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Vanderlei Luxemburgo

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  1. 17/09/2007

    Quer ganhar do corinthians?
    Pergunte-me como.



    Fala, Zé! Poi zé. Muito se falou sobre a repetição de confrontos entre o Alvinegro daqui e o alvinegro de lá. Mas o que agora está bem claro para todo mundo é que, depois de quatro partidas - o suficiente para comprovar uma superioridade - gavião com batata se cozinha é no Fogão. Pode escolher: na Sul-americana ou no Brasileiro não é nada à toa a diferença entre as duas na equipes na tabela. Ficou evidente também que o episódio do Maracanã, no primeiro turno, foi um baita acidente de percurso. Podemos jogar mais 8 vezes contra eles que vamos ganhar 9. É extremamente verdadeira a máxima que diz que o time é reflexo da sua diretoria, mas concordo que é mais fácil a gente ver os jogadores do timãozinho jogando mal do que sonegando impostos. Mas vamos parar com essa história, porque tripudiar em cima da carniça dos outros é coisa pra urubu. E disso nós queremos distância, não é mesmo?

    Enfim, mais uma tarde de domingo tranqüila para quem nutre pela Estrela Solitária uma paixão avassaladora. O jogo começou confuso e a nossa escalação entrou nervosa na partida, mas a desorganização do time paulista acabou colocando os nossos nervos no lugar. Aos poucos fomos entrando no jogo. Parecia que a maldição das três traves Botafoguenses continuaria a nos assolar. Sentíamos que o Roger estava pressionado, com saídas um pouco inseguras, mas, mais tarde ele mostrou que chegou para resolver. O gol que o Zé Roberto perdeu na cara do goleirinho foi de arrancar os cabelos. E logo em seguida, o Dodô tratou de tirar os fios que sobraram na cabeça de cada um. Ele perdeu um gol de cabeça, que meu amigo... vou te contar. Mas tudo bem, o time estava jogando pra frente e isso é o que importa. Tirando o erro absurdo do velho Simon, que deu falta em um lance de pênalti, pra mim, de bom no primeiro tempo só mesmo a constatação que a paciência com o Athirson acabou. Além de não jogar nada ele ainda quer bater falta? Como assim? Chegou ontem e já quer por o pé no sofá? Não, senhor. Se o Luciano Almeida está de castigo para entrar em forma, esse rapaz tem que ficar ajoelhado no milho e fechar a boca.

    Os 45 minutos complementares trouxeram a alegria de domingo que o Faustão não consegue mais nos entregar. O elástico do Dodô no Fábio Braz deu uma alma de Amaral ao zagueiro. Foi lindo esse lance do nosso “Uh! Tá maneiro!”. Logo depois ele mesmo recebeu do Adriano Felício, dentro da área, tirou o marcador e estufou o filó com um petardo. 1 X 0 de estopa. Quem estava acompanhando a partida viu na hora que aquele era o placar definitivo, pois o corinthians não esboçava nenhuma reação. A única coisa que eles conseguiram fazer lá no finzinho foi dar a moral que jogadores, torcedores, dirigentes e, principalmente, o próprio goleiro precisava. Cabeçada à meia altura do jeitinho que o goleiro gosta para sair na foto do jornal. Excelente lance do Roger para conseguirmos a confiança que tanto procurávamos. Realmente os gaviões não conseguem nos engolir esse ano. Afinal, passarinho que come Fogo sabe o “piii!” que tem.

    E nos encontramos no início da “Era Engenhão” na quarta. Vamos atropelar a versão feminina e argentina do vasco, na nossa nova casa. Abração, Zé!

    Não quero saber por onde anda
    Oziel – Um lateral-esquerdo de dar dó, que até bem pouco tempo atrás nos assolava. Então vamos falar mais baixo porque ele ainda deve estar na ativa. Ah! Quer saber? Vou falar baixo nada. Vou é gritar: NUNCA MAIS JOGUE NO BOTAFOGO, SEU PERNA-DE-PAU!

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time tem como mascote o Manequinho, uma estátua original da Bélgica que foi vestida com a camisa do Clube na comemoração do campeonato de 1957 e desde então tornou-se o amuleto do clube, sendo vestida com o manto Glorioso e servindo como fonte para os fiéis Alvinegros nas alegrias das Glórias?

  2. 13/09/2007

    Dá o pé, loro.



    Fala, Zé! Que gavião, que nada. Esse time do corinthians está mais para papagaio do que qualquer outra coisa. Eita timinho bom pra fazer a gente rir. Na sul-americana, foi fácil, fácil. Duas vitórias incontestáveis. Mas confesso que fiquei muito feliz pelo resultado e triste por ver a situação deplorável que vive o clube paulistano. Uma vergonha para a história de uma agremiação que também é importante para o futebol brasileiro. Não é de hoje que a casa da mãe Joana (quer dizer, o corinthians) está entregue na mão de pessoas conturbadas. O bacana é que todos os episódios com a diretoria abrem um precedente importante: por que não lançar a candidatura do Renan Calheiros para a presidência do corinthians? Já que a bagunça e a impunidade estão imperando, melhor dar poder a quem tem pós-graduação no assunto. Enfim, o timãozinho segue com a crise dele lá e nós continuamos com a nossa recuperação por aqui. Nos resta agradecer por jogar duas vezes contra eles, num momento que a gente precisa somente de confiança.

    Enfim conseguimos ver o nosso time completo. Tudo bem, ainda não voltamos a jogar como o carrossel do primeiro turno, mas ontem já vimos um sinal significativo de melhora. O time administrou a partida tranqüilamente. Mas também, o que esperar de um time que tem no seu principal jogador um personagem da Escolinha do Professor Raimundo? Vamos combinar que o Vampeta é mais falastrão do que boleiro. Já era para ele estar calado há muito tempo. Mas lá ele sempre tem vaga. No primeiro tempo, o empate de zero a zero disse a partida. Apesar da vontade, os dois times se respeitavam, com boa marcação e poucos lances de perigo. Não sei você, Zé! Mas nesses três jogos contra eles até agora, eu concluí que o goleiro é sem dúvida a única coisa que presta do lado de lá. Eu não ficaria nem um pouco chateado se o Bebeto tentasse trazer o menino para vestir o manto Glorioso no ano que vem, pelo menos o nosso problema estaria resolvido.

    O segundo tempo trouxe um futebol mais refinado para o Esquadrão de General Severiano. O nosso toque de bola resolveu encaixar e os gaviões (digo: os papagaios) entraram na roda dentro da própria gaiola. Com direito a “Curupaco!” e tudo. Nem a falha do Túlio diminuiu a nossa qualidade, porque o Lúcio Flávio mostrou que tranqüilidade dentro da área é uma virtude para poucos. Para os poucos que têm o domínio do futebol bem jogado. Não deu na primeira vez? Calma que a bola procura o craque de novo. Resultado: estava lá ele jogando as mãos para o céu e agradecendo ao cara que lhe deu esse dom tão belo. 0 X 1 religioso. Como eu disse antes, depois o Túlio pixotou dentro da nossa área e deu um presentão para o atacante. 1 X 1 sem desespero para nós. Mas vamos desculpa-lo, porque logo depois, esse mesmo Túlio cruzou com perfeição para o artilheiro dos gols bonitos tirar uns 256Kg das costas. Foi um prêmio para a grande partida do Dodô. Oportunismo como ele gosta. 1 X 2 resumido na palavra tranqüilidade. Foi muito bom ver o time jogando forte e objetivo. Sem afobações. Agora a nossa torcida maior fica por conta da renovação do Jorge Henrique, esse sim merece todos os esforços para continuar ostentado a Estrela Solitária no peito.

    Agora eu só espero que o time argentino que vamos enfrentar não seja tão (o)River quanto esse de São Paulo. Ah! E tem mais: domingo vamos espetar mais uma agulhada nos bandeirantes, só que agora pelo campeonato brasileiro. Nos vemos no Pacaembu de novo. Abração, Zé!

    Não quero saber por onde anda
    Regílson – Esse não jogava nada. Em protesto, não vou escrever nada sobre esse 0 à esquerda. Tchau!

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time foi homenageado com o mesmo nome pelo Belo da Paraíba e pelo Pantera da Mogiana, de Ribeirão Preto?

  3. 10/09/2007

    E agora, José?



    Fala, Zé! Que José, que nada. Entre a gente é Zé mesmo. Mas essa é uma pergunta que andam me fazendo por aí. E agora? Agora o quê, cara pálida? – esse é o questionamento que eu retribuo. Veja a configuração dos times cariocas dos últimos tempos: anos e anos lutando contra o rebaixamento e quedas, há muito virando chacota de outros Estados. Agora os estandartes da desgraça querem acabar com a reestruturação bem trabalhada do Botafogo, que começou com a nossa volta às origens. Você acredita que o soerguimento de um clube é um botão vermelho que se aperta e pronto? Ora, faça me o favor. Já cansei de dizer que o bom trabalho de uma diretoria não pode ser jogado fora por uma breve fase de maus resultados. Desde o segundo semestre de 2005, o Fogão está voltando a ser o Clube de Glórias que sempre foi, voltando a ser respeitado e impondo respeito. Em vão são os esforços dos que fazem o arauto da crise. A filosofia agora é trabalhar com uma continuidade responsável, caminho oposto ao do corinthians, por exemplo. Os mesmos que condenam o Bebeto, devem ser os mesmos que aplaudem Mustafás e Dualibis. Sempre tive orgulho por ser Botafoguense e tenho a certeza que a minha atual diretoria está multiplicando esse sentimento em todos aqueles que dividem comigo essa segunda pele. Deixo claro que não tenho nenhuma ligação com a direção do Clube, a não ser a visão de querer enxergar a Estrela Solitária cada vez mais altiva e brilhante.

    Estamos afoitos? Estamos. Estamos sendo cobrados por títulos? É claro, somos um grande clube brasileiro e vivemos disso. Mas isso não pode ser levado para dentro de campo. Ontem nós vimos um time nervoso, querendo resolver a partida a todo custo. Estamos num momento extremamente conturbado. Tem que ter alguém para gritar um “CALMA, PORRA!” dentro do vestiário. A expulsão do nosso melhor jogador, nos Aflitos, foi o retrato da fase atual da equipe: a busca pela tranqüilidade do início do ano está suplantando a fluidez do nosso tão analisado bom futebol. Já não é a primeira vez que o Jorge Henrique se atropela na vontade. Não culpo o grande baixinho, que é o nosso destaque, acho que o momento é mesmo infeliz para toda a equipe. Pode parecer incoerente esse meu texto de hoje, de que a cobrança em demasia é absurda. É verdade que meu último contato foi exagerado diante da escassez do Dodô. Mas que fique claro também que a cobrança em cima de um jogador não se reflete na boa jornada da instituição. Insatisfações e discordâncias são naturais em qualquer relacionamento apaixonado.

    O gol logo no início da partida deu uma falsa sensação de “UFA!”. Digo falsa porque o time continuou pecando no ímpeto de querer resolver. Nessas horas, até o preciosismo pesa. Daí pra lá o náutico teve sim, mais volume e vontade para vencer, mas pelo menos no primeiro tempo nós chegamos juntos. Com um atacante inspirado, eles acabaram alcançando o resultado, que em nada abala ou cala esse nosso amor. Os quatro a um delimitam uma partida, mas não abalam um projeto. O Alvinegro com seu planejamento e ambição é muito maior do que qualquer jornalistazinho que queira decretar o fim de um trabalho bem realizado. Isso é inegável. Saiba você que tudo isso não muda em nada o meu sentimento de superioridade de elenco, que povoou a minha percepção nesse ano. Continuo acreditando nesses jogadores – sem desmanches, é claro.

    Os gaviões que se cuidem porque sinceramente, acho que o River Plate já deve estar treinando para nos enfrentar na próxima fase na Sul-americana. Vamos pra cima deles lá na terra da garoa. E como tudo o que é bom, a chinelada será em dobro. Duas seguidas para não deixar dúvidas. Aquele abraço, Zé!

    Não quero saber por onde anda
    Aléssio – Um meio-campo que se confundia com o curupira, pois conseguia chutar pra frente com o calcanhar. Espero que tenha trocado a carreira do futebol pelo circo, porque ele fez a gente de palhaço durante um bom tempo. Deve estar velho e espero que, em breve, assine contrato com o flamengo.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time teve como um dos seus símbolos o folclórico goleiro Manga, que sempre esnobava o menguinho nos dias que antecediam os clássicos: "Já mandei a patroa fazer a feira, pois jogo contra o flamengo é bicho certo!"?

  4. 07/09/2007

    Dodois pontos a menos



    Fala, Zé! Aperreado. Só mesmo indo buscar um adjetivo lá no nosso querido Nordeste, para resumir como estou, advindo do Maracanã. Aperreado das idéias, mesmo. E vou aproveitar para dividir com você a minha inquietação. Vamos concordar com o seguinte: o Rafael Marques falhou, todos nós execramos o infeliz. O Júlio César cansou de errar, e a gente cansou de tacar pedra nele. Com o Marcos Leandro foi a mesma coisa. Com o Max e o Alex, nem se fala. Então por que agora não fazer o mesmo com o Dodô? Temos a obrigação de colocar a culpa do empate de ontem nesse senhor. Que ele é um bom atacante, ninguém duvida. Que ele já nos deu grandes alegrias, a história confirma. Agora, isso não sustenta um afago num momento como esse. O Dodô tem que se mostrar profissional e não ficar usando fatores extracampo como escudo para a sua queda de produção. Ele ontem perdeu três gols incríveis, que decretariam a vitória com facilidade. O Dodô não tem o direito de dizer que o seu brilho regresso compensa a sua falha presente. Afinal, nenhum dirigente faz um contrato com qualquer jogador que seja para jogar mal. Diante das expectativas, ele fez tudo dentro do programado. No são caetano ou no volta redonda – não desmerecendo esses clubes, mas apenas constatando uma realidade – ele pode até exigir um tratamento diferenciado. Mas no Botafogo ele será sempre cobrado como qualquer outro grande jogador que vista essa Gloriosa camisa. O caso do doping é fato. Mas isso não pode ser motivo para interferir no trabalho do dia-a-dia. Se eu estiver mal de cabeça e não quiser ir tomar um chope é uma coisa. Agora eu não tenho o direito de estar mal de cabeça e falhar no trabalho. Meu empregador está pouco se lixando se eu tenho problemas particulares, ele quer resultado. Bem-vindo ao capitalismo, meu caro.

    Foi triste mas, mais uma vez, empatamos com nós mesmos. Às vésperas de um feriado tão marcante, o Botafogo declarou dependência ao nosso grande Jorge Henrique. É impressionante a falta que esse baixinho faz na movimentação do ataque Alvinegro. Ontem isso ficou claro. E o pior: eu me senti empatando com o américa de Natal, porque esse time do palmeiras é ruim demais. Não fez rigorosamente nada para merecer esse pontinho chorado. É de louvar a posição que esse amontoado do Parque Antarctica está ocupando na tabela. Tanto que o gol deles saiu de um ataque equivocado do Dodô. Mas vale destacar que deu um apagão na zaga também. Já tínhamos ressuscitado o Tuta, agora chegou a vez do Edmundo. 0 X 1 pra porcaiada. O primeiro tempo foi de domínio total da Estrela Solitária. E o intervalo nos deixou ainda mais indignados, pois caiu a ficha de quem seriam os culpados pela vinda de Athirson, que deve custar caro aos nossos cofres, de Coutinho, que tem cara de peladeiro e futebol de reserva de peladeiro. Enfim, desses bondes que são descarregados em General Severiano por Deus sabe quem.

    A segunda etapa começou e com ela veio uma esperança de mudarmos a postura. Doce engano. Realmente abdicamos de jogar bonito e estamos cada vez mais nervosos para encontrar o resultado. Logo no início o Dodô me perde um gol debaixo da trave. Inacreditável. Pressão, pressão e pressão. O artilheiro dos gols bonitos e perdidos ainda desperdiçou mais duas chances: uma antes do golaço do Leandro Guerreiro e outra no finzinho do jogo. Um empate em uma a um para deixar qualquer um do jeitinho que eu comecei esse texto: aperreado.

    Mas tudo bem, Zé! A nossa paixão é maior do que qualquer percalço. E domingo vamos deixar os recifenses aflitos lá na casa deles. Pra cima do náutico é o lema, porque além de brasileiro eu sou Botafoguense e por isso não desisto nunca. Abração, Zé!

    Não quero saber por onde anda
    Pena – Perdoe o trocadilho, mas desse aí dava pena mesmo. E o pior: ele saiu na foto do título carioca de 2006. Um atacante que jogava exatamente como na imagem, parado. Se ele estiver lendo, aí vai um recado: nunca mais venha para essas bandas do Rio de Janeiro, combinado?

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time tem o estádio mais moderno da América Latina?

  5. 03/09/2007

    Tem coisas (Tum!)
    que só o Botafogo faz pra você.



    Fala, Zé! Que me desculpe o pessoal lá da Philco, mas hoje eu vou pegar uma caroninha nesse antigo slogan deles. O Fogão é mesmo um time único, que desperta paixões, iras e até mesmo invejas inigualáveis. O Botafogo sempre foi, é e vai continuar sendo o centro das atenções. É ótimo cutucar todo mundo através de um clube tão Glorioso. Chegam a ser engraçadas as emoções que a Estrela Solitária desperta naqueles que não a seguem. Mas isso é o que nos alimenta para continuarmos grandes. E vamos logo pra dentro das quatro linhas porque é isso que põe o clube cada vez mais pra frente. E diante disso, digo o seguinte: perder para o grêmio lá no Olímpico nem é tão problemático assim. Duro é ressuscitar um atacante-andarilho que vive encostado e nunca consegue destaque. Tuta que o p... ops, desculpa... não vou baixar o nível com a piadinha mais primeira idéia que o nome dele pode proporcionar. Mas que ontem, lá no Sul, a apatia do time deu muita raiva, isso deu.

    Nesse jogo, eu senti mais falta de alguém que espinafrasse os jogadores do que do bom futebol que a gente esqueceu de jogar. Pelo menos nisso eu tinha confiança que o Cuca dava conta. Mas, ontem, o que era aquilo? O time entrou desfalcado de jogadores e vontade. Defesa, meio-campo e ataque não produziram quase nada durante os noventa minutos. Literalmente faltou dar uma dura na rapaziada. Aliás, não posso ser injusto, a nossa defesa produziu sim. Produziu umas jogadas bisonhas que me fizeram admirar ainda mais o excelente trabalho do Juninho no comando daquele setor. Vale destacar que, lá atrás, devemos agradecer ao menguinho por ter dado a moral que o MAXimo precisava. Ele, ontem, enfim teve uma ótima atuação. Não teve culpa no resultado. O primeiro tempo deu sono. Os dois lados pouco produziram. O empate deu pro gasto. Se bem que a cabeçada sensacional do Renato Silva poderia ter tirado o zero do marcador. Merecia ter balançado o capim debaixo da tarrafa.

    Na segunda etapa o caldo engrossou. A atuação nula da equipe se agravou com as bolas paradas. Aí o atacante deles aproveitou: marcou três vezes. Tudo bem que nós jogamos mal, mas também o placar foi exagerado. A falha do Alex no terceiro foi completamente desnecessária. Dois já estava de bom tamanho. Mas a gente sabe que aquele não era nem de perto o time que faz o carrossel brasileiro. Jogos assim só servem para vermos que o Jorge Henrique merece, cada vez mais, o nosso carinho. A dedicação desse incansável jogador é qualquer coisa de impressionante. Outro destaque de ontem, além da volta do urubu pra zona – seu berço merecido, foi o brilho de uma estrela que muito já nos alegrou. Túlio Maravilha (o artilheiro dos artilheiros) manteve o guarani de sampa mais um ano na terceirona. Com um gol no finzinho ele classificou o seu vila nova lá de Goiás para a próxima fase da competição. Ai que saudade da grande dupla que ele formou com o Pantera. Vida longa para os dois e para as glórias que nos proporcionaram.

    Zé, quinta-feira com chuva, calor, granizo ou enchente vamos invadir o Maracanã contra o palmeiras. A hora é de prestigiar o time que não está morto não. Repito: ainda estamos firmes na briga pelo título. E, por favor, quem puder, leva um limãozinho pro estádio, porque o time já vai providenciar um leitãozinho à pururuca, por conta da casa. Abração, Zé! E nos vemos em frente à estátua do nosso São Garrincha, no templo do futebol.

    Não quero saber por onde anda
    Márcio Caruaru – Não tenho nem palavras para descreve-lo. A lembrança dessa figura, seca a garganta, gela o peito, faz a gente prender a respiraç... Putz! Um copo d’água, por favor! Calma, João. Passou, passou. Ele nunca mais vai vestir o manto Glorioso. Viremos essa página.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time tem registrada a maior goleada nas clássicos cariocas: 9x2 no flamengo, válida pelo campeonato estadual de 1927?

  6. 30/08/2007

    A única coisa que a gente
    perde pra eles é a voz.



    Fala, Zé! Bem, prime...ro eu peço descu...pas se a mi...ha voz fa...har ao lon...o desse t...xto: é que o j...go de o...tem desengasgou complet..mente a mi...ha garg...nta. Não adianta. Eles tentam, tentam mas, aqui no Rio, ninguém - eu disse ninguém - ganha do Fogão. Já estamos na nossa maior seqüência de clássicos cariocas sem perder. Ao todo são 12 partidas sem derrota contra os outros grandes da Cidade Maravilhosa. Já estamos acumulando quilos de pó-de-arroz, ossada de bacalhau e carniça de urubu lá em General Severiano. Nenhum deles consegue tirar o lacre do melhor do Rio. Ontem foi a vez da molambada respirar aliviada, saindo do Maraca com mais um pontinho na sua briga para fugir da segundona. Mais um ano por sinal que eles continuam a sua freqüente saga contra o rebaixamento. O que me faz rir é que, no fundo no fundo, eles sabem que, há anos, o time é fraco e por isso ficam fantasiando uma equipe excelente. Tudo bem, historicamente o povo sempre se enganou com a política do pão e do circo.

    O empate contra eles, assim como os outros quatro desse ano, nos soou como uma derrota. Realmente o goleirinho é a única coisa que salva lá na Gávea. Ele evitou mais uma caída no vai-não-vai pra zona. Mas o que me interessa é o Fogão e o nosso time começou bem no jogo, mas logo se perdeu na marcação, dando muito espaço para o amontoado do lado de lá. A perda do Joílson foi fundamental para a queda de rendimento. Não fosse a inteligência nula do cone chamado Alessandro, que perdeu um gol na porta do abraço, e a falha do Max, que deveria ter saído no tempo do Juan, eu diria que o resultado de 0 X 1 pros caras estava injusto. Mas eles levaram uma leve vantagem nos 45 iniciais. Sem problemas. A gente já sabe que o Cuca sempre paga uma geral no vestiário e mexe na formação, pra alguma coisa acontecer. Duro é perguntar porque ele não pode fazer isso antes de começar a partida. Mas tudo bem. Foi boa substituição em que entrou o Reinaldo no lugar do cone.

    No segundo tempo, o futebol chegou e a voz começou a ir embora. Sufocamos a molambada do início ao fim. Eles me lembraram muito a grande equipe do cabofriense, que jogava todo apertadinho lá atrás, acuado e só subindo nos contra-ataques. Foi uma pressão que estourou aos 14 minutos. O Adriano Felício chamou o zagueiro pra dançar, deixou ele jantando grama e cruzou. A bola foi escorada e sobrou para o gigante Jorge Henrique – o melhor da rodada – mergulhar para as redes. ! X 1, ou melhor, um a um. Daí pra frente, fizemos mais um golaço com o grande MAXimo. Tudo bem, eu sempre chamo ele de outro nome, mas poxa gente, ele pegou um pênalti contra o urubu. Merece uma trégua. Apertamos de todos os jeitos e tenho certeza que se o André Lima ainda estivesse em nossos domínios a história seria outra. Querendo ou não, ainda estamos na briga. E o flamengo? Bem, o flamengo também está. Só que na briga para não cair.

    Vamos que vamos pra frente, galera. Não podemos descer do nosso posto para ir lá embaixo discutir com flamenguistas ou partes da imprensa. Nunca esperem nada de diferente de baixarias do lado de lá. Temos que ser superiores sim, em futebol, paixão e, principalmente, intelecto. Pelo menos eu coloco a minha cabeça tranqüila no travesseiro por ter construído um espaço que nunca incitou a violência ou algo parecido, com provocações exageradas e/ou palavras de baixo calão. Isso pra mim, é motivo de orgulho. Obrigado a todos que me prestigiam com a leitura. Obrigado ao meu Botafogo.

    Chegou a hora do grêmio fazer a dança do gelo durante o Faustão, no domingo. Um grande abraço e te vejo no Olímpico, Zé!

    Não quero saber por onde anda
    João Carlos – Pelo amor de Deus, eita zagueirinho ruim. Foi um verdadeiro milagre ele ter saído do Glorioso. Mas enfim recebemos uma benção: ele nunca mais vai rezar na capela de General Severiano.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro clube é a única entidade esportiva brasileira campeã em três séculos distintos, XIX, XX e XXI?

  7. 28/08/2007

    Dica GloboEsporte.com



    Na Rodada Especial do fantasy game Cartola FC, nesta quarta-feira, os torcedores do São Paulo, Palmeiras, Flamengo e Botafogo poderão concorrer a ingressos para jogos dos seus times de coração. Para concorrer às entradas, os participantes precisam estar cadastrados nas ligas oficiais de seus clubes. Após os dois clássicos regionais, os primeiros colocados nas ligas de seus times ganharão ingressos para assistir a partidas do São Paulo, Palmeiras, Flamengo e Botafogo.

    O ganhador da Liga do Botafogo ganhará ingresso para o jogo Botafogo x Palmeiras, dia 05/09;
    O ganhador da Liga do Flamengo ganhará ingresso para o jogo Flamengo x Figueirense, dia 05/09;
    O ganhador da Liga do Palmeiras ganhará ingresso para o jogo Palmeiras x Goiás, dia 09/09;
    O ganhador da Liga do São Paulo ganhará ingresso para o jogo São Paulo x Santos, dia 16/09.

  8. 27/08/2007

    É preto no branco.



    Fala, Zé! A situação exigiu que eu escrevesse um recado rapidinho, só pra deixar uma coisa bem clara. Apesar da idéia ser minha e estar sendo usada pelo Globoesporte.com, não tenho nenhuma participação na elaboração do conteúdo do espaço “Não quero saber por onde anda” do site. Aqui no nosso blog sim, a responsabilidade do conteúdo é totalmente do Zé Fogareiro. E pode ter certeza que você jamais verá nomes como o do nosso grande comandante Sandro sendo diminuído. Ele foi fundamental na nossa volta à primeira divisão. E, graças ao nosso Santo Garrincha, tive o prazer de agradecer a ele pessoalmente na comemoração do nosso retorno, naquele ano. Então: muito obrigado mais uma vez, Sandro. E tenha a certeza que, na verdade, o seu lugar é em destaque no espaço que muito nos orgulha o “Não sou Botafogo doente. Doente são os que não são Botafogo”.

    Mas não tem problema não, o que importa é que ninguém consegue apagar a nossa história. E quarta-feira temos mais um grande capítulo para curtir. Um forte abraço, Zé!

    Obs.: Nunca tive a intenção de menosprezar Estados, culturas, raças, credos ou qualquer manifestação que seja. Tenho uma paixão pelo Botafogo que se estende à identidade brasileira. Não confundam a pitada de humor e provocação que o futebol historicamente possui com uma posição desrespeitosa a algum grupo específico. Aos que se sentiram atingidos, seguem as minhas sinceras desculpas.

  9. 27/08/2007

    Cocoricó.



    Fala, Zé! Ai, ai. Já está virando rotina. Nesse ano, a gente entra em campo contra o galo e sapeca mais uma neles. Pelo menos já aprendemos que eles ciscam, ciscam e não bicam ninguém. Essa história de que o galo é o dono do seu espaço é mais uma lenda da roça. Aliás, você consegue levar a sério um galinheiro onde até um leão é subordinado? Aqui, na cidade grande, estamos cansados de saber que o cachorro coloca todo mundo pra correr. E a cachorrada fez bonito lá em Minas, ontem. Viramos o placar com raça, típico de quem tem pedigree. Chegou a hora de espantarmos de vez aquela nuvenzinha cinza que cismava em ficar sobre as nossas cabeças. A determinação rumo a liderança parece estar mesmo restabelecida. O time fez valer a paixão da torcida e correu atrás do resultado. Virada com pinta de Campeão.

    O jogo começou bom, mas logo deu uma caída. Eles vieram pra cima e a nossa defesa até mostrou uma certa vontade. Quem vê as partidas do Glorioso, sabe que as antecipações da zaga estão sendo muito bem treinadas. O gol deles saiu de um chute fajuto, onde o meio-campo tentou rechaçar a bola pra frente e acabou encontrando o atacante, que aproveitou a bobeada da marcação. Cara a cara com o Max é covardia. 1 X 0 sem culpas, mas que não diminuiu a nossa dedicação. Sabíamos que temos mais time e que poderíamos virar. Veio o intervalo. O Cuca deve ter soltado os cachorros pra cima dos jogadores no vestiário. A galera voltou pro jogo mordendo. Tá certo que ele mexeu muito bem no time e merece grande parte dos louros dessa vitória. Como eu tinha dito, o Fogão está cada vez mais fácil de escalar.

    No segundo tempo, a história mudou completamente. O Zé Roberto entrou com vontade e realmente mostrou que indisciplina e talento sempre caminharam juntos. Ele não foi primordial, mas ajudou bastante, até porque o Lúcio Flávio – sacrificado por jogar mais recuado – também fez um partidaço, dando uma assistência no empate e completando o segundo gol. Logo aos 14 minutos, o Túlio, que estava precisando de uma moral como essa faz tempo, escorou de cabeça a falta cobrada pelo maestro. Era o empate do sangue alvinegro nas veias. O tempo passou um pouco, até que o Lúcio confirmou a sua categoria de comandante. Ele testou a redonda sem chance para o goleiro do galo. Tá lá: 1 X 2 de virada. Assim é mais gostoso. Enfim, os heróis do Glorioso mostraram porque a urubuzada vai querer esquecer a próxima quarta-feira.

    Estão querendo dizer que o Botafogo voltou a brigar pelo título? Me responde então: em qual competição, esse ano, a Estrela Solitária não entrou para brilhar? Nós estamos entre os favoritos desde março. Às vezes, escuto até de Botafoguenses que eu não devo me iludir, pois o time tem falhas. Iludir? Torcer é acreditar e pode ter certeza que isso, eu e a torcida mais apaixonada do Brasil fazemos muito bem.

    Pois então. Nada melhor do que pegar o urubu cheio de moral. Não vai ser um jogo fácil, na quarta, mas vai ser muito bom ver todo o lado de lá saindo calado e de cabeça baixa aos 35 do segundo tempo. Anote aí. Vamos encostar ainda mais no nosso lugar de origem. Te vejo na Uerj e cheio de confiança em mais um baile alvinegro. Aquele abraço, Zé!

    Não quero saber por onde anda
    Esquerdinha – Meio-campo que tinha o apelido no diminutivo para acompanhar o tamanhinho do seu futebolzinho. Um jogadorzinho que nunca mais vai vestir a camisa do FOGÃO. E espera aí que tem mais um pouquinho de ÃO – FOGÃO.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro clube foi o fundador, em 1887, da Federação Metropolitana de Natação, hoje FARJ- Federação Aquática do Estado do Rio de Janeiro, sendo o berço e celeiro de grandes atletas aquáticos?

  10. 23/08/2007

    O despertar para o amanhã.



    Fala, Zé! É. Eu também achei o título de hoje com cara de filme estrelado pelo Tom Hanks. Mas fazer o quê? Essa é a verdade sobre a noite de ontem. O excelente futebol do Fogão andou meio adormecido, mesmo com todos os barulhos extra-campo que fazem na nossa porta todos os dias. O time mostrou que acordou, lavou o rosto e agora está pronto para mais uma jornada de sucesso. O nosso esquadrão estava sonolento e agora resolveu abandonar o travesseiro, mostrando mais uma vez aquele futebol bonito, que faz os técnicos adversários acumularem noites mal dormidas. Que o diga o Carpegiani, agora. Melhor que isso, é saber que o nosso retorno para o fino da bola foi na TV, em cadeia nacional, para todo mundo avisar em casa que o Botafogo está de pé. E de cabeça erguida. Daqui pra frente será assim: me dá de volta o que é meu – a liderança. Agora, só vamos cochilar tranqüilo e sorrindo, em dezembro. Pode ter certeza. Campeonato novo significa um ânimo com a mesma característica.

    O bom de acordar assim, no susto, é que você levanta com a corda toda, fazendo tudo ao mesmo tempo e cheio de energia. Míseros 30 segundos. Esse foi o tempo suficiente para a equipe deixar claro o que estava disposta a fazer: vencer e convencer. 13 toques na bola. Tabelinha de 3 atacantes entre 7 zagueiros. Calma, ainda tem gente chegando no estádio. Calma nada. Pode pedir para o goleirinho corintiano ir buscar a bola no fundo da rede. Acabou de chegar um presentinho da Turquia pra ele. Daqueles assim: “Estive em Istambul e lembrei de você”. O nosso Rei, o Reinaldo voltou cheio de vontade e já foi estufando a trama de barbante para alegria do Estado Alvinegro mais alegre do Brasil. 1 X 0 com pressa para mostrar serviço. O jogo foi para matar de vez a saudade do bom futebol. Mas o toque de bola envolvente e as jogadas objetivas voltaram a acontecer de maneira inexplicável? É claro que não. É mais do que evidente e já cansamos de falar que, quando o Joílson volta para o lado direito, jogando como ala e o Jorge Henrique cai na ponta-esquerda, tendo liberdade no ataque, o time abre. Volta a dar espaço ao meio-campo. Me ajuda aí, Cuca. Está muito fácil escalar o Fogão. O Alessandro é um reserva bem razoável. Até o Ricardinho, que também não é nenhuma Brastemp, se destacou quando não embolou com o Joílson pelo meio.

    Enfim, o Glorioso está de volta. Primeiro tempo irretocável. Gol relâmpago, gols anulados e o mais importante: o Lúcio Flávio readquirindo a confiança. Falta na entrada da área, que concordo que não foi. Ué, quantas faltas ele deu errado para o corinthians também? O juíz atrapalhou os dois lados. Voltando: quem vai bater? Aquele deixa que eu deixo, o Juninho se apresenta, mas o Lúcio Flávio acaricia ela com paixão e amacia o caroço para morrer no fundo do balaio. 2 X 0 com maestria. No segundo tempo, o time deu uma caída sim, tomou um gol, mas continuou em cima para matar a vaga de uma vez. Foram os 45 minutos do nosso Dedé. Esse cara merece todo o carinho da torcida que já dividiu espaço com ele na arquibancada. Saiba você que, por contrato, ele não tinha que jogar ontem. Mas, por iniciativa própria e gratidão, ele entrou em campo - já que o nosso outro artilheiro está machucado. Fez um gol para fechar o placar – TRÊS a um – e para fechar a sua passagem pelo clube de coração. Foi a despedida desse grande homem/profissional que é exemplo para os torcedores e, principalmente, para muitos companheiros de profissão. Uma saída pela porta da frente, André Lima. Obrigado pela sua dedicação e respeito com essa camisa. Tenha certeza que as suas lágrimas também foram nossas. E volte sempre porque essa casa também é sua.

    E domingo vamos acordar no Brasileirão. Mas dessa vez não vai ter galo cantando na madrugada. Vai ter um café da manhã com muito pão-de-queijo lá no Mineirão. Abraço e simbora nessa, Zé!

    Não quero saber por onde anda
    Ademílson – Um atacante com cara de Alien, que chegou com pompas de revelação e saiu do clube se revelando um grande falastrão. Foi para o tricolete como solução dos problemas. O que ele resolveu nas Laranjeiras? Acho que consertou alguns encanamentos quebrados. Até nunca mais, assombração.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time deu para a seleção o maior de seus artilheiros, o Quarentinha, que atingiu a melhor média de gols entre os atacantes que já vestiram a amarelinha: 17 gols em 17 jogos?

João Roberto é um niteroiense de 27 anos. Redator publicitário, apaixonado pela Estrela Solitária. Desde que o Mauro Galvão ergueu a sua primeira taça, lá em 89, ele se tornou um freqüentador assíduo das partidas do Glorioso. Um gordinho que nasceu com as veias alvinegras, mas que mesmo assim não cansa nunca de agradecer a seus pais por terem o feito feliz assim: BOTAFOGUENSE.

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