontem fez uma experiência colocando um lateral medíocre, que não jogava desde a partida contra o Volta Redonda na Taça Rio, e depois se arrependeu. Impressionante. Mas, para não estragarmos esse clima de vitória que nos assola, me comprometo a dar uma trégua para o Lelé. Até porque o Botafogo é muito maior do que Cucas, Luxemburgos, Muricys, Leões e todos os outros juntos. Não querendo desmerecê-los, mas deixando ainda mais clara toda a nossa satisfação em ostentar com muito orgulho a Estrela Solitária no peito.

    Agora nos vemos na rampa do Bellini, domingo, contra o galinho de novo. Afinal, torcedor carioca que se preze grita com vontade: Não quero cadeira numerada (cadeira cativa, tribuna e afins), vou sentar na arquibancada pra sentir mais emoção.

    Forte abraço, Zé!

    Não quero saber por onde anda
    Mongol – Um zagueiro que sempre fez questão de fazer jus ao nome. Mais uma daquelas figuras que só aparecem no Botafogo. E graças a Deus, também somem.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time foi responsável pela volta do exílio de um dos maiores poetas que o Brasil já viu, o Vinícius de Moraes?

  9. 15/05/2007

    Raça gaúcha? Sou mais a técnica carioca.



    Fala, Zé! Adoram dizer por aí que os times do Sul têm uma característica própria, uma dedicação e uma superação maior do que os outros em campo. Não foi nada disso que vimos domingo passado, no Beira-Rio. Os jogadores do Fogão trataram logo de mostrar que, no futebol, vale mais a esperteza e a técnica, características próprias de um povo alegre como o do Rio de Janeiro. Dedicação é bola na rede. Superação é sair do jogo com três pontos a mais na tabela. Diz pra mim: existe maneira melhor de começar um Campeonato Brasileiro (o mais disputado do planeta) do que ganhando o campeão do mundo, na casa dele, com meio time reserva e um jogador a menos?

    O Fogão provou que tem um time com mais de 20 titulares e uma comissão técnica...bem, é... pra não estragar o clima é melhor a gente esquecer essa parte. Se tem alguma equipe com pinta de Campeão, o Botafogo está com catapora. Fomos pra cima do colorado com um time meio retrancado, é certo, mas não menos aguerrido. Sem essa de que o time está com a cabeça na Copa do Brasil. Onde brilha a Estrela Solitária tem que ter entrega. Levamos um gol bobo no início – falha da zaga – mas esse fato não nos abalou e continuamos correndo atrás do prejuízo. O time mostrou que não só o Leandro é Guerreiro. Todos os jogadores também são. Tanto que, aos 33 minutos, o Juninho cobrou uma falta e quem pagou foi o goleiro. Ele esticou um petardo, mandando o caroço pra sacudir a estopa. Festa! Era só o início da virada.

    Veio o intervalo e com ele deve ter vindo também alguma baboseira do Lelé da Cuca no vestiário que, como sempre, os jogadores fingem que ouvem. O que interessa é que eles voltaram ainda mais inspirados. Logo aos 7 da segunda etapa, o André Lima, que estava em uma tarde de Dodô, subiu mais alto que a zaga e testou a pelota pros braços do filó. Festa de novo! Cinco minutos depois, a surpresa. O mesmo artilheiro da virada, em uma arrancada fulminante, entrou na área e deu uma penteada na redonda por cima da saída desesperada do goleirinho. Go-la-ço. Ela morreu na descendente, no fundo do entrelaçado. Alegria total da galera alvinegra. Nem o golzinho relapso dos caras abalou o excelente resultado. Um “Três a dois” bonito. Pra começar com o pé direito, botamos FOGO no frio da gauchada.

    Poucas vezes vivi um domingo tão perfeito. Vou enumerar pra não perdemos a conta: 1 – O Papa abençoando o nosso povo, 2 – O Felipe Massa nos fazendo lembrar os bons tempos de Senna, 3 – Um excelente almoço ao lado da mulher da minha vida: minha mãe, 4 – O Fogão faturando o inter lá em Porto Alegre e, por último e não menos importante, 5 – O urubu caindo de quatro em pleno Maracanã. Nossa! Combinação mais feliz só se o sorteio da Mega-sena tivesse dado os números: 07-14-33-38-39-56. É isso, galera. Agora é só sapecar o Figueira e continuar rumo à Libertadores da América. Ô Boca Juniors, pode esperar, a sua hora vai chegar!

    Quarta tem mais festa lá no Sul. Vamos com tudo, Zé!

    Não quero saber por onde anda
    Márcio Theodoro – Um dos mais infelizes zagueiros que vi jogar com a camisa do lendário Mauro Galvão. Uma verdadeira falta de respeito. Parabéns pelo sumiço.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time tem a honra de ser o único clube da carreira da Enciclopédia do Futebol, o Nilton Santos?

  10. 15/05/2007

    Botafoguense não se apresenta,
    se reconhece. Muito prazer, Zé.



    Fala, Zé! É claro que você deve estar se perguntando: “O que esse camarada está fazendo aqui?”. Poi Zé, galera. Assim como a maioria dos craques do Fogão em Copas do Mundo, eu fui convocado para fazer parte dessa seleção do Globo Esporte. Junto com o Campeonato Brasileiro, está começando agora esse espaço só nosso. Um espaço pra gente mostrar pra todo mundo como é bom torcer pro Botafogo de Futebol e Regatas. Aqui, nós vamos trocar sorrisos, exatamente como o Mané rasgava nos rosto de todos no Maraca. Nós vamos trocar lágrimas, iguais àquelas que a lembrança do Nilton Santos em campo nos faz escapar dos olhos. Vamos trocar principalmente alegrias, como as que nos deram e dão o Leônidas, o Maurício, o Gonçalves, o Didi, o Túlio Maravilha, o Jairzinho, o Mauro Galvão, o Carvalho Leite, o Donizete, o Paulo César Caju, o Quarentinha, o Dodô...

    Bem, eu sou um típico torcedor alvinegro. Cheio de superstições, cheio de motivos pra sorrir e, principalmente, de saco cheio de fazer as pessoas enxergarem que o gigante de General Severiano é um dos maiores clubes do planeta. Um fanático pelo Fogão que, de tanto freqüentar as arquibancadas, resolveu trazer para o papel - ou melhor, para a internet - todas as suas emocionantes passagens acompanhando o Glorioso. Contando a história de cada partida eu acabo contando minha própria história, que caminha ao lado das glórias do time. Espero que você se divirta, porque eu já faço isso com muito prazer.

    A partir de agora: “tamu junto, Zé”. Afinal, a nossa oração sempre determinou: A Estrela Solitária nos conduz. Beijo pra quem é de beijo e abraço pra quem é de abraço.

    João Roberto Gomes dos Santos (mas para os íntimos, colegas, inimigos e aqueles que eu ainda não conheço: Zé Fogareiro)

João Roberto é um niteroiense de 27 anos. Redator publicitário, apaixonado pela Estrela Solitária. Desde que o Mauro Galvão ergueu a sua primeira taça, lá em 89, ele se tornou um freqüentador assíduo das partidas do Glorioso. Um gordinho que nasceu com as veias alvinegras, mas que mesmo assim não cansa nunca de agradecer a seus pais por terem o feito feliz assim: BOTAFOGUENSE.

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