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Vanderlei Luxemburgo

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  1. 20/08/2007

    Para toda ação existe uma reação.



    Fala, Zé! É, acho que a terceira Lei de Newton serve bem para explicar esse “inferno astral” que estamos vivendo. Também, o Brasil inteiro está gorando nossos jogos, torcendo por uma derrocada definitiva. Sem problemas, ser o centro das atenções é mesmo típico do Botafogo, que está sempre incomodando e ocupando a prioridade nos assuntos futebolísticos. Pode ter certeza que vamos sair dessa seqüência chata. Brigas e confusões externas nos foram impostas e vamos devolver com categoria. Aliás, se nós não acreditarmos nisso, quem você quer que acredite? O infeliz do Paulo Morsa? O torcedor do Necaxa? Enfim, esse princípio - que resumido significa: “se der, vai levar” - deve nortear a nossa retomada rumo ao título. Nos desacostumamos a ver aquele time encantador, que já está dando saudade, mas nem por isso eu acredito que ele esteja desfeito. A equipe na essência está aí e sabemos que potencial sobra. Uma ou outra ressalva, tá certo.

    Ontem, a torcida do Fogão só surpreendeu a quem não foi a uma partida do Glorioso nesse ano. Mais uma vez a galera prestigiou o time. E, de forma apaixonada, empurrou os jogadores para o ataque. Concordo que de certa forma o time não correspondeu, mas concorda comigo também que cada vez mais tem coisas que só acontecem ao Botafogo. Você viu, é claro, aquela jogada linda do Joílson que mandou um shilepe nela, lá de fora da marcação. O caroço beijou os dois postes laterais e não invadiu o filó do Clêmer. IMPRESSIONANTE! Na volta, ela sobra com açúcar pro grande Jorge Henrique e ele inexplicavelmente coloca pra fora. Aquele foi o gol da vitória que não veio. Antes disso, assim que a bola rolou, houve mais uma falha da zaga e o atacante deles ficou cara-a-cara com o Maxionese. Aí, amigo, já viu né. Querer que o Maxionese faça uma boa defesa é pedir demais. 0 X 1. E água no chope. Quer saber o que o inter fez de bom nos noventa minutos de partida? Releia as três últimas frases que escrevi. Foi só isso. Ah não. Estou sendo injusto. Outra coisa que eles fizeram, foi conseguir uma expulsão marota para o Leandro Guerreiro. O empate veio na raça e na insistência. O Dedé, que eu espero sinceramente que não saia mas tá difícil, acreditou na jogada levantada na área e cutucou com raiva a pelota pra estufar o entrelaçado. 1 X 1 pra sacudir os braços e tirar a olho-gordo.

    No primeiro tempo, o time jogou bem melhor que a etapa complementar. Aliás, já está virando uma marca registrada do Glorioso: cair muito de rendimento na 2ª metade do jogo. Como disse, era para termos matado o placar naquela bola do Joílson que esqueceu de entrar. Um empate com um sabor muito ruim. Já tínhamos vencido eles lá e era para termos repetido a dose. Tudo bem, vamos que vamos porque tem mais campeonato para jogar. Entendo que está todo mundo chateado com essa história do Zé Roberto, mas temos que continuar dando o crédito para a diretoria. Essa sim se preocupa e se esforça sempre para elevar o nome do clube. Quarta-feira a gente começa um novo campeonato e vamos com tudo pra cima dos gambás no Maraca, mais uma vez, festivo.

    Te vejo por lá, Zé! E que venha o Engenhão, porque o Maracanã já está com baixas no estoque de sorte.

    Não quero saber por onde anda
    Ivo Wortman – Técnico que montou aquela desastrosa equipe que acabou rebaixada. Ele foi também o responsável pela contratação do Odvan, que tinha trabalhado com ele no fluminense. Sei que ainda está na ativa. Então um serviço que presto ao Botafogo: nunca mais inclua esse poste na folha de pagamento do clube.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time tinha nada menos que 5 jogadores na seleção titular que ganhou o Bi-Campeonato mundial, no Chile, em 1962? Eram eles: Nilton Santos, Garrincha, Didi, Amarildo e Zagallo, sendo que Garrincha e Amarildo fora os artilheiros da copa, com 4 gols cada.

  2. 16/08/2007

    O despertador falhou.



    Fala, Zé! É camarada. Sabe aquele dia que o sono está pra lá de bom, você está doido pra continuar dormindo, crente que é domingo, mas de repente a sua esposa te acorda assustada dizendo que já está atrasado pro trabalho? Poi Zé. Foi isso que aconteceu ontem com o Fogão. Tem dia que a noite é triste. Realmente o time demorou muito a acordar para a partida e sua importância. Alguns, como Lúcio Flávio, nem chegaram a levantar da cama. Gente, um time que quer e vai ser campeão não pode jogar desse jeito. A zaga não pode bocejar, enquanto o ataque adversário já está quase almoçando. A cochilada que o Glorioso deu, ontem, contra o time sonolento do corinthians, nos fez esfregar os olhos, como se não acreditássemos. Mas aí vai um conselho aos zombeteiros de plantão: é melhor esperarem deitados se acham que o Botafogo vai contar carneirinhos, nesse campeonato. Ainda temos noites e mais noites para virarmos comemorando, nesse Brasileirão. Vamos tirar o sono de muita gente, pode anotar. Não vai ser de um dia para o outro que vamos perder a condição de favorito.

    O jogo começou com festa. O Fogão tirou o zero do placar, logo no inicinho. Luciano Almeida de cabeça e com a ajuda da zaga. Alegria com jeitinho de vitória. Logo depois, mais uma bola alçada na zona do agrião e de novo a nossa zaga parece estar de olhos fechados. É incrível, mas o atacante deles teve que descer na área para cabecear ao gol. 1 X 1. Daí pra frente, o que vimos foi o Dodô perder dois lances claros de gol, que matariam o certame. Foram jogadas daquelas que você duvidaria que ele perdeu. Pois então, já fomos pro intervalo com o gostinho amargo de “era pra estarmos vencendo”. 15 minutos de descanso. Tempo suficiente para eu fazer uma pergunta e você levar uma vida inteira para me responder: “O que deu no Cuca para inverter as posições e colocar o Joílson na esquerda e o Jorge Henrique na direita? Ele queria surpreender o também perdido Carpegiani?” O Glorioso praticamente não jogou pelas pontas, já que o Joílson não tinha perna esquerda para cruzar e sempre centrava a jogada. Para o restante da partida, do jeito que estava, era claro que André Lima faria falta.

    Retornamos pro segundo tempo. Ou melhor, esquecemos de voltar para o segundo tempo. Aliás, o Botafogo voltou sim, voltou a nos mostrar o nosso carma nesse ano: quando o juiz não compromete, o goleiro faz a parte dele. Enfim, o Marcos Leandro deixou claro porque ele era reserva no fraco time do paraná. Levamos dois gols rápidos e nem anotamos a placa do caminhão. O inacreditável é que daí pra lá o time resolveu jogar e apertar o curíntia. O Dodô ainda estufou o barbante com um pênalti, mas isso não foi suficiente, porque eles já estavam com o resultado debaixo do braço. Sorte deles que o goleiro do lado de lá era muito bom. Ele fez valer os três pontos. Mais triste do que perder é ver alguns torcedores do nosso Fogão se perderem no próprio ímpeto e gritarem os nomes de Júlio César e Zé Roberto. Façam-me o favor. O fato do time jogar mal não torna a ausência dessas figuras a razão do caos. Com a gente é assim mesmo: TUDO é mais difícil. Mas nem por isso vamos deixar de acreditar e colocar tudo a perder. Quer crise? Dá uma passadinha lá na Gávea e veja a situação deles na tabela.

    Foi um 2 X 3 para deixar qualquer um chateado. Mas deixe estar. Domingo eu vou continuar prestigiando o Alvinegro que, na vitória ou na derrota, continua sempre me proporcionando batidas cardíacas mais fortes. A nossa diferença pro resto é essa: na saúde ou na doença, na alegria e na tristeza, nos mantemos fiéis ao Clube que habita nossos corações. Então, nos vemos no Mário Filho. Um abraço, Zé. E vamos com tudo, ganhar mais uma vez do colorado.

    Não quero saber por onde anda
    Jefferson Douglas – Esse foi o único cabeça-de-área que podia ter tudo, menos cabeça. Um verdadeiro poste que calçava chuteiras. É triste constatar que um dia ele vestiu a mesma camisa do grande Carlos Alberto Santos. E, graças a Deus, isso nunca mais vai se repetir.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time é o único clube carioca campeão nacional de basquete, tendo conquistado a Taça Brasil de 1967?

  3. 13/08/2007

    Agora o Helvécio vai sair na Playboy.



    Fala, Zé! Com certeza, esse senhor chamado Helvécio Zequetto e seus auxiliares, do jogo de ontem, acabaram de ganhar toda a fama e notoriedade que tanto procuraram. Agora eles vão ter um bloco inteirinho do Globo Esporte, vão ser protegidos pelos anti-teorias conspiratórias e se bobear ainda ganham um programa de entrevistas. Está virando rotina, juiz ou bandeirinha que não consegue se destacar nem em campeonato estadual roubado, vir ganhar fama em cima do Botafogo. E o trampolim é a CBF, que para os que não conhecem significa Confederação Baulista de Futebol. Assim como eu, você deve achar impressionante a comissão de arbitragem escalar um pantaneiro, sem experiência nenhuma, acostumado a apitar sob a pressão de onças e tamanduás, para comandar a partida de um dos postulantes ao título. Poi zé. Mas a liderança do são paulo é supernatural e inevitável como bradam as morsas da imprensa paulista. Essa discussão de arbitragem sem profissionalismo já deixou de ser choro de perdedor há muito tempo. Porque hoje é com a gente, amanhã é com a torcida vizinha, a outra e por aí vai.

    No jogo de ontem ficou provado que o Fogão, acima de tudo, tem elenco. Mesmo sem o principal pilar do time, a equipe não perdeu a firmeza e o volume de jogo já característico. A vitória era certa, não fosse - mais uma vez - o nosso querido pilantra/patife/canalha/ do apito. Estou me controlando para não desvirtuar a alegria do dia dos pais e acabar homenageando a mãe desse indivíduo. E por falar em dia dos pais, deixo aqui a felicidade e toda a minha gratidão por ter um histórico familiar muito ligado ao Glorioso. A satisfação por ser apaixonado pelo Fogão transcende o carinho pelo meu admirado pai e advém das veias Alvinegras do meu Glorioso avô, um dos primeiros sócios-proprietários do Clube. Esses homens aprenderam a acompanhar a trajetória dessa Estrela que encanta pela grandiosidade e nos une pela convergência de sentimentos bons proporcionados. Muito obrigado por vocês estarem na minha vida.

    Ah. E o jogo? Bem, o Botafogo começou, como sempre, mandando na partida. No 1º tempo, o zagueiro do figueirense (que poderia ser um medalhista brasileiro no Pan, competindo no Tae Kwondo) desferiu um golpe impressionante sobre a cabeça do Jorge Henrique, dentro da área. Se o juiz quisesse, poderia ter marcado dois pênaltis. Aquilo foi uma falta para cada minuto da partida. Mas não. Ele interpretou como jogo perigoso. Tá bom. Jogo perigoso pra mim é uma partida apitada por esse cidadão. Se bem que eu acredito que ele tenha errado também no gol feito pelo Botafogo. Afinal, o Dodô não poderia ter batido aquela falta com a mão. Na segunda etapa, o atacante dos belos gols cobrou na entrada da área com uma precisão cirurgica. 1 X 0 que mais parecia uma pintura. O caminho da vitória estava selado. Opa. Mas espera aí. O Botafogo vai se aproximar do são paulo. E isso não pode. Poxa, mas o figueira nem aperta para colocar o placar em risco. Calma, que vai sair. E não demorou muito. Bola alçada na área, o bandeirinha estava bem colocado, a marcação da linha ajudava a apontar o impedimento, mas não. A bola sobra para o atacante totalmente na banheira. E o empate veio da forma mais injusta possível: roubado.

    Enfim, há muito tempo, as preleções do Cuca já devem vir com determinações do tipo “marquem esse bandeirinha” ou “não deixem o juiz ficar muito solto”. Jogar contra adversários reforçados por arbitragens só nos dá mais vontade para vencer. Enganam-se os que acreditam que isso diminui a nossa meta em “roubar” a taça de quem a quer a todo custo. Quarta-feira vamos jogar uma partida adiada única e exclusivamente porque os corinthianos ficaram com medo daquele nosso início avassalador. Mal eles sabem que a história não mudou. E o resultado também não. Vamos passar por cima, como teríamos feito no Pacaembu, ou em qualquer campo, há um mês atrás. Te vejo no Maraca, Zé!

    Não quero saber por onde anda
    Leíz – Zagueiro que dava medo. Não por amedrontar o atacante adversário, como é normal. Mas por deixar o técnico e os torcedores do próprio time trêmulos, a cada vez que a bola ia em sua direção. Pra nossa felicidade, ele enfim perdeu o rumo de General Severiano. E que nunca mais encontre.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time teve instituído pelo Governo do Estado do Rio de janeiro - sob a lei nº5064, do dia 05 de julho de 2007 - o seu dia oficial, que será festejado sempre no 16º dia do mês de maio?

  4. 09/08/2007

    A dificuldade só é desanimadora
    para os que não têm vontade.



    Fala, Zé! Percalços no caminho do sucesso. Está aí uma regra da vida que serve bem, para ilustrar a nossa difícil caminhada nesse ano. A vitória fica muito mais recompensadora quando o caminho percorrido para chegar até ela foi difícil e tortuoso. Na noite de ontem, no Maracanã, senti muito orgulho por fazer parte da história edificante do Botafogo, que há muito tempo está sendo escrita pelo grande Bebeto de Freitas. Me importo sim, por ter perdido para outro grande clube. Fui lá pra vencer. Mas me importo muito mais com o soerguimento do Glorioso, que voltou a ser respeitado e está ocupando novamente o seu constante espaço de destaque no futebol. O Bebeto merece todo o nosso carinho. Com muito suor e trabalho, ele prova que é possível desvincular da função de presidente do clube a palavra dirigente. Tão identificada com outras, como senador ou deputado, por exemplo.

    Mas vamos ao jogo, porque isso é o que importa. Como previsto, festa linda da torcida mais apaixonada do Brasil. O primeiro tempo foi ruim, com os dois times temerosos e se estudando bastante. Ninguém se arriscava exageradamente. Jogo truncado. Pouca coisa boa, é verdade. Um indício de que um lance de bola parada resolveria a partida. Triste prenúncio. O são paulo jogou muito lá atrás e o Botafogo se perdeu na má escalação desde o início. O nosso digníssimo Mister Cuca não pode sacrificar um dos melhores atacantes (ponta esquerda de origem) do país – o Jorge Henrique. É um pecado colocar esse rapaz para marcar na defesa e jogar indo e voltando toda hora. Ou ainda colocá-lo para inverter posição com um centro-avante de ofício. Achei que os 90 minutos contra o também retrancado paraná tivessem sido sufientes para enxergar que o André Lima e o Dodô não estão rendendo juntos. O Fogão ganhou notoriedade pelo seu futebol envolvente no meio-campo. O nosso carrossel parou. Esse setor está desarrumado. E não é pela falta do Zé Roberto (que há muito não funcionava mais). É pela incansável busca de ofensividade sem objetividade. O ataque só funciona se o meio-campo estiver regulado. Isso é básico.

    Enfim, o resultado não disse o jogo mais uma vez. Eles ficaram com medo e a gente não fez nada para assustar. Pra mim, o jogo foi decidido na sensacional defesa do Rogério, na cabeçada do Juninho, logo no início do segundo tempo. Se aquela bola entra, com certeza a história seria outra. Mas essa história de ficar lamentando com “se...”, “mas poxa...” não é coisa de Botafoguense. Vamos trabalhar com a realidade. Perdemos sim e por 1 X 0 (o segundo gol foi do Simon). Mas perdemos de cabeça erguida. Lutando de igual pra igual. Foi um duelo de finalistas realmente. Isso não abala a nossa confiança no time. É só uma questão de ajuste. Garanto que lá no Morumbi o desfecho será outro. Já que estaremos fechando a campanha do Bi.

    Bem, há pouco tempo atrás, tive a iniciativa de escrever um recado de motivação para o Zé Roberto. Os recentes fatos me levam a retificar esse depoimento. Então, aí vai. De Zé para Zé, e pela última vez. “Em 2005 eu escutei o seguinte papo: está chegando aí um rapaz do vitória, parece que joga bem, mas é arruaceiro. Beleza, sabendo disso o Bebeto se precaveu com um contrato de risco. No 1º ano, você ficou pianinho. Humilde e jogando o honesto. Em 2006, o seu futebol apareceu e com ele ganhou fama e reconhecimento. Agora, você acha que pode fazer o que quiser e colocar em risco um campeonato? Espero de verdade que você se junte a Váldson, Reidner, Jonílson, PC Gusmão e alguns outros, entrando para a equipe de profissionais que desdenharam o Botafogo e agora pastam no asfalto. Às vezes até agradeço por figuras desprezíveis como você passarem por aqui. Porque só me fazem exaltar ainda mais ícones como o Nilton Santos, que até hoje veste a nossa Gloriosa camisa com muito orgulho. E quer saber: vai tomar conta da sua vida.”

    De resto é isso. E vamos continuar pensando lá na frente, porque o passado pouco interessa. Que venha o figueira. Te vejo lá em Floripa. Abração Alvinegro, Zé!

    Não quero saber por onde anda
    Eliomar – jogador de defesa que de tão ruim nem tinha posição definida. Ele enganava na zaga, enrolava na lateral e até ludibriava na cabeça-de-área. Até que um dia, um dirigente menos míope resolveu mostrar a verdade pra ele. Mostrou uma posição na calçada da rua. Ufa!

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time foi campeão em 1957, goleando impiedosamente o Fluminense por 6 x 2 na decisão?

  5. 08/08/2007

    Esquentando os tamborins.



    Fala, Zé! O jogão de logo mais está mesmo gerando uma enorme expectativa. Então, enquanto a galera roí todas as unhas, resolvi postar aqui uma matéria bem bacana do Sportv, que mostra pro Brasil inteiro toda a onde de confiança e alegria que assola o lado Alvinegro do Rio de Janeiro. Vale a pena assistir. E o curioso é que o colunista que vos escreve ganhou a oportunidade de falar, em cadeia nacional, o destino do Botafogo de Futebol e Regatas em novembro de 2007. Um abração e vamos com tudo pra cima deles, Zé!

  6. 06/08/2007

    Domingo: Susto!
    Quarta-feira: Passou, passou.



    Fala, Zé! Quem está acostumado a olhar para o topo da tabela do Campeonato Brasileiro ficou surpreso na noite de ontem. Poi zé. Depois de muito tempo, o Botafogo não é mais o líder da
    competição. Mas se engana quem pensa que esse fato dará graça ao campeonato. Essa ligeira falsa-liderança dos paulistas tem data de validade, já que temos um jogo a menos e, na próxima quarta, cruzaremos os bigodes em um Maracanã lotado. Será recorde de público com certeza. Para nós, não será um jogo de 6 pontos, mas sim de 66. Já que é gostoso demais derrubar essa paulicéia desvairada que está tentando, a todo custo, minimizar a belíssima campanha Alvinegra. Como se não bastassem as recentes histórias criadas para desestabilizar a nossa equipe (fatos que não devemos mais alimentar – chega, já era), a cúpula da CBF continua na sua constante busca em nivelar o Brasileirão. E o foco sempre é o Fogão. Claro, prego que se destaca merece martelada. Sem problemas. A gente resiste, guardando forças para no final levantar o caneco mais uma vez, sobre o aplauso e o sorriso amarelo desses malas.

    A escalação de um trio de arbitragem TODO da Federação Paulista, no jogo de ontem contra o paraná, foi um absurdo. Estamos em uma disputa direta com o são paulo. Resultado: primeiro lance do jogo, todo mundo frio ainda, o Dodô com fome de bola entra na área e corta um zagueiro com cara de estivador. A bola passa, ele não. Isso é pênalti aqui, em marte, na Indonésia, aos 30 do 1° tempo, aos 58 do 2°. Onde você quiser, Paulo César. Impressionante. Garfaram a gente na cara dura. Digo isso, porque em um jogo truncado, numa noite fria, na casa do adversário, lances cruciais definem a partida. E, ontem, essa jogada decretou o placar. Foram poucas chances para cada lado. As defesas superaram os ataques. Se bem que o goleirinhos deles trabalhou muito mais do que o nosso, que aliás terá que mostrar muito mais para conquistar a confiança da torcida. Mas tudo bem.

    Foi um zero a zero um pouco chato. Para mim, faltou ousadia ao nosso Cuca. Tudo bem que não contávamos em perder a alma do ataque logo no primeiro tempo. O Jorge tinha que ser substituído mesmo, mas na segunda etapa ele poderia acreditar na vontade do garoto Magno. Adriano Felício e Alessandro são boas opções para contenção. Ali, tínhamos que partir pra cima. Estávamos mandando no jogo. Mas tudo bem, isso não é nada que nos tire do caminho inevitável. Só pra lembrar aos mais exaltados com as novas contratações. Achei as nossas aquisições boas, mas vou dar um dado ao Athirson, que chegou caro para compor o elenco. O Luciano Almeida é peça importantíssima no esquema do Cuca. Ele protege muito bem a zaga, marca e corre como poucos. Esse ano, nós perdemos só 4 vezes e o Luciano esteve ausente em 3 delas. Ou seja, sem ele o time perde referência lá atrás. Ao lado do Leandro Guerreiro eles formam a base da nossa cozinha. Em outras palavras: o Athirson vai curtir um banco aqui no Brasil, ele tem que saber que está no melhor elenco do país. Talvez, na Libertadores do ano que vem ele ganhe uma chance. Sobre o Reinaldo tenho pouco a dizer, ele já nos provou que é fera e agora temos os dois melhores ataques do país: o títular e o reserva. E o goleiro Marcos bem que podia fazer como seu homônimo do palmeiras. Vamos esperar.

    Ser Botafogo é isso, minha gente. É passear entre o sorriso e o sofrimento com uma rapidez impressionante. Mas acima de tudo é ter a certeza e o privilégio de ter escolhido um pavilhão de orgulho para compor o músculo que irriga o sangue pelo corpo. Nem preciso dizer que, quarta-feira, chegaremos cedo para bebermos juntos o título do primeiro turno. Saudade do Bellini e nos veremos por lá, Zé!

    Não quero saber por onde anda
    Jorge Lourenço – Goleiro um pouco desligado. Em vários momentos ele esquecia que a posição permite a utilização das mãos. Também, estamos querendo muito. Ele já fazia um esforço enorme para respirar e andar ao mesmo tempo.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time tem o seu nome baseado em um instrumento militar (uma haste com um pavio, com o qual o artilheiro detonava os canhões, "Bota Fogo" era sinônimo de detonar)?

  7. 02/08/2007

    O tempo passa, o tempo voa.
    E a poupança Botafogo
    continua numa boa.



    Fala, Zé! A vida do Botafoguense sempre foi parecida com a vida de um acionista da bolsa de valores, pois ele sabe que investe seu coração em um Clube que dá todos os retornos possíveis e imagináveis. Mas nesse ano, Bovespa e Nasdaq perdem de longe para General Severiano. Desde o início da temporada, os investidores aprenderam a conferir, antes de qualquer transação, os índices André Lima, Lúcio Flávio, Zé Roberto, Dodô. São índices que ditam as tendências de alta no mercado futebolístico brasileiro. Os fundos Botafogo... Bem, vou me corrigir porque não posso usar esse termo para o Glorioso. Fundo é para a galera lá de baixo, como o menguinho e o curíntia, por exemplo. O Alvinegro é o time de capital aberto que mais cresce no futebol mundial, até a Fifa já se rendeu a isso. Não sou economista, mas se eu fosse você, pegava aquela graninha guardada, aquele FGTS esquecido e investia para acompanhar de perto esse time que está lotando cada pregão que participa. Aliás, você conhece alguma bolsa de valores que só teve 4 dias de queda em 2007?

    Ontem foi a vez de Cariacica se enriquecer com um futebol bem jogado. É certo que não usamos todas as nossas economias, mas uma potência financeira no futebol é assim: nem sempre é preciso gastar muito para obter o lucro desejado. Jogamos o necessário para vencer o lanterna. Com uma correria interessante, eles até tentaram aprontar alguma coisa pra cima da gente. Mas pra mim, a velocidade só supera o talento no atletismo. No futebol é diferente. Foi um primeiro tempo movimentado. Abrimos o placar em um belíssimo lançamento do lateral Alessandro para o nosso Maestro Lúcião. Ele entrou na cabeça da área e de “chilepe” mandou o caroço balançar o barbante. 1 X 0 e festa na terra da moqueca. Eles empataram em seguida, mas quem tem Dedé não perde a tranqüilidade. Bola espirrada na área nordestina e está lá o substituto do artilheiro dos gols bonitos para mais uma vez correr pro abraço. 2 X 1 com gostinho de 3 pontos. Volta o segundo tempo e com ele volta também a lucidez do técnico cuca. Ele tira o esquema com três zagueiros e o time ganha ritmo. O empate mais uma vez foi acidente de percurso. O time não se descontrolou e continuou focado na vitória. E o nosso Zé Roberto, que andava em falta é certo, nos brindou duas vezes para fechar o placar em 4 X 2. Que maravilha.

    Vou pegar carona nessa última frase e mandar um recado de Zé para Zé: “Zé Roberto, a torcida do Fogão sempre acreditou em você e quer muito que se torne um dos melhores meio-campos do país. Mas você não pode se iludir com atuações espaçadas, com possíveis contratos externos. Continue focado, junto com o grupo, rumo ao título. O que faz a história de um jogador num clube é a quantidade de taças que ele trouxe para sala de troféus. O que mais quero esse ano é comprar o jornal em uma manhã de novembro e ver o seu sorriso aberto levantando o caneco do Brasileirão 2007. Esqueça o resto e pense no seu futuro. A Copa do Mundo é o seu destino. Eu e a torcida mais apaixonada do país confiamos no seu futebol. Vamos que vamos, Zé!”

    Se você não é torcedor do Botafogo, não se avéche não, bixin. Pode coçar a cabeça, torcer o nariz e reclamar: “esses caras estão se achando campeões”. Mas vamos e convenhamos, você quer que eu diga o quê diante de um time que não consegue ser ultrapassado? Incompetência dos outros? Uma ova. Meu time tem sim, desde janeiro, o futebol mais encantador. Mesmo que o título não venha, algo que será impossível, já ficamos marcados pelo melhor elenco e isso me dá uma alegria diária para escrever aqui, pra todo mundo ver, que serei CAMPEÃO. E vai caber a você, secador de plantão, bater palmas.

    Um abraço com pinta de vencedor, Zé! E domingo vamos esquentar o frio do paraná.

    Não quero saber por onde anda
    Fabiano – Meio-campo bisonho que veio da Espanha para completar aquele timerda que acabou rebaixado. De bom, ele só me trouxe um novo e definitivo significado para a palavra “horroroso”.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time foi o 1º carioca campeão de futebol no Brasil em 1968, conquistando a Taça Brasil?

  8. 30/07/2007

    Por trás de uma grande equipe,
    tem um mini-goleiro.



    Fala, Zé! Todo jogo do Botafogo é assim: são 7,32 metros de uma trave a outra, 2,75 m do travessão ao chão e entre eles um cone de 1,90 de altura. Júlio César: o que lhe sobra em tamanho, falta em aptidão para jogar futebol. Chega! Acabou de vez a tolerância com esse aspirante de goleiro. Se é um garoto de futuro, que tem potencial, por favor, que vá tentar a carreira em algum clube do interior. O Fogão é um time pronto, que precisa de um goleiro com o mesmo adjetivo. O Max também é ruim, mas pelo menos tem uma trajetória no Alvinegro. E querendo ou não ele nos ajudou na epopéia da série B. Pelo medo que tenho do “goleiro titular”, já até aceito o retorno do Maxionese. O Glorioso não pode ficar acreditando em um rapaz contratado por DVD. Que ele pague a sua dívida e volte pra Santa Catarina urgentemente. Além de seu salário mensal, ele já nos deve um título da Copa do Brasil, um Carioca e mais 5 pontos: os 3 de ontem e outros 2 lá de Recife contra o sport. É duro termos que enfrentar os 19 times do campeonato e mais um outro formado por Moutinho, Beltrami, Ana Paula de Oliveira, o presidente do TJD, a imprensa de São Paulo, o dono da farmácia e agora esse indivíduo no gol.

    Ontem, no Mineirão, vimos o retrato do campeonato. O time do Botafogo é tão superior, que só consegue perder para as próprias falhas. Fica difícil pro ataque ter que vencer a defesa adversária e ainda compensar o próprio guarda-metas. O jogo foi muito bom. Mesmo diante da melhor equipe do campeonato, o cruzeiro não se acovardou e isso compôs uma partida franca. Os dois times têm qualidade, mas a diferença foram os jogadores que usam as mãos. Enquanto o Fábio salvou os azuis de Minas... Bem, é melhor eu parar de falar do Júlio César senão vou acabar usando um palavrão. No 1º tempo, 0 X 0 injusto, pois as investidas do Jorge Henrique davam ótimos rendimentos. Aí, amigo, chegou a 2ª etapa. Logo de cara, o dito cujo que deu origem ao assunto de hoje saiu do gol como uma dondoca vai às compras. O atacante deles encobriu de forma fácil, mais parecia uma jogada de recreio de escola. Um a zero pra eles. Aí sim o Glorioso entrou de vez no jogo. Foi uma pressão alucinante do ataque, que resultou em duas bolas na trave e um sufoco na área do pão-de-queijo. O tempo passava e as mãos do nosso goleiro-vitrine coçavam por mais uma falha. E ela não demorou muito. Bola cortada pela defesa com o pé e ele seguramente saiu para defender. Com intenção do recuo ou não, o imbecil do gol não pode contar com a interpretação do imbecil do apito. Falta dentro da área e a bola entra mais uma vez. Triste, porém verdadeiro. Nem vou falar do terceiro gol, porque até quem não viu a partida já sabe que Ruimlio César falhou mais uma vez.

    Eles abriram três de vantagem. Mas tirando o foco lá de trás e olhando pra frente, vamos lembrar que temos o Dedé em grande fase. Com raça ele estufou o filó mineiro. Logo depois foi a vez do Renato Silva fazer o mesmo. 3 X 2 em cima da hora, sorte deles que não tinha mais tempo. É certo que sem o frangoman a história seria outra, mas nos resta ver entrevistas dos dirigentes assumindo a responsabilidade, o técnico dizendo que quem escala é ele e o próprio dizendo, de novo, que falhou. E ninguém faz nada? C-H-E-G-A! Esse rapaz já me tirou 2 títulos esse ano e não fará isso mais uma vez. Torço agora para que ele tome uma overdose de femproporex e nunca mais pise nos gramados. Pelo menos nos de General Severiano, não.

    É, companheiro Botafoguense, fique mesmo orgulhoso. Pelo visto não é só o time da Estrela Solitária que está fazendo escola, parece que o nosso Blog também anda convencendo muita gente. Surpreso, vi a nossa seção “Não quero saber por onde anda” virar espaço cativo no site do Globo Esporte. Assim como o futebol bonito do time do Cuca, essa é mais uma novidade criativa nossa, que tem o eco expandido por terceiros. O nosso prêmio é sabermos que, em todos os âmbitos, estamos sendo referência. Enfim, bola pra frente, porque isso o Lúcio Flávio e sua gangue já estão fazendo muito bem.

    Abração, Zé! O ameriquinha será presa fácil na cidade que dá nome ao resultado do jogo: Vitória.

    Não quero saber por onde anda
    Nelson – Meio-campo que tinha cara de zagueiro, corpo de atacante, disposição de lateral e talento de lutador de boxe. Mais batia do que jogava. Sorte do Glorioso e do Futebol que ganharam o seu desaparecimento dos campos.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time joga contra o fluminense o clássico mais antigo do futebol brasileiro, desde 1905?

  9. 26/07/2007

    Um time medalha de ouro.



    Fala, Zé! Se o Pan-americano tivesse a modalidade Campeonato Brasileiro, teríamos um medalhista certo e garantido: a delegação de General Severiano. Não tem pra Cuba e nem para os Estados Unidos. A maior potência do futebol brasileiro faria bonito também nos jogos do continente. Engraçado, enquanto a nossa torcida - no Pan - é para que o Brasil chegue em 2º no quadro de medalhas, a torcida do Fogão - no Brasileiro - está tranqüila na liderança da tabela. Faz tempo que tentam, em vão, nos tirar do topo do pódio, mas a superação de cada atleta do Botafogo é um marco para o esporte nacional. Eles criam a adversidade. A gente passa por cima. Eles vêm nos enfrentar com vontade. A gente atropela. Enfim, é muito bom ver um grupo como esse, que é brigador quando precisa, é corredor quando se faz necessário e, principalmente, é saltador quando a bola estufa a rede.

    No jogo contra o juventude não houve torcida, é certo. Uma pena para os que não puderam presenciar de perto outro passeio do líder, em cima de mais uma baba do campeonato. Superioridade pouca é bobagem. Desde o início a equipe impôs a sua força e mostrou pro juventude que a única razão deles estarem ali, era pra dizerem em casa que estiveram no Rio durante os jogos Pan-americanos. Fomos logo marcando. Falta na esquerda da área e o Lúcio Flávio cutucou com carinho para a testada do artilheiro dos tribunais. Ele colocou o caroço pra dentro fácil, fácil. O André Lima está mostrando para esses falso-moralistas de batina preta, que quanto mais eles inventam condenações para o Glorioso, mais força os jogadores ganham. 1 X 0 só nos gritos do banco de reservas. O empatezinho dos pelotenses sequer foi sentido. A vitória era questão de tempo. Nem esperamos o intervalo para concretizar os três pontos a mais. O Joílson sapecou um petardo lá do meio da rua. A bola deu uma leve beijoca na trave e balançou o filó. 2 X 1 que já anunciava o vencedor.

    Intervalo. O céu de Edson Passos ficou pequeno para a quantidade de pipas e, é claro, para o brilho da Estrela Solitária. E por sinal, curiosas foram as quedas desses papagaios que rondavam o campo, fato que fez o juiz paralisar o jogo por 5 vezes. Mas nada que tirasse a atenção da partida. Até porque, aos 22 minutos, tivemos mais uma ponte-aérea Lúcio Flávio-André Lima e dessa vez o avião arredondado teve destino certo: as redes da gauchada. O Dedé está fazendo jus ao lugar deixado pelo Dodô. 3 X 1 pra sacramentar. Daí pro final, a palavra que regeu o time foi “administração”. O grupo do Botafogo mostra união até na hora de jogar bem, todos jogam a medida certa, sem destaques excessivos. Desse jeito o título parece mesmo cada vez mais perto.

    Deixo aqui um alerta pra todos os Botafoguenses. Cuidado para não desvirtuarmos essa maravilhosa campanha. Digo isso porque já ouvi muitos dizerem que venceremos exclusivamente pelo Dodô e seu caso. Engano. O Dodô está sendo injustiçado sim, mas isso não tira o seu mérito, o meu mérito, o mérito do clube mais Glorioso do Brasil em aproveitar o trabalho bem feito de sua diretoria. O Botafogo de Futebol e Regatas é muito maior do que o Dodô, do que o presidente do STJD, do que o Lula. E essa é a bandeira que vamos levantar sempre. Notem que não estou desmerecendo a safadeza que estão fazendo com o nosso craque, só estou enaltecendo a belíssima trajetória de um clube que tem tudo para triunfar, mais uma vez, no cenário nacional. Isso só serve para nos lembrar de uma tendência que sempre nos acompanhou: Tudo com a gente é mais difícil. Força, Dodô. Você vai voltar. E muito mais força, Botafogo, você vai levantar a taça de novo. Porque Deus e todos nós queremos.

    Abraço grande, Zé! E vamos que vamos pra cima da raposa lá em BH. “Tamu junto”.

    Não quero saber por onde anda
    José Luiz Rolim – Eu nunca dei tanto valor ao prefixo “EX” como agora: figura inoperante, ele é e sempre foi EX-presidente do Botafogo, mesmo durante a sua gestão (97-99). Omisso, a meu ver, foi responsável direto pela derrocada do time. Que se candidate a presidente do menguinho. Se bem que nem precisa. Lá, ele já tem representantes à altura.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time tem registrada a maior goleada de todo futebol brasileiro: 24 a 0 em cima do Mangueira?

  10. 23/07/2007

    Salve São Jorge, o ponta guerreiro.



    Fala, Zé! Eu estou feliz. Feliz porque ando vestido com a roupa e com as armas de Jorge. Jorge Henrique. Um atacante que não é cavaleiro como seu homônimo, mas que também tem uma vontade intrépida e vencedora. Um ponta-de-lança corajoso que combate adversários de forma incansável e destemida, protegendo a Estrela dos dragões que a querem ofuscar. Enquanto as orações se voltam para os jogadores de maior visibilidade no Fogão, como Dodô, Zé Roberto e Lúcio Flávio, esse baixinho velocista se torna cada vez mais o motorzinho do time alvinegro (adjetivos e trajetória que me fazem lembrar do grande Sérgio Manoel, destaque daquele saudoso ano de 1995 – tomara que ele tenha o mesmo desfecho do nosso ex-meio-campo).

    Quem viu o jogo de ontem pode ter achado que o Jorge Henrique estava em noite inspirada, mas nós Botafoguenses sabemos que há muito tempo ele faz por merecer um bom lugar no altar alvinegro que temos em casa. Não estou querendo tirar o mérito do André Lima, que estufou a rede 3 vezes. Até porque, me diz aí outro atacante reserva, no Brasil, que tenha 16 gols marcados na temporada? O rapaz está numa fase excelente. Bobeou ele coloca pra dentro. Mas vou deixar que os números o reconheçam. Pra mim, o destaque é mesmo o Jorge Henrique, fundamental nos três gols de ontem. Ele dá o suporte necessário para que Dodôs e Andrés Limas tenham um ótimo desempenho.

    A Ilha do Retiro estava lotada, fato que mesmo assim não conseguiu calar o amor daqueles torcedores em preto e branco, alocados quase ao centro do gramado. Com a gente é assim: quando há uma camisa rubro-negra do lado de lá, a vontade aumenta. Os jogadores colocam a faca na boca, afiam a espada e partem pra guerra. Tanto que fomos logo abrindo o placar, em um lançamento sen-sa-ci-o-nal do Joílson, curinga que joga bem em qualquer parte do campo. Acho até que o Cuca deveria experimentar ele um pouco no gol, porque o Júlio César mais atrapalha do que ajuda. Enfim, bola com açúcar para o São Jorge e ele rasga a área para beijar o coco na trave, que sobra com caramelo para o Dedé. Ele sapeca a manguta pra dentro do filó. 1 X 0 festivo.

    No segundo tempo, os pernambucanos voltaram pra correr atrás do resultado. De cara, empataram. Falha do nosso goleirinho que não sai do gol por nada. Duro é lembrar do reserva. Ruim com ele, pior sem ele. Logo depois, mais uma arrancada na esquerda do nosso ataque. Quem está lá? Ele. O guerreiro salvador cruzou na medida para o André Lima ser ajudado pelo zagueiro e fazer a alegria da legítima parte alvinegra do Rio. 2 X 1 de fé. A chuva deu um apagão no time, que tomou a virada. 2 X 3 pros caras rápido, em mais duas falhas do estagiário de goleiro Júlio César. Isso é lei básica do futebol: bola alçada dentro da pequena área é do goleiro e não tem jeito. E detalhe que estávamos desfalcados de quase meio time – menos 4 titulares. Bem, como eu disse antes: quando jogamos contra um rubro-negro a raça triplica. Aliás, três é o número em questão, questão de honra. O terceiro gol saiu nos acréscimos. Ele – sempre ele, o Jorge Henrique – acreditou na última jogada da partida e cruzou com a mão para o André Lima confirmar o seu faro de gol. 3 X 3. Que jogão.

    Continuamos bem na frente. E escutem uma coisa: quem tem gordura pra queimar é o Jô Soares, nós temos a segurança da melhor campanha já disputada no sistema de pontos corridos. É isso que faz do Botafogo um time muito acima da média, nos números e no campo. Erguer a taça é o lema. Abraço, Zé!

    Não quero saber por onde anda
    Russo – Lateral-direito que pelo nome deveria dançar balé. Com certeza o futebol nunca foi a sua maior aptidão. Espero que tenha voltado pra Moscou, mas de qualquer forma deixo uma mensagem pra ele em sua língua: Kevá Prorraio Keopártav.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time foi vice-campeão brasileiro por duas vezes, em 1972 e 1992, conquistando mais pontos que os pseudo-campeões?

João Roberto é um niteroiense de 27 anos. Redator publicitário, apaixonado pela Estrela Solitária. Desde que o Mauro Galvão ergueu a sua primeira taça, lá em 89, ele se tornou um freqüentador assíduo das partidas do Glorioso. Um gordinho que nasceu com as veias alvinegras, mas que mesmo assim não cansa nunca de agradecer a seus pais por terem o feito feliz assim: BOTAFOGUENSE.

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