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Vanderlei Luxemburgo

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  1. 15/07/2007

    A parte do corpo que mais dói é o bolso.



    Fala, Zé! Não sou um descrente no ser humano, se o fosse jamais teria motivação para continuar minha vida digna e honesta. Mas, infelizmente, uma variante de caráter é senso-comum: dinheiro. Mexer no bolso de alguém dói mesmo, tanto para quem mexe, quanto pra quem é mexido. Está aí um câncer que acaba com amizades, relacionamentos e até famílias. O dinheiro muda a pessoa, por mais que ela não queira admitir. Quando entram valores, o discurso muda. Fiz essa breve e penosa constatação para, enfim, expor aquilo que eu penso sobre o “Caso Dodô”. Poi zé. Chegou a hora de falar e tenha certeza que não vou medir palavras.

    Claro que você lembra do Campeonato Brasileiro de 2003, ele foi o primeiro no sistema de pontos corridos e foi vencido de forma incontestável pelo Cruzeiro. Pois então. Aquele mesmo campeonato originou a minha conclusão sobre essa palhaçada que fizeram com o Botafogo. Naquele ano, o Cruzeiro se anunciou campeão desde o início e isso se sustentou até o final. Com várias rodadas de antecedência, os moços dos pães-de-queijo já tinham garantido o caneco. O Campeonato perdeu a graça, os estádios se esvaziaram, as audiências se esvaíram, conseqüentemente, MUITA GENTE PERDEU MUITO DINHEIRO. Alguma coincidência com 2007? Vamos ver. O Botafogo desponta logo na entrada e dispara na pontuação, com um rendimento até maior do que aquele time do Luxemburgo. “Parem as máquinas!” – Gritam os abutres do futebol brasileiro. É claro que eles tinham que arquitetar alguma forma de conter o ímpeto de um time bem acima da mediocridade. “Mas como fazer isso? Eles já descobriram nosso esquema de manipulação de resultados, há um tempo atrás. Temos que inovar”. E eles conseguiram.

    O Alvinegro virou capa de jornal e foco da imprensa não pela bela campanha, mas pela suspeita de violação de desempenho do seu grande atacante. “Pronto. Isso vai segurar os caras um pouco”. Não tenho dúvidas de contaminação criminosa. Riram de mim, dizendo que eu acredito em teoria da conspiração e coisas assim. Devem ter sido os mesmos que riram quando disseram que havia um mega-esquema de apostas, manipulando os jogos do Campeonato Brasileiro. O Brasileirão não pode ter graça apenas para uma torcida. Isso é comprovadamente PREJUÍZO. É triste, amigos, mas estamos regidos por uma corja nojenta e mesquinha que afunda cada vez mais um futebol ainda sustentado, exclusivamente, pelo talento de seu povo. Não, eles não vão conseguir apagar o encanto que eu tenho por esse esporte tão apaixonante. Pelo contrário, eles apenas alimentam a minha vontade de lutar contra essa escória, que um dia ainda vou ver dividindo espaço com Fernandinho Beira-mar. Se Deus quiser.

    Bem, sobre o jogo de ontem, tenho realmente pouco a dizer. Perdemos é verdade. E para um bom time, que também é verdade. Mas espero que essa derrota para o santos devolva ao Botafogo o destaque no lugar que lhe é de direito: nas páginas de esporte dos veículos. Jogamos muito mal. Mas os três a zero também foram exagerados para o escopo da partida. A superioridade deles não foi tamanha como os números apontam. Pior do que ter perdido a invencibilidade é ter que ver sorrisos sarcásticos de morsas e hienas da imprensa, que adoram prenunciar o caos. Figuras que nada representam para o futebol, mas que mesmo assim conquistam espaços de forma duvidosa na mídia. E tem mais: pra mim, Vila famosa mesmo, é a Vila Pan-americana. Que está bem bonita, por sinal.

    Abração, Zé! E lembre-se: tudo com a gente é mais difícil. É por isso que esse título será nosso. Vida longa aos Dodôs.

    Não quero saber por onde anda
    Taílson – Nossa. Como é que eu fui lembrar dessa massa corpórea que andava e ainda respirava ao mesmo tempo? Um atacante acéfalo que infelizmente ainda assola as nossas mentes. Que a lembrança dele suma tão rápido quanto a sua figura física.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time é detentor do maior número de artilheiros em toda a história do Campeonato Carioca de Futebol?

  2. 11/07/2007

    “HONRANDO AS CORES DO BRASIL
    E DE NOSSA GENTE”



    Fala, Zé! Não sei se você lembra, mas no mês passado eu lancei a idéia dessa coluna por aqui. Como o prometido (que ela voltasse de tempos em tempos), estou rolando a bola mais uma vez. Bem, só pra recordar, essa é uma postagem onde vou dar a oportunidade àqueles que também querem mostrar pra todo mundo como é emocionante e divertido ter o privilégio de exibir a Estrela Solitária no peito. Ainda mais agora, quando estamos numa fase excelente. Numa fase onde o orgulho e a felicidade brilham nos olhos e multiplicam as cordas vocais, que jamais se calarão diante de um amor tão Glorioso.

    Reparem que eu coleto e seleciono os melhores comentários postados ao longo de todas as nossas colunas. Mas confesso que ando um pouco decepcionado com a carência de recados efusivos e apaixonados pelo Alvinegro. Provocações de outros torcedores fazem parte do futebol e cabe a nós, Botafoguenses, mostrarmos que somos muito superiores. Acredito que ignorar é o melhor a se fazer e manter o nível também. Mas continuo na esperança de ver esse espaço como um fórum de torcedores, com discussões e gozações, mas acima de tudo com respeito. Conto com vocês. E agora vamos conferir quem mandou bem:

    O Goiano mostrou que, além de muito amor pelo Fogão, também tem muita inspiração. Belo texto, rapaz. E sinta-se em casa. Sempre.

    “Só uma questão, e os demais torcedores jamais entenderão. O Botafogo não é um time de torcedores por causa dos títulos; o Botafogo não é o time da massa; o Botafogo não é o time de uma colônia. Por que será, então, que o Botafogo é essa paixão tão maluca, envolvente, que transforma até tristeza em esperança, que conduz o sentimento de seus torcedores à euforia, que acaba sendo apoiado até pelos demais torcedores, como uma segunda opção? Por que é o Botafogo a paixão dos mais variados tipos humanos, pobres, ricos, intelectuais, analfabetos, moradores de metrópoles e pequenas comunidades? Eles, os torcedores dos outros, não conseguirão entender o que significa isso: é a paixão pela Estrela Solitária, que transforma em Gloriosa paixão dos sentidos. Ser botafoguense é ser único e muitos ao mesmo tempo. É ser filho direto dos deuses protetores do futebol. Isso é Fogo!” - Goiano

    Já o Conrado, nos fez lembrar como é bom torcer para um Clube com história, com grandes ídolos. Realmente o saudoso Garrincha é e sempre foi a nossa base para novas conquistas. Sua importância continua mais viva do que nunca. Um brinde ao Anjo das Pernas Tortas.

    “Que o nosso velho e bom Mané nos abençoe lá de cima.” - Conrado

    Esse comentário que vou expor agora me envaideceu bastante. Não por conter elogios ao espaço ou a mim, mas por conter uma trova pra lá de criativa, originada pela minha última crônica. Interação é isso. Estamos torcendo como um time. Eu cruzo de lá e vocês completam para o gol com maestria. Uma pena que o digníssimo não tenha se identificado. De qualquer forma, meus sinceros parabéns.

    “O baile lá na roça
    Foi até o sol raiar
    A casa estava cheia
    Ninguém podia entrar
    Estava tão bonito
    Aquele reboliço
    Mas é que o Sanfoneiro
    Só tocava isso

    E ninguém cala esse nosso amor
    E é por isso que canto assim
    É por ti fogooooooooo

    É líder e invicto
    Sempre pronto pra ganhar
    E os outros, coitados
    Ficam só olhando
    O fogão se distanciar

    O baile lá na roça
    Foi até o sol raiar
    A casa estava cheia
    Ninguém podia entrar
    Estava tão bonito
    Aquele reboliço
    Mas é que o Sanfoneiro
    Só tocava isso

    E ninguém cala esse nosso amor
    E é por isso que canto assim
    É por ti fogooooooooo” - Anônimo


    O Anderson e o Cecelobraga traduziram bem tudo aquilo que devemos ao nosso craque dos gols bonitos, nesse momento. Gratidão e carinho devem suplantar a procura por um substituto. Nós não podemos baixar a cabeça, inclusive você Dodô, porque a recompensa será erguermos a taça.

    “Força, Dodô. Nosso Fogão está incomodando muita gente. Já que eles não conseguem ser superiores dentro do campo, estão fazendo de tudo pra derrubar a gente fora dele, isso é fato. Mas vamos mostrar que somos superiores dentro e fora das quatro linhas.” – Anderson

    “Gostaria de comentar a corvadia que a imprensa está fazendo com o Dodô. Um jornalzinho aqui do Rio colocou em sua manchete esportiva 'dodopado'. São covardes, pois o verdadeiro jornalista procura a fundo a verdade. Dodô, sabemos de sua inocência, o futuro vai fazer eles comerem qualquer comentário maldoso feito a você.” – Cecelobraga


    Vou aproveitar a seqüência de comentários e postar aqui um recado meu pra toda a galera. O GloboEsporte.com está escolhendo a Musa desse Brasileirão e as gatas do Fogão são tão encantadoras quanto o futebol que estamos apresentando. Boa dica. Aliás, as supergatas do Fogão são três ótimas dicas. Vale a pena conferir.

    “De um lado Zé Roberto, Dodô e Lúcio Flávio. Do outro a Jaqueline, a Elisa e a Talita. Está aí um duelo de grandes talentos. Os três primeiros são nossos conhecidos craques e as três últimas estão almejando o título de gata do Fogão no Brasileirão. Tão difícil quanto escolher nosso principal jogador é escolher a mais bela. Dêem uma olhada.”

    E para fechar como na última vez, aí vai mais uma boa tirada do Neto. Espero que os tricoletes não fiquem chateados, mas rir é fundamental. Muito maior do que a rivalidade é a satisfação em ver torcedores brincando e dividindo suas gozações de forma sadia. Isso sim é o futebol.

    “Sabe o que é um torcedor do fluminense fazendo cocô? Clonagem.” – Neto

    Abração, Zé! Só pra constar: destaco que até agora eu não respondi nenhum recado postado. A seção COMENTÁRIOS é exclusiva para aqueles que freqüentam o Blog do Torcedor do Fogão. E já estão me chamando de exaltado, porque ando na rua gritando: “Ei, você aí, o Bota vai ser Bi! O Bota vai ser Bi!”. Com toda a certeza. “Tamu junto”.

  3. 08/07/2007

    Arraiá em preto e branco.



    Fala, Zé! Ê mundo véio sem porrrteira, heim. O Brasileirão está mesmo uma grande festa. E, aproveitando a época, por que não uma festa junina de tirar o chapéu, uai? Com direito a quentão (as faltas batidas pelo Juninho, melhor zagueiro do Brasil). Com direito a pescaria (que os goleiros adversários fazem, quando pegam as bolas no fundo da rede). Com direito a sanfoneiro dando o tom e a galera completando: “E ninguém cala, esse nosso amor...”. O único desfalque fica por conta da brincadeira de pular a fogueira, porque passar por cima do Fogão até agora ninguém conseguiu. Mas, a bagunça está pra lá de boa. E como toda festa junina, vamos logo montar a quadrilha. Por favor, peguem seus pares para a dança começar: Djalma Beltrami com a Ana Paula Oliveira, o Kleber Leite com o Eurico Miranda e o Ricardo Teixeira com o Pinóquio. Pronto, aos seus lugares e caminho da roça. “Olha o flamengo na liderança!” “Ih! É mentiraaaaa!”, “Olha o atlético paranaense vencendo o Fogão!” “Essa eu nem vou olhar porque eu já sei que é mentira!”.

    É, gente amiga, e foi esse clima de tranqüilidade que tomou conta de Brasília, ontem. O jogo com o atletiquinho foi mesmo uma brincadeira de acerte a boca do palhaço, só que a uma distância de 3 centímetros. Moleza. Um joguinho que eu sentei pra ver já contabilizando três pontos na tabela. A partida começou com o Glorioso chamando o adversário pra dançar com a barra da saia. Aos 19 minutos, o Zé Roberto se redimiu de uma bobeada no meio e roubou a bola na ponta direita. Em velocidade, ele centrou rasteiro para a entrada da área e numa jogada de corpo de pura inteligência, o Dodô deixou o maestro Lúcio Flávio cara-a-cara com o goleiro. 1 X 0. A equipe continuou indo pra cima. E numa falta, o Juninho soltou mais um de seus rojões, que estourou no pau de sebo do goleirinho. Bolaça na trave. Impressionante. Aí veio o intervalo. Tempinho bão pra nóis beber e prosear um cadim, uai. E vorrrta pro segundo tempo. Mesmíssima coisa do primeiro, o Fogão continua melhor e arrematar o jogo é questão de minutos. Mais uma vez, Dodô, o homem da noite, serviu o Joílson que estourou o milho verde no tacho do atlético. 2 X 0. E o balão do Fogão continua só subindo (fogos de artifício).

    Como em qualquer festa de São João, essa também está regada de alegria e fé. E eu me junto aos milhares de Botafoguenses espalhados por todo Brasil, na torcida para que essa Festa Junina seja a maior do mundo. Não em tamanho, já que a de Campina Grande é reconhecida até no Guiness. Mas em duração, terminando só em dezembro. Porque o brinde que eu mais quero levar pra casa é a Taça de Campeão.

    Em tempo. Saindo um pouquinho do futebol, quero deixar aqui a minha indignação com o americano imbecil que escreveu aquela bobagem, anteontem lá na Vila Pan-americana. Saiba você, yankee acéfalo, que somos orgulhosos por termos uma identificação tão grande com o povo do Congo, que é batalhador como nós. São atitudes como a dessa ameba que levam aviões a pousarem em torres. Que ele nunca mais pise em solo brasileiro. E espero, de verdade, que tenha voltado pra casa sentado no tudo de higienizador que ele ostentava. Foi um desprazer.

    Aquele abraço, Zé! E vamos esperar a contraprova do exame do Dodô. Todo mundo quer pegar carona no sucesso do Botafogo e não entrem nessa discussão antes do veredicto. É fato que estão tentando emperrar a todo custo o nosso inevitável título, mas vamos continuar correndo atrás, ou melhor, na frente. Nos vemos na Vila Belmiro.

    Não quero saber por onde anda
    Delair – Atacante bisonho que era mais conhecido como quimioterapia, pois foi responsável pela perda de cabelos da maioria dos torcedores do Fogão. Bendito foi o tratamento que nos colocou livres desse mal. Para o resto da vida.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time tem o recorde brasileiro de seqüência de jogos sem derrota (foram 52 partidas - registre aí: 52 partidas - sem derrota, ou se você preferir 10 meses)?

  4. 04/07/2007

    Invencibilidade: a persistirem os sintomas,
    consulte a tabela.



    Fala, Zé! Não precisa ser nenhum especialista para dar o diagnóstico: se ninguém consegue ganhar do Fogão, é claro que o Glorioso é líder. É claro que ele é o melhor. Com certeza o Botafogo está com anticorpos de sobra para enfrentar esses pequenos vírus que passam pela gente. Aliás, passam não. Chegam e morrem. E quem diz isso não sou eu, são os laudos. Veja bem: o coliforme vascal, advindo de São Januário, era apontado como favorito, time perigoso, que ia brigar pelo título. Quando foi examinado pela Estrela Solitária, acabou direto no CTI (detalhe, não saiu mais). O parasitófolo tricolilis, originário lá das Laranjeiras, tinha banca de campeão, falava mais do que fazia. Foi só provar do Elixir Alvinegro que deixou de ser nocivo (e já está carecendo de tratamento). Basta olhar para a tabela do campeonato e constatar: o Botafogo é a vacina mais eficaz para o futebol brasileiro, com doses generosas de profissionalismo – antídoto tão raro hoje em dia.

    A equipe que montamos está realmente virando tema para congressos. Raça e talento já estão no nosso DNA há muito tempo e agora até os leigos conseguem enxergar esses agentes que infeccionam os nossos adversários. Ser líder isolado do campeonato é como estar no quarto mais caro do hospital, com todas as atenções dos profissionais e ainda sem se preocupar com uma gripezinha no meio do caminho. E, ontem, foi isso que tivemos: uma pequena recaída, mas que não causou nenhum dano ao nosso belíssimo tratamento de recuperação da taça de 1995. O goiás até tentou ser uma doença degenerativa, mas não passou de uma virose boba, que foi embora com uma boa noite de sono. Já o juiz da partida... Bem, esse foi um câncer que tentou causar metástase no Glorioso, mas o cirurgião Cuca conseguiu operar o time antes que o pior acontecesse.

    Cachorrada, acostume-se! Porque todo jogo do líder é um teste pra cardíaco. Afinal, quem não quer colocar o dedo na ferida do mais forte? Ainda mais quando ela está intacta, ou melhor, invicta. Voltando ao jogo, o primeiro tempo foi fraco e os sertanejos batiam mais do que os nossos corações em dia de final. Tanto que o juiz deu logo um paliativo vermelho para o zagueiro deles, que tentou internar o Jorge Henrique. Pra compensar, ele vomitou do jogo o nosso Alex, sem motivo nenhum. Um charlatão que com seu bisturi, quer dizer, seu apito, tentou matar o Botafogo. Mas tudo bem, temos time para reverter. Fomos pro intervalo no soro, com um golzinho deles engasgado. E, na segunda etapa, contamos com o chefe maior da nossa enfermaria: o grande Juninho, que deixa esse tal de Juan da seleção na maca de qualquer hospital público. Em uma falta na entrada da área, ele espetou uma agulha que deve ter inflamado a mão do goleiro. Um 1 X 1 que se arrastou até o fim. Um jogo em que fomos melhores, como sempre. Mas erramos, como nunca.

    É, gente amiga, o timinho do goiás até conseguiu nos abrir uma sutura de dois pontos, mas avisa pro resto que ainda temos uma gordura de 4 pontos em cima do segundo colocado. E não é qualquer um que tem gabarito para fazer essa lipoaspiração. Portanto, o Ministério dos Esportes adverte: o Botafogo faz mal à saúde dos adversários.

    Aquele, abraço, Zé! E fique certo que depois da rodada desse fim de semana, a gente continua líder. Que os bons ventos do Mané Garrincha nos assopre ainda mais pra frente.

    Não quero saber por onde anda
    Reginaldo Pingüim – Um atacante responsável por pelo menos 10 pontes safenas entre os torcedores mais velhos do Fogão. Uma ameba que, se Deus ouviu minhas preces, deve ter ido visitar seus parentes lá no Pólo Norte. Sem data de volta, por favor.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time é o único, repare bem: único, clube do Brasil que tem um símbolo tão forte, que não faz nenhuma referência ao seu nome, com siglas, letras ou afins?

  5. 01/07/2007

    Pra demarcar o território.



    Fala, Zé! Cachorro bom é assim: chega pela primeira vez em um campo e já impõe para os outros quem é o dono do pedaço. Seja enterrando um osso, seja fazendo xixi, ou até expulsando os mais fracos (que é o caso). Todo mundo sabe reconhecer quando um cachorro de pedigree está na área. E ontem, nós, a cachorrada mais feroz e fiel do país, mostramos pro Brasil inteiro quem é que manda no Engenhão. Ou melhor: quem é o dono do Engenhão. A festa foi linda. Putzgrila! Desde o início, quem tem um pouquinho de discernimento viu que a torcida do Fogão estava muito mais entusiasmada com o novo Estádio. Aliás, a torcida do Líder estava exatamente como a tabela do campeonato: a 1ª em quantidade, a 1ª em vibração, enfim, a 1ª em alegria. Não adianta. O Engenhão já é o mais novo canil do Fogão.

    Antes de falar sobre o jogo, quero parabenizar às duas torcidas pelo espetáculo. Na inauguração do Estádio mais desenvolvido do país, demos uma lição sobre o espírito moderno do futebol: a PAZ. Violência já é um capítulo esquecido na nossa recente história. Alvinegros e tricolores dividiram espaço com harmonia nos vagões de trem, nos ônibus, nas ruas e bares do Engenho de Dentro. A família carioca recebeu um novo templo exatamente como o seu símbolo maior ensinou: de braços abertos. Mas vamos ao jogo porque esse sim foi motivo para uma festa ainda maior. O certame começou até equilibrado, mas o campo apertado impediu que a maior virtude do Glorioso – o toque de bola envolvente – fluísse com naturalidade. O Túlio esteve realmente mal, tanto que saiu no intervalo, e mais uma vez o nosso digníssimo Cuca falhou na escalação. Ainda bem que ele corrigiu a tempo e os 45 minutos finais foram suficientes pra virarmos em cima do pó-de-arroz.

    Digo virar porque, ainda no primeiro tempo, em uma falha da zaga, o André Dias balançou o rabinho todo feliz achando que comemoraria o golzinho com a playboyzada no final. Doce ilusão. A gente sabe quem tem mais time e o fato de virar um a zero não ia impedir a nossa virada no final. Dito e feito. O André Lima e o Diguinho mostraram que o Fogão tem um plantel de muitos titulares. Eles estavam na coleira e, no segundo tempo, entraram pra morder. O André Lima por sinal nem almoça em dia de jogo do Alvinegro, porque ele entra em campo com uma fome sinistra, lutando por cada bola como se fosse um prato de ração. De cara ele sofreu pênalti. Quem bate? É só esperar e ouvir: Uh! Ta maneiro! O Dodô é artilheiro! 1 X 1. Daí pra frente, com vocês: o melhor futebol do Brasil. O esquema encaixou e começamos a colocar os tricoletes na roda. O gol era questão de te... Gooooool! Quem marcou? Escute de novo: Uh! Ta maneiro! O Dodô é artilheiro! 2 X 1 de cabeça, tranqüilo. E os torcedores do lado de lá já sabiam, assim como a gente, quem levantaria a taça do primeiro jogo no novo Estádio do Botafogo de Futebol e Regatas.

    Deixo aqui uma dica para o falastrão Renato Gaúcho: porque você não se candidata a Miss Laranjeiras? Já que está tão preocupado em colocar uma faixa, essa é uma boa oportunidade para te reconhecerem lá no seu clube. Viu aí? Quem fala o que quer corre o risco de ficar com cara de bumbum, igualzinho àquela que você saiu do campo ontem. Ao meu amigo Terno e Gravatinha deixo aqui uma insatisfação: até te procurei na saída do Engenhão, mas o seu lado já estava vazio desde os 40 minutos da etapa final. Uma pena vocês não ficarem até o final na cerimônia de batizado do Engenhão do Fogão. Te confesso que eu queria muito ter bebido uma cervejinha com você, camarada. Para fecharmos com alegria, gozação e, principalmente, amizade o dia de festa que tive.

    Um forte abraço, Zé! E tenha certeza que agora mesmo é que ninguém cala esse nosso amor.

    Não quero saber por onde anda
    Guilherme – O atacante que ficou conhecido como “Quiverme”. Esse bonde consegiu ficar 6 meses sem marcar um gol, jogando pelo Fogão. E que agora fique 6 séculos sem aparecer em General Severiano.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time ganhou o sonoro adjetivo de "O GLORIOSO" logo após a conquista do segundo Campeonato Carioca, em 1910?

  6. 27/06/2007

    Do pó eles vieram, ao pó voltarão.



    Fala, Zé! Chegou a hora. Neste sábado, vamos sapecar o pó-de-arroz de novo. Em pleno nascimento de mais um templo para nós, Botafoguenses, vamos presenciar o falecimento das chances tricoletes nesse campeonato. E o que é melhor: vamos espalhar as cinzas pelo estádio, para batizar o Engenhão como mais um matadouro oficial do Glorioso. E olha que tirar a maquiagem de time bom é com a gente mesmo. Que o diga o vasquinho, que semanas atrás era líder e tinha pinta de campeão. Triste ilusão. Isso até encarar o nosso esquadrão. Deu no que deu. Sábado não vai ser muito diferente. Ávidos por trabalho, Lúcio Flávio e Cia. vão jogar a última pá de cal em cima da plaboyzada. Sem pena. É só enfrentar o Botafogo, que todo mundo perde a arrogância rapidinho. Vamos mostrar que a Copa do Brasil não era para estar lá com eles. Mas a motorista da Kombi que fez a devida entrega, a Ana Paula Oliveira, estava com o endereço errado e a propina mais do que certa nas mãos.

    Todo mundo sabe que os ingressos para o jogo de sábado - que por sinal já estão esgotados - foram trocados por latas de leite em pó. Mas pouca gente sabe que, nas Laranjeiras (o posto de troca lá do lado adversário), apareceram dezenas de latas falsas, com um conteúdo que não era bem o leite em pó. Era areia. Exatamente, amigos. Vocês leram certo. AREIA. E isso acontece logo com os tricoletes, que sempre se julgaram o time da aristocracia, o clube das classes superiores. Infelizmente conseguiram desfazer até mesmo essa bela ação social. Uma vergonha! Não estou generalizando, mas muitos torcedores trocaram o ingresso, só que ao invés da lata lacrada deixaram uma enganação. Pode parecer trocadilho, mas para essa situação lembro a eles uma máxima bem aplicada: depois não adianta chorarem sobre o leite derramado. Já que a torcida do fluzinho resolveu dar uma de Eurico Miranda, agora eles vão se transformar no vasquinho contra Fogão. Vamos dar mais um chocolate, para eles saborearem com gosto esse leite surrupiado.

    E antes de me despedir, quero registrar aqui um recado para um grande amigo nosso, o Estádio Mário Filho: “Ao Maraca, com carinho. Quem foi rei nunca perde a majestade. E você pode ter certeza que tem, em nossos corações, lugar cativo como nosso principal palco. Tanto que abrigamos em você as memórias mais saudosas do seu maior bobo da corte, um tal de Mané. Esses burburinhos de que estamos pleiteando o Engenhão como nossa casa, são balelas. Você foi, é e sempre vai ser a nossa casa de verdade. O Engenhão será no máximo a nossa pousada de praia, assim como fizemos com o Caio Martins, lembra? Então. A nossa gratidão contigo é muito grande e queremos estar sempre por aí, te abraçando e gritando aquilo que você já nos deu aos montes: GOL. Muito obrigado por tudo. Te amamos pra sempre.”

    Agora sim, posso ir embora tranqüilo e começar a organizar o churrasquinho preliminar de sábado. Com certeza nos veremos nessa festa linda, que vai marcar mais um degrau na constante subida da Estrela Solitária rumo ao título do campeonato. Aquele abraço, Zé!

    Não quero saber por onde anda
    A mãe do Rafael Marques – Uma infeliz senhora que ao lado de seu cúmplice de cama, gerou a vida desse rapaz. Coitada, não devemos culpá-la. Deve ter sido mais uma camisinha furada. Só pode ser.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time do Rio de Janeiro é o recordista de jogos internacionais?

  7. 25/06/2007

    Domingo no parque.



    Fala, Zé! Ahhhhh... O domingo. Eita diazinho pra lá de bom. Com praia, é sol na certa. Com fome, é macarronada ao lado da família. Com preguiça, é acordar bem tarde e só ficar pilotando o controle remoto. Enfim, com certeza, está aí um dia todinho dedicado ao relaxamento. Ler um jornalzinho na rede, com as pernas para o ar, bebendo uma cervejinha então, “Putz!”. Um verdadeiro “me chama que eu vou”. O único dia, entre os outros seis, que você briga com o relógio para ele não correr tanto. Ele abre a semana e você fecha os olhos tentando inventar um programa que o complete mais ainda. Até aqueles que trabalham sabem que o ritmo do domingo é mais marcha lenta. Pressa não faz parte do dicionário. Mas em compensação ressaca é um vocábulo bem recorrente nessas 24 horas de tranqüilidade.

    Só a título de curiosidade, a palavra domingo é uma derivação do latim Dies Dominica, que significa "Dia do Senhor". Uma referência aos cultos pagãos antigos, que dedicavam este dia ao Deus Sol (daí a derivação Sunday, no inglês). Viu só? O Zé Fogareiro também é cultura. Mas o domingo é isso: um dia sem compromisso. Marca de quem está renovando as baterias para começar tudo de novo na manhã seguinte. Uma data em que as ausências são mais comemoradas que as presenças. Ou você sente saudade do trânsito caótico, do rostinho impiedoso do seu chefe, da condução lotada? O domingo é pura festa. O único motivo de desânimo é a abertura do Fantástico, que nos faz lembrar de colocar o despertador para o dia seguinte, delimitando hora certa para o corre-corre voltar ao normal.

    Mas, espere aí. Eu não estou esquecendo nada? Ah sim, claro. O domingo também é dia de futebol. E é justamente no berço mundial desse esporte tão apaixonante, que muitos lutam para deixá-lo assim: esquecido, em segundo plano. Querem a todo custo destituir o futebol do posto de primeiro assunto na mídia. Ironia? Não. Incompetência. Planejamento e prevenção de problemas foram dois capítulos não estudados pela maioria dos dirigentes brasileiros. Peguemos o exemplo de uma pessoa que não acompanha futebol. Ela abre o caderno de esportes de qualquer jornal de grande circulação e se depara com a seguinte manchete: Hoje tem rodada do campeonato, mas o líder não joga. Ãh? Como assim? É isso mesmo. Não sei se é castigo pela excelência ou penitência pela falta de compaixão com os adversários.

    Uma vergonha, mas o time de melhor futebol do Brasil foi condenado a ficar apenas treinando. Mais vergonha ainda é saber que todo o resto joga sem nenhum estímulo, já que a superioridade do líder é tamanha, que a sua pontuação lhe garantiu uma frente absoluta – mesmo sem disputar pontos. É camaradas, como vocês podem ver o Glorioso está mesmo muitos passos à frente. E enquanto os outros times suam a camisa trabalhando, nós, jogadores, profissionais e torcedores do Fogão podemos aproveitar tranquilamente tudo aquilo que eu descrevi nos dois primeiros parágrafos desse texto.

    Um grande abraço para todos aqueles que dividem essa alegria comigo: torcer para a bela Estrela Solitária. E um conselho àqueles que não nutrem um amor ufano pelo Alvinegro: saiam do lado negro da força, encontrem a luz da Estrela.

    Te vejo na abertura do Engenhão contra o pó-de-arroz, Zé!

    Não quero saber por onde anda
    Eduardo Cachaça – Lateral-esquerdo que pelo sobrenome já deixa clara a sua intenção em ser jogador de futebol. Hoje, quem bebe somos nós botafoguenses, mas bebemos para esquecer as suas desastrosas atuações. Um brinde ao desaparecimento dessa figura.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro clube cedeu mais jogadores para a Seleção Brasileira em todos os tempos?

  8. 20/06/2007

    Um elefante incomoda muito a gente.
    Mas o Botafogo incomoda muito mais.



    Fala, Zé! É uma triste constatação, mas acredito que esse é o preço que pagamos por sermos um clube de projeção, com tradição: basta nos destacarmos e pontearmos o campeonato, para todo mundo se mobilizar e tentar tirar o que nos é de direito. Pronto, de repente o Glorioso virou pauta número um da CBF, virou assunto primordial na SUDERJ, virou chamada de capa de colunista flamenguista. É adiamento? Assinamos agora. É fofoca de transferência? Publicamos imediatamente. É cassação de liminar? Senta aqui que resolvemos. Todos querem tirar uma casquinha do melhor time e tentar desestabilizar o clima para comprovarem estatísticas ou favorecerem os próprios egos. Logo nós que, ultimamente, não temos nenhum jogador lembrado em convocações da seleção e que somos motivo apenas de afastamento de árbitros.

    Tudo bem. Concordo que prego que se destaca merece martelada. Mas também concordo que prudência, canja de galinha e, principalmente, respeito não fazem mal à ninguém. Vocês vão tentar, de todos os jeitos, pisar na Estrela Solitária, mas saibam que o Botafogo de Futebol e Regatas é um gigante, maior que todos nós juntos. Jogadores, dirigentes, jornalistas, Zés Fogareiros nada mais fazem do que bordear a história de um Clube que tem a glória como uma de suas principais definições. O nosso esquadrão é de primeira e só mesmo fatores extra-campo conseguirão tirar o foco de uma equipe que é de primazia mais do que comprovada. Com certeza, hoje, medo e alívio são duas palavras bem conhecidas pela torcida do corinthians, que teve uma de suas derrotas do campeonato adiada para 15 de agosto.

    É uma vergonha que até um coreógrafo americano tenha suas vontades satisfeitas no futebol brasileiro. Vontades essas que interferem diretamente em um dos negócios mais lucrativos do país, que na atividade possui as maiores referências e as fontes de renda. É um absurdo que o país da bola ainda atue na saudosa era do trem a vapor, quando datas sobrepunham logísticas. Pensamentos como esse, ancoram o desenvolvimento da classe, rebaixando o brasileirão cada vez mais a primeiro estágio de jogador de destaque na Europa. Todo mundo enche a boca pra falar: “Espere até a janela do mercado europeu abrir”. Mas ninguém lembra que nós mesmos estamos abrindo as pernas para as potências ditarem as regras aqui dentro. A começar quando aceitamos essa imposição havelangística de campeonatos por pontos corridos (molde do mundo velho). Mas não quero discutir direção do futebol brasileiro, estou aqui pra defender o meu Alvinegro.

    Portanto, esperneiem, façam manha, xinguem, fiquem à vontade. O Botafogo é o líder absoluto do campeonato. E, parafraseando o nosso grande mestre Zagallo, VOCÊS VÃO TER QUE ME ENGOLIR.

    Como sempre, nos vemos na arquibancada. Aquele abraço, Zé!

    Não quero saber por onde anda
    Renatinho – Lateral-esquerdo baixinho tão horrível, que nem o Zé do Caixão seria capaz de criá-lo para mais um de seus filmes. Que não nos assombre nunca mais.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time é o único Tetra-Campeão Carioca (1932,1933,1934,1935), sendo estas, 4 das 5 estrelas que ostentamos no Glorioso manto alvinegro?

  9. 18/06/2007

    É um pássaro? Um avião?
    Não. É a Estrela do Fogão.



    Fala, Zé! Que alegria. Realmente a nosso símbolo maior – a ESTRELA – está reluzente, brilhando e subindo para o lugar mais alto do Brasil, fazendo jus ao seu principal e inseparável adjetivo: SOLITÁRIA. Poi Zé. Somos líderes isolados do Brasileirão. Isso quer dizer que todo o restante tem que olhar pra cima quando quiser nos perguntar como conseguimos formar o melhor time do país. A partida de ontem, mais uma vez, foi daquelas para calar os que cismam em dizer que o futebol brasileiro está nivelado. O Botafogo está cansado de sobrar em campo. E está sim, em um nível acima dos demais. Digo isso não com soberba, empáfia. Até porque reconheço a humildade como uma das principais virtudes de um Campeão. Mas espera aí, se eu como torcedor apaixonado não escancarar a superioridade do meu time, quem vai fazê-lo? O torcedor do américa de Natal, a imprensa de São Paulo? Jamais. Então, façam-me um favor: por enquanto respeitem e aplaudam o meu Fogão, porque temos defeitos e virtudes como todos os outros, mas reconhecidamente também temos o melhor do futebol brasileiro na temporada de 2007.

    Ontem, no Marcanã, precisamos de apenas 3 minutos para ver que o Glorioso só perderia pontos para ele mesmo e se fizesse por onde. O Júlio César até tentou, mas sobre isso a gente fala depois. Deu gosto ver a cara de desgosto do PC Gusmão. Enfim lhe bateu o arrependimento por ter abandonado o nosso barco lá em 2005. Agora, PC, queremos que você vá pra PQP. O Fogão entrou sabendo que não precisaria suar muito para vencer o náutico. E foi assim que terminou o primeiro tempo, a gente jogou pro gasto e eles gastaram todas as faltas que trouxeram de Recife para tentar parar o meio-campo mais envolvente do campeonato. Tanto que tiveram um zagueiro expulso antes do intervalo. O melhor dos 45 minutos iniciais foi um pombo sem asa que o Juninho arriscou lá de fora, atravessando a área bêbado, entortando até mesmo as câmeras que estavam atrás do gol. 1 X 0 com gostinho de calmante e cheirinho de três pontos.

    Veio a segunda etapa e com ela veio também toda a emoção que o Botafoguense já tem guardada no peito. A começar pelo pênalti perdido pelo Dodô e a se completar com o Júlio César, que quase pos tudo a perder em mais uma falha bisonha. De bobeira, 1X 1. Não quero desestabilizar o nosso clima positivo, mas reitero que esse rapaz precisa urgentemente de uma concorrência pela camisa 1 do Alvinegro. Experimente você, vacilar três vezes de forma incalculável no seu recém-emprego, para ver o que seu chefe fará. Não defendo a crucificação do menino, defendo que ele deve ter como companheiro um goleiro bom e experiente, para ganhar rodagem e principalmente identificação com o Botafogo. Porque melhor que o Max, até a avó do síndico do meu prédio é. Mas calma. Se o goleiro falha lá atrás, ainda temos outros dez excepcionais jogadores. E eles deram essa cobertura pra ele. Principalmente o André Lima, que deveria receber também o próximo salário do arqueiro. Ele entrou na partida e sacramentou o 3 a 1, fazendo o segundo e arrancando de forma impiedosa para presentear com carinho o Jorge Henrique, que chacoalhou a estopa do adversário. Um jogo bom, onde não precisávamos de tanto desgaste, mas que mesmo assim acabou se tornando um capítulo bonito na história que pretendemos terminar em dezembro do mesmo jeito que começamos: na ponta.

    Um abraço de líder pra líder para os Botafoguenses. E um aceno lá de cima para todo o resto. Te vejo contra o corinthians, Zé. Seja lá onde for.

    Não quero saber por onde anda
    Palmieri – Goleiro de 3 metros e noventa centímetros. Um poste em todos os sentidos da palavra, se é que ela tem mais de um. Bola rasteira? Você pode imaginar quanto tempo ele demorava para pegar. Foi um desaparecimento providencial para o Fogão.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time precisou escalar apenas reservas e juniores para vencer o time “principal” do menguinho em 1997?

João Roberto é um niteroiense de 27 anos. Redator publicitário, apaixonado pela Estrela Solitária. Desde que o Mauro Galvão ergueu a sua primeira taça, lá em 89, ele se tornou um freqüentador assíduo das partidas do Glorioso. Um gordinho que nasceu com as veias alvinegras, mas que mesmo assim não cansa nunca de agradecer a seus pais por terem o feito feliz assim: BOTAFOGUENSE.

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