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Vanderlei Luxemburgo

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  1. 15/10/2007

    Renato Silva, Alex e Alessandro
    serão contratados pelo flamengo.



    Fala, Zé! Mesmo com toda essa onda de tristeza que nos assola, resolvi trazer uma alegriazinha momentânea no título de hoje. Seria lindo demais ver essa manchete estampada nos jornais do Rio de Janeiro. Se bem que, os que estão lá na Gávea, não são grandes coisas, comparados a esses cabeças de bagre aí. Ou você acha que Gergelim e companhia têm um futebol encantador? Mas vamos parando por aqui, porque o urubu não é nem de longe o meu assunto principal. O fato é que a nossa paciência com essas figuras do Fogão definitivamente acabou. Não dá mais para aturar uma defesa que não bate cabeça. Eles batem aquilo que carregam em cima do corpo e que, infelizmente, não possui nenhuma massa cefálica. Bola no pé do Renato Silva significa batimento cardíaco a mil por hora. Bola alçada na área do Alex significa prender a respiração por alguns segundos. E bola lançada para o Alessandro... Ah! É bola perdida mesmo. Simples. É impressionante a incapacidade desses e de alguns outros que não honram o Manto Glorioso que vestem.

    Ontem não tivemos uma derrota apenas. Tivemos a vergonha de perder para um time carniceiro, bem pior que o nosso. Também, o que esperar da tática do Celso Roth? Eles bateram em tudo e em todos. O número absurdo de faltas bacalhaunianas foi o retrato de um grupo que tenta suprir a ausência de técnica com o excesso de violência. O primeiro tempo teve mais bola parada do que rolando. O gol dos caras, logo no começo, dava indícios de maionese desandando. Mas os nossos jogadores até esboçaram uma virada. Tanto que a bola (que ontem adotou o apelido de teimosa) pererecou na portinha da colina e cismou em não dormir no balaio português. O Lúcio Flávio que o diga. Incrível o lance em que ela beijou as duas traves e, na sobra, sacudiu o filó por fora. Os vascaínos trocaram as chuteiras por foices e conseguiram tirar o Jorge Henrique do jogo ainda nos 45 minutos iniciais.

    Segunda etapa. Os portugas continuam acuados. Do lado de lá, o Moraes Moreira com nome de presunto continuou descendo o sarrafo. O Fogão apertou e dominou a posse de bola. Resultado: estopa do Alvinegro mais tradicional do Rio. Um empate com pinta de virada, nos pés do Reinaldo. Mas o vasco tinha uma solução que viria do banco de reservas. Não do deles, mas do nosso: Thiago Marim. Ele entrou, deu as mãos ao Alex e decidiu o placar da partida. Um gol com a cara dessa nossa fase azarenta. Um finzinho injusto. Tsc... A última vez que perdemos para o clube do Eurico, a Vila Pan-americana ainda era só um projeto. Por aqui, Zé, fica a certeza de que não dá mesmo para esperar muito mais desse time. Nos resta torcer, cobrar atitude da diretoria na reformulação e continuar alimentando a nossa paixão Gloriosa. Não adianta. Fale o que quiser. Xingue quem achar necessário. O Botafogo continuará sendo a razão de nossas mãos dadas.

    Querendo você ou não, no sábado estaremos lá, na nossa casa, para receber o leão do Recife com o chicote que eles sempre tiveram medo. E procure nem dar ouvidos a essa história de rebaixamento, porque isso é uma tentativa em vão daqueles que querem nos ver mal. Dá-lhe Fogão, sempre. Abraço Alvinegro, Zé!

    Não quero saber por onde anda
    Willian – Um atacante horroroso que resumiu a carreira em um lance só: uma cobrança de pênalti inacreditável que presenciei ao vivo no Maracanã. Ele bateu exatamente como o futebol que apresentava – desengonçado. Que tenha voltado para o malabarismo. Tchau, rapaz.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time teve o privilégio de ser a inspiração para os torcedores mexicanos criarem o grito de “Olé, Olé, Olé”, enquanto o Garrincha judiava dos Argentinos em uma partida contra o river plate lá na terra da pimenta?

  2. 09/10/2007

    “HONRANDO AS CORES DO BRASIL
    E DE NOSSA GENTE”



    Fala, Zé! Provando e comprovando que realmente ninguém consegue calar esse nosso amor, está de volta o espaço que dá voz pra galera. Como de costume, aqui você pode conferir como andam os corações de fanáticos e admiradores da Estrela Solitária. Detalhe: aqueles que se identificam têm preferência no destaque. A coleta dos melhores comentários é constante e espero que o nosso Glorioso continue sempre nos inspirando para emocionar leitores e autores de todo o país.

    Só um lembrete: o Blog do Torcedor do Botafogo é uma forma de encontro para os que partilham de uma mesma paixão – o Futebol. Pelo histórico da atividade no país eram esperados os comentários ofensivos. Mas se enganam os que acreditam que a internet é um escudo para ficarem identificáveis. Qualquer comentário, seja ele de agressão verbal, ameaça, provocação ou até mesmo de elogio, é de responsabilidade individual. Não só é possível identificar o autor do comentário pelo IP de máquina, como também é totalmente usual para o DEIC-RJ - Departamento Estadual de Investigações Criminais – levantar todos os números identificadores dos mesmos (CPF, RG, endereço e demais). Em qualquer lugar que esteja.

    Mas acredito piamente que aqueles de boa índole e, principalmente, paz no coração, conseguem se manter intactos e indiferentes a quaisquer formas de controle como essa. E por isso lemos sempre pessoas de respeito, elogiando e discordando dos assuntos aqui expostos. Fato que muito me envaidece. Obrigado. Dito isso, voltemos ao que interessa. Então, com a palavra, vocês:

    O nosso amigo Rosemberg foi um pouco rebuscado, tá certo, mas não menos assertivo quando explanou para nós toda a boa conduta que o Botafoguense sempre impõe ao meio futebolístico. Em essência, ele foi de uma felicidade enorme. Em dialética, ele poderia ter sido um pouco menos aprofundado. Mas nada que não nos orgulhe em degustar. Espero que, assim como eu, vocês gostem.

    “Nós, Botafoguenses, torcedores da gloriosa Estrela Solitária, devemos usar a mouquidão diante de alguns. O torcedor do Botafogo, sempre destacou-se pelo seu elevado QI, sua imensa capacidade de absorver como faetonte, o conteúdo da forma, a qualidade da quantidade. Acho tolice e uma perda total de tempo, responder aos energúmenos que por inveja e despeito, aqui procuram respostas ao seus infortúnios! Não temos culpa, se tivemos desde a infância uma educação esmerada e amorosa, que nos ensinava a ver, no brilho da Estrela, um caminho de felicidade e ventura! Infelizes e desgraçados, esses mus que são atormentados pelo pesadelo de seus times, blasfemam por esta razão. Então peço aos nobres Botafoguenses que ignorem os aulidos que vêm profanar nosso espaço! Nunca retruquem, mostrem que somos de boa cepa aos incultos e flagelados, meu nariz se torce de asco. DESAPAREÇAM!” - Rosemberg

    Esse comentário que segue abaixo me deixou muito feliz. De verdade. Afinal, ele mostra, mesmo que bem lá no finzinho do túnel, uma luz da convivência pacífica e harmoniosa entre torcedores. É muito bom saber que podemos sim, sonhar com um Maracanã sem divisas policiadas, em um acesso ao Morumbi cheio de abraços e risadas. Futebol não tem lugar para rivalidades violentas. Palmas para você, Danilo. E me parece que não são apenas os leitores que curtem a seção "Não quero saber por onde anda". Tanto que o próprio site do Globo Esporte está usando a idéia para todos os outros times. Abração, Zé!

    “Aí cara, sou vascaíno e tenho de admitir: o tal do João Roberto é o melhor blogueiro do site da Globo. Os posts sempre bem feitos e as seções "Não quero saber por onde anda" e "Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo." são muito criativas. Parabéns, cara. É uma pena que não seja um cara sensato e tenha virado Botafoguense. Aiheuaheuiae! Brincadeira. Abraços e se cuida que o vascão vem aí!” - Danilo

    Tudo bem que o depoimento do Alex tem um protecionismo natural do Botafoguense. Mas, pelo elogio, ele merece o apreço de todos aqueles que se divertem e se informam aqui no nosso site. Obrigado pelas palavras, Zé.

    “Incrível. Acho que só o Botafogo tem "blog" (leia-se COLUNA). Afinal, tentam, tentam, mas só o Zé Fogareiro que dá Ibope. Aos torcedores de outros (pseudo)times, voltem aqui quando vocês tiverem uma história melhor do que a do Botafogo. Até lá, tudo não passará de recalque e inveja. Saudações Alvinegras!” - Alex

    Essa fase que estamos vivendo separa os verdadeiros Alvinegros dos desagregadores que torcem para o time somente nas vacas gordas. A sabedoria do Cássio conseguiu enriquecer o nosso espaço. Espero que gostem, porque para mim só restaram aplausos.

    “Caro Zé. Não há o que escrever para o que não tem palavras, não há mais lágrimas a serem derramadas, sou BOTAFOGO A 50 ANOS, sou idoso, sexagenário, como queiram, e por isso já vi de tudo um pouco. Acreditem, nos reergueremos com a força triplicada, justos e injustos pagarão pelo fiasco, mas a glória de ser BOTAFOGO, ninguém tira. É chegada a hora de uma grande peneira, não só no clube mas também em sua torcida. Os VERDADEIROS, continuarão. É o momento mais que perfeito para abafar a dor com um enorme grito, E NINGUÉM CALA! Nem calará jamais este nosso amor. Tenho o privilégio de ter visto e sentido as maiores glórias do melhor time Brasileiro de todos os tempos.” - Cássio

    E para fechar, vamos nos envolver com o texto gostoso da Daniela. Ela escreve com um ritmo bem bacana. Exatamente como o estilo de jogo do Fogão: envolvente.

    "Era uma vez uma Estrela. Não uma estrela comum, ela era Solitária. Ali no meio de uma infinidade de estrelas no sistema, lá estava ela excêntrica, alva, exclusiva, única: se destacando de qualquer outra, que ao lado das suas "irmãs" se sentiam superiores e/ou privilegiadas. Porém um dia essa Estrela resolveu dar uma voltinha na Terra e por onde passava deixava rastros de luz. Uma luz jamais vista, que era capaz de alegrar os corações de milhares de brasileiros, de todas as raças e crenças. E esses brasileiros têm até hoje o orgulho de carregá-la no peito e no coração o que os conduz a um sonho, a infinitas alegrias e satisfações e, principalmente, ao amor de ser ALVINEGRO. Esse sim é o Glorioso! Ostenta em si a prerrogativa de ser o portador da Estrela mais única e brilhante de todas: a ESTRELA SOLITÁRIA! Saudações alvinegras aos mais notáveis torcedores brasileiros!" - Daniela

    É muito bom ver a paixão estampada em palavras. Que satisfação ler você, Dani, e todos os outros acima. Voltem sempre. A casa é de vocês. E sua também, Zé! Aliás, se você ainda não teve um comentário postado aqui, por favor, não se sinta menosprezado. Continue escrevendo com educação e, principalmente, com respeito. Jajá o que você pensa vai estar amplificado aqui, para milhares de seguidores do futebol com tradição. Até a próxima, Zé!

  3. 08/10/2007

    I-NES-QUE-CÍ-VEL!



    Fala, Zé! Vagner, Wilson Goiano, Wilson Gotardo, Gonçalves e André Silva (Moisés), Leandro, Jamir, Beto e Sérgio Manoel, Donizeti e Túlio. Exatos 11 anos, 9 meses e 21 dias. Esse é o tempo que nos separa desses heróis, que graças a Deus eu tive o privilégio de acompanhar. O Botafogo e santos que eu quero lembrar, que eu posso lembrar, (já que não pude ver ao vivo nenhum duelo entre o Anjo das Pernas Tortas e o rei do futebol) é esse. Com certeza estamos falando do empate mais feliz que já presenciei. Um jogo que muitos falam da arbitragem duvidosa do Márcio Rezende, no Pacaembu. Mas todos se esquecem da arbitragem absurda do Sidrack Marinho, aqui no Maracanã, anulando um gol legítimo do Túlio, que mataria o 1º confronto em 3 a 1. Resumindo, não tínhamos como perder aquele titulo para o santos na época, que, entre outras, tinha tomado 5 gols do vasquinho na Vila e até uma goleada do vitória por 4 a 0, em salvador. No Engenhão, sábado, o clima de nostalgia foi total. Primeiro porque os quase 8.000 alvinegros que foram a nossa casa, mostraram o real amor que sentem pelo Glorioso. A derrota pouco importou. Gratificante foi olhar nos olhos de cada um e ver o brilho da Estrela aceso em cada um deles.

    Sobre o jogo, continuo com poucas palavras, mas pelo menos dessa vez os jogadores se esforçaram e correram mais – não como deveriam – atrás do resultado. Em certos momentos da partida fomos superiores e o resultado, tranqüilamente, poderia ser outro. O perdido do Mário Sérgio não poderia mesmo continuar. Qualquer um sabe o estilo manjado do Luxemburgo. O time dele joga bem, em contrapartida deixa jogar. Resultado? O Técnico entrou com dois laterais três zagueiros e dois cabeças-de-área, honrando suas origens retranqueiras. Um 1º tempo equilibrado com ligeira vantagem nossa, que impusemos pouco o fator mandante.

    No segundo, a bola parada nos desequilibrou. 0 X 1 para os caras. O empate raivoso do Dodô, que devia reencontrar sua alegria de jogar, devolveu a vontade de gritar a todos aqueles que dividiam espaço comigo nas arquibancadas. Mas, Dodô, sem comemorar, sem sorrir, vai ficar difícil voltar a ser o artilheiro dos gols bonitos. A fase é ruim, porém a vontade de brilhar tem que suplantar. No fim, o nosso período de trevas prevaleceu e uma tabela fácil dos santistas fechou o placar. 1 X 2 que não diminuiu a minha vontade de lembrar daquele ano feliz que citei no início. Tanto que, após a partida, me encarreguei de alguns brindes ao nosso grande título. Saúde e vida longa a todos que se orgulham pelo Fogão.

    Bem, e sobre o caso Cuca reitero que a minha intenção não era de despertar toda essa ira dos meus irmãos de camisa. Mantenho minha posição, isso é o que eu penso e se vocês relerem meu texto, verão que não atribui culpa ao técnico referido. Pelo contrário, me coloquei como um dos que defendiam sua permanência, mas tive que indagar a postura de abandono do profissional. Enfim, aos que torcem para o Cuca Técnico de Futebol peço trégua. Porque eu me manterei sempre torcedor apaixonado do Botafogo de Futebol e Regatas.

    Nem preciso dizer que domingo nos veremos contra os portugas lá no Mário Filho. O ano está terminando e a saudade será grande dos jogos Gloriosos. Portanto, vamos ao estádio só para gritar mais um pouco o nosso hino tão vibrante em 2007. Aquele abraço, Zé!

    Não quero saber por onde anda
    Élvis – Um meio-campo mais para rei do passe errado do que rei do rock. Nunca mais volte ao Reino Alvinegro, filhão. Essa ameba só serviu para acabar com o urubu enquanto ainda jogava no santo andré.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time tem a maior torcida da capital do pais - Brasília, muito mais do que os próprios times locais?

  4. 04/10/2007

    Se chover coco ralado,
    cai um coqueiro inteiro na nossa cabeça.



    Fala, Zé! Amar é... Não está mesmo para peixe, irmão. Estamos com aquela nuvenzinha negra, que cisma em não sair, sobre a gente. O time saiu do trilho e parece que não está conseguindo voltar. “Atenção! Câmbio, precisamos de calma. Repetindo: precisamos de calma, câmbio!”. Em meio a toda essa tempestade queremos que os tripulantes da nave Botafogo mantenham a tranqüilidade. Essa é só mais uma turbulência, que tenho a mais convicta certeza, que passará logo ali na frente. E como dizia o velho ditado: é muito melhor dar azar do que dar a Zé. Brincadeiras à parte, muito mais vergonhoso do que essa nossa recente seqüência de tropeços, foi a postura covarde do nosso ex-técnico. Sei que alguns discordarão, mas tenho que expor o que eu acho. Esse é meu compromisso com o espaço.

    O senhor Cuca, que está longe de ser uma sumidade em futebol e tão pouco uma unanimidade no Clube, abandonou o barco ao primeiro sinal de alerta. Para mim, ele rasgou todos os depoimentos de confiança que ele tinha na equipe. Como assim não havia mais como seguir à frente do grupo? Uma derrota, naquelas circunstâncias, foi o suficiente para ele desacreditar no potencial do time que ele não montou, mas enchia a boca pra dizer que armou? Foi uma das poucas vezes no futebol que vi uma situação dessas: todos unidos pela permanência de um técnico e ele remando contra a maré, dizendo que queria se afastar. Nós, torcedores, e até os dirigentes pedindo pela continuidade do trabalho e ele balançando a cabeça. Se acovardou, quis sair como vitima de uma situação adversa. Não se resolve um problema fugindo dele. Como homem e exemplo, num momento de fraqueza de caráter como esse, ele deveria mostrar força e imponência no comando, se mantendo firme com as mão sobre o timão.

    Técnicos bons já tivemos aos montes. E esse senhor acabou pontuando a sua passagem pelo Glorioso como meia-boca. Não pelo fracasso do projeto, que seria natural sem o abandono, mas pela postura duvidosa frente a uma crise evidente. Prefiro exaltar técnicos que realmente mostraram empenho em nos ajudar como Carlos Alberto Torres, que já nos livrou de um rebaixamento, e o nosso grande Autuori, que honrou a camisa escrevendo uma das mais belas páginas de nossa história. Enfim, Cuca é página virada e espero não ouvir mais esse nome nas arquibancadas do Engenhão.

    Pouco tenho a falar sobre o jogo de ontem, em Curitiba. Jogamos como o américa de Natal contra um time pior que o américa de Natal, o atlético paranaense. O estagiário de goleiro, o Alejassandro, o Ruim-nato Silva, o COCOutinho e o Adriano Tristício não têm a menor culpa. Os culpados são os que escalam e seus empresários, que acreditam nos respectivos potenciais. Os 2 X 0 foram o retrato do jogo em que o Fogão esqueceu de jogar. Nada deu certo e nem mesmo os jogadores fizeram por onde acertar. Hoje será assim: sobre o jogo – nada a declarar, sobre a situação – língua solta.

    Mas deixe estar, que sábado, no clássico mais tradicional do Brasil, a gente vai mostrar para o cardume da Baixada que, aqui no Engenhão, peixe morre no fundo da rede. Vamos com tudo para a reabilitação em cima da presa preferida do maior predador da fauna futebolística: o Garrincha. Te vejo no estádio mais moderno da América Latina heim. Abração, Zé!

    Não quero saber por onde anda
    Dida – Um lateral esquerdo que deu um novo significado à demissão por justa causa. Um péssimo profissional que não fez jus a nenhum centavo que recebeu do Glorioso. Fique tranqüilo que a carteira de trabalho desse rapaz nunca mais passará na mesa no nosso RH.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time foi campeão de terra(futebol, basquete, vôlei etc.), céu(aeromodelismo) e mar(remo, natação etc.)?

  5. 01/10/2007

    O carrossel não virou abóbora.



    Fala, Zé! Protestos. São normais. Indignação. É natural. Excessos. Temos que conter. Não podemos ser infantis em achar que, de um dia para o outro, o nosso time passou a ser um dos piores da história. Que num toque de mágica, a nossa paixão - completamente reacendida em 2007 - foi por água a baixo. Tivemos alguns fracassos nesse ano, concordo. Mas não vou assistir de camarote à pichação excessiva de um clube que até a última quinta-feira era um dos melhores do país. Revolta sim. Incoerência não. Realmente a nossa apresentação na Argentina foi desastrosa, mas isso não tira o mérito de uma equipe que trouxe de volta o prazer da família Botafoguense em freqüentar o Mário Filho. Perco a conta das vezes que saí satisfeito do estádio, nesse ano. O Botafogo está em “crise” por que? Porque foi postulante a todos os títulos que disputou esse ano e chegou junto em todos eles. Ganhar ou perder faz parte do futebol. Vamos cobrar e indagar a falta de garra, de empenho naquele jogo. Ponto. Ao contrário de vários outros clubes não estamos em jejum de conquistas. Ou vocês esquecem que ganhamos o Carioca do ano passado. Prefiro brigar pelas primeiras posições e vez ou outra perder, do que estar sempre na luta para não ser o último. Piegas ou não fico com a frase da famosa canção: Se chorei ou se sorri o importante é que emoções eu vivi.

    O time está sem rumo. O jogo de ontem era mais do que previsível. Todos nós estávamos e estamos desequilibrados, os três a zero do goiás, em pleno Maraca, foi o retrato da nossa instabilidade. O momento exige uma reflexão: será que vamos para algum lugar se continuarmos hostilizando o grupo dessa forma? Acho que sim. Vamos mais pra baixo. Não se pode sair de um buraco, por menor que ele seja, cavando. Veja bem: achei o protesto com as calcinhas e as pipocas excelente. Mostrou a inteligência e a revolta que os jogadores merecem. No aeroporto, a humilhação dos atletas foi na dose certa, sem violência. Já na nossa sede, o clima esquentou. Houve descontrole dos dois lados: torcedores e seguranças do clube. Esses últimos também abusaram. Mas enfim, acho que o momento exige mais a calma do Bebeto do que a afobação do Montenegro. E nem por isso eu desmereço o atual esforço do nosso ex-presidente. Prefiro ter um dirigente apaixonado, que peca em uma ou outra declaração mas pelo menos faz muito pelo Clube, do que almofadinhas engravatados que pregam profissionalismo e são pegos em negociatas por escutas telefônicas. Futebol é paixão e está longe de ser comparado a uma empresa, como muitos querem. Você não compra leite porque ama uma determinada marca. Mas você consome Botafogo porque tem um amor inexplicável pela Estrela Solitária.

    Hora de provarmos pro Brasil que o casamento perfeito entre a torcida e o clube só é sólido aqui, em General Severiano. Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, somos Botafoguenses com todo o orgulho. Não temos que apontar nomes e culpados. Temos que trabalhar e não inventar. Se o Mário Sérgio não vai ajudar pelo menos não atrapalha. Temos um fim de ano chegando, a reformulação é evidente. Por enquanto, a única coisa que posso te afirmar é que eu continuo acompanhando o Alvinegro, em qualquer circunstância. Sabe por que? Porque ninguém, ninguém cala esse meu amor. Quer comprovar? Releia esse texto quantas vezes quiser.

    Abração, Zé! E vamos nos reencontrar com a vitória na Arena da Baixada, porque bater em um rubro-negro a gente sabe como poucos.

    Não quero saber por onde anda
    Delani - Um primo defeituoso do Kaká, que chegou ao Fogão em 2004 com fama de goleador. Se o rapaz passou longe de ter fama, você imagina se ele esteve perto de ser goleador. Espero não vê-lo mais nem no Arquivo Confidencial do Faustão com o Kaká.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time deu uma goleada de 6 a 0 no menguinho em pleno aniversário urubulesco, em 1972, com a formação: Cão, Mauro Cruz, Valtencir, Osmar e Marinho Chagas, Nei Conceição e Carlos Roberto, Zequinha, Fischer, Jairzinho e Ademir Vicente (Ferreti)? (detalhe que os gols foram: dois do Fischer, três do Jairzinho e um do Ferreti)

  6. 28/09/2007

    ...



    Fala, Zé! Difícil, muito difícil encontrar palavras para um momento como esse. Calma, respira, nega a vontade de xingar meio mundo. Indignação, falta de hombridade, vergonha, muitas coisas passam pela cabeça. A saída mais fácil seria ficar em cima do muro, só assistindo ao caos e jogando as devidas pedras para esquentar ainda mais a confusão. Confesso que meus sentimentos oscilam entre a vontade de apertar o botão vermelho, detonando grande parte do time, e a intenção de mostrar o quanto é importante a força da torcida, nessa jornada infeliz. Torcer para o Botafogo é isso: é ser sinônimo de emoção. É ter a certeza que essa paixão voluptuosa poderá lhe custar uma ou duas pontes safenas. É sair do estádio jurando que vai passar um bom tempo sem retornar e levar um ou dois dias para marcar a próxima entrada com os amigos na porta do campo. Conosco, calvário e paraíso possuem um limite tênue e, sinceramente, por sermos tão intensos, reservamos o devido espaço para o sobrenatural em nossos corações. Não quero cair no lugar comum, fazer coro aos demais com palavras hostis e rasgar tudo o que acredito até então. Mas também não pense você que vou poupar a incompetência. Vou tentar ser coerente, se é que o amor pela Estrela Solitária me permite.

    Há muito tempo atrás, Shakespeare parecia prever o jogo de ontem ao afirmar: "UM COVARDE MORRE MIL VEZES ANTES DE MORRER". Tivemos ontem uma delegação de covardes, que terminou de escrever uma das poucas tristes páginas da nossa Gloriosa história. A derrota para o River Plate nem de longe seria o bastião da desordem, como muitos pregavam. Mas as circunstâncias que ela se deu, foi lastimável. Prefiro a tristeza de uma simples derrota, do que a vergonha de não ter lutado pela vitória. Boa Vista, Djalma Beltrame, Ana Paula Oliveira, Júlio César, Femproporex, Balada, tudo isso se apequenou diante da incompetência evidente de parcos 20 minutos. Esse foi o tempo final que resumiu um grupo de soberba. Foi inaceitável a postura de pseudo-profissionais que sempre se lançaram na mídia para cobrar comprometimento do clube. Digo isso, porque esses mesmos jogadores são os que dão entrevistas reclamando de salários atrasados, estrutura moderna para trabalhar. E agora? Agora, eles retornaram com um prejuízo moral incomensurável para o nosso pavilhão. Sem falar no prejuízo financeiro, que também se torna mínimo diante dos investimentos e trabalho regresso.

    Batom na cueca. Assim se pode definir o episódio monumental. Não há como explicar o inexplicável. Perder por 4 X 2, para um time em franca decadência, com um jogador a mais é inacreditável. Triste estou por, mesmo com um espaço recente, ter que registrar de alguma forma um acontecido tão vergonhoso. Mas como disse antes, não acho que a nossa derrota seja o definidor de uma tendência, seja o marco de uma reformulação total. “Adeus!” para algumas pessoas será inevitável e mais do que necessário, mas só peço encarecidamente que eles sejam dados a quem lhe são de direito.

    Nem preciso repetir que acima de tudo está a paixão que nos une. Infortúnios e glórias são recorrentes em todo relacionamento que envolve sentimento. E tenham a certeza que a busca pela próxima vitória é o que nos leva juntos a olhar pra frente e enxergar um novo caminho de felicidade. Que venha o goiás, Zé! Abraço e bola pra frente meu Glorioso.

    Não quero saber por onde anda
    Tony – Um zagueiro canadense que veio com pompas de jogador de seleção e na verdade ele devia fazer parte da seleção para-olímpica do Canadá. Dava pena ver a lentidão desse cone. Se o Fogão excursionar por lá, espero que nem passe perto da nossa delegação. Não volte, rapaz.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time tão tradicional é resultado da fusão de dois clubes com o mesmo nome: o Club de Regatas Botafogo, que foi fundado no dia 1º de Julho de 1894, e o Botafogo Football Club, fundado em meados de 1904?

  7. 26/09/2007

    Já que ninguém cala, pode soltar o verbo.



    Fala, Zé! Hora e vez de você meter a mão nesse nosso espaço aqui. Acompanhar o Botafogo com todo esse amor, nos capacita a dizer o que vale e o que não vale a pena no Clube. Afinal, o que a arquibancada proporciona livro nenhum tem maestria para contar. Então, gostaria muito de ver a sua contribuição. O lance é o seguinte: vou dar a voz à galera para preencher os espaços cativos do Blog. Quero ouvir o que cada um dos Botafoguenses têm a acrescentar nas seções “Não quero saber por onde anda” e “Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.

    Pode ir colocando a memória pra funcionar e relembre aí aquele perna-de-pau que a gente espera não encontrar nunca mais. Pode ir pesquisando aquele privilégio que só nós podemos encher a boca para declamar. Eu, Zé Fogareiro, vou ficar extremamente honrado em ter do meu lado as mesmas vozes que me emocionam, gritando o hino mais cantado do Brasil.

    Zé, o espaço sempre foi seu, mas agora ele será ainda mais importante com a sua participação direta. Então diga lá: Que jogador não deve vestir nunca mais o Manto Glorioso? E, por que ser Botafoguense é uma exclusividade maravilhosa?

  8. 24/09/2007

    Dia não.



    Fala, Zé! Eita nós. O domingo de ontem me fez acreditar naquele papo de que existe dia sim e dia não. Na última quarta-feira, vivemos um baita dia sim, com uma festa linda, empolgante. E ontem, foi exatamente o revés. NÃO marcamos nada. NÃO criamos nada. Enfim, NÃO jogamos bodega nenhuma. O time estava irreconhecível. Tá certo que o gol logo no inicinho desestabilizou os jogadores. Mas um plantel respeitado como o Alvinegro não pode entrar em campo disperso dessa forma. Os tricolores nem precisaram arranhar o esmalte da unha para ganhar da gente. I-NA-CEI-TÁ-VEL. Infelizmente tivemos o nosso dia não. Acredito que essa derrota veio no momento certo, pois entramos em uma semana decisiva. Tem certas horas que baixar um pouco a confiança é essencial. Assim acreditamos que vamos chegar na Argentina mordendo o cotovelo, jogando pelo prato de comida das crianças em casa.

    Realmente fica difícil explicar a nossa ausência nesse clássico, até porque uma partida assim tem que ser levada a sério. Ficou impossível apontar uma atuação ruim isoladamente, o grupo não foi bem. Mas repito, isso não pode rasgar o nosso bom ano. Isso aqui não é o corinthians. Imprensa nenhuma vai decretar crise e duelo de egos em um clube que prima pelo respeito e clareza de trabalho. Coerência é o que temos. Um ou outro deslize, é claro. Mas as apostas têm sido sempre positivas. Mas, gostando vocês ou não, eu vou fazer algumas críticas sim. Até porque um dia a gente ganha e no outro a gente aprende.

    Se o senhor Cuca confia tanto no Coutinho e no Renato Silva, porque ele não pede para os dois levarem a esposa dele ao teatro ou ao cinema? Tudo, menos confiar as camisas que foram de grandes craques a esses rapazes. Em pouco tempo, essas duas malas já mostraram que disputar o Cariocão pelo Olaria, no ano que vem, é uma ótima conseqüência de trabalho. Nem precisa ir longe. Basta ler meus textos aqui e conferir que eu nunca tive a oportunidade de exaltar uma partida dessas figuras. Mas não pense você que os dois foram as portas da derrota de ontem. O Leandro Guerreiro, o Joílson e o Lúcio Flávio também não jogaram absolutamente nada. Mas esses aí, têm um crédito pra lá de positivo na casa, com uma trajetória que nos deu gosto ver. Tirar o Joílson e o Reinaldo no intervalo é jogar para a torcida, Cuca. O time estava um caos realmente, mas quem conhece o elenco do Fogão sabe que: ruim com eles, pior sem eles. Acho que deveriam haver mudanças sim, mas elas se faziam necessárias mais na parte tática do que em material humano.

    O “zero a dois” do fluzinho foi ruim e fez o Fantástico parecer uma Tela Quente. Foi um domingo com cara de segunda-feira. Mas tem problema não, porque a nossa próxima quinta-feira terá toda a pinta de sábado. Te convoco para ir até um bar, boate, clube, o que quiser. O importante é sair de casa embalado pelo Manto Glorioso e bradar aos quatro cantos a emoção de disputar um campeonato mata-mata importante. Vamos ficar colados na TV, torcendo por um grupo que merece toda a nossa confiança. Até porque o clube já fez por merecer o nosso amor desde a sua fundação. De bom também fica a certeza que a turminha do contra vai estar se enganado, vendo um filminho bobo no sofá de casa.

    Pode desapertar esse coração, Zé. E olhar pra frente com orgulho, porque o time depende da nossa torcida e a gente depende dessa Estrela, que se mantém intacta e cada vez mais brilhante. Nos vemos de frente pra TV, Zé. Mas com a paixão monumental lá do outro lado da fronteira. Abraço.

    Não quero saber por onde anda
    Bill – Um lateral-esquerdo com nome de americano. Bem que ele podia passar a jogar o futebol dos yankees lá, pelo menos quem ia apanhar era ele e não nós, que sofremos tendo que vê-lo em campo. Esqueça o Botafogo, rapaz. Porque estamos querendo te esquecer.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time foi o berço do “Furacão da Copa” – o Jairzinho (que não tremeu com a responsabilidade de ser o sucessor do eterno Garrincha), com 404 partidas e 189 gols?

  9. 21/09/2007

    Esquentando os tamborins.



    Fala, Zé! Domingo, vamos encarar o fluzinho novamente. Quem acha que esse clássico é chamado de vovô para assistir em casa, relaxadão em uma cadeira reclinável, está redondamente enganado. Vamos invadir o Maracanã, galera Alvinegra. E você já sabe que aquecer um jogão é com a gente mesmo. Então vale a pena ouvir esse bate-papo que eu tive com o Blogueiro lá das Laranjeiras. Já que domingo é dia de parque, estou convidando os tricoletes para darem uma voltinha no nosso carrossel. E vamos que vamos, porque “Domingo, eu vou ao Maracanã. Vou torcer pro time que sou fã. Vou le...” Ah! Daí pra lá você conhece.

    Tá esperando o que, Zé? Clique aqui e ouça agora.

    Um brinde ao domingo de festa que teremos juntos. Saudações Alvinegras, Zé!

  10. 20/09/2007

    Ô de casa!



    Fala, Zé! Ontem, eu e outras 39.499 pessoas tivemos o privilégio de presenciar mais uma daquelas grandes festas de inauguração. Sabe aquela recepçãozinha que as pessoas fazem quando compram um apartamento ou uma casa nova? Então, multiplica por 40.000 e calcula mais o menos o tamanho da festa maravilhosa que o Botafogo de Futebol e Regatas fez para a sua história. Não foi apenas a abertura de um novo reduto, foi o início de uma Era, que nos dará ainda mais orgulho e satisfação. Enfim, o Engenhão - que tem estrutura e beleza que justificam o seu superlativo - pode fazer a sua rima perfeita com o nosso Fogão. O estádio é referência e tenho certeza que já está abençoado pelos grandes Deuses que vestiram o Manto Glorioso. E a torcida? Ah, essa é diferente de tudo e ali dentro se torna a brasa que alimenta o calor do Caldeirão. A grandeza de um clube se faz presente nesses momentos, em que passado e presente se encontram para abrir caminho a um futuro ainda mais empolgante. Mais uma vez, só tenho a agradecer ao Botafogo.

    A noite de ontem me emocionou realmente por ver uma gente apaixonada e unida única e exclusivamente por um escudo. Os jogadores pareciam estar entendendo a importância da data e entraram no jogo para morder. No primeiro tempo, o carrossel voltou a encantar para dar as boas-vindas ao novo solo Alvinegro. O Zé Roberto estava inspirado e foi logo partindo pra cima dos hermanos (Pera aí, né! Já chega de chamar argentino de hermano). O Showílson mostrou que tango é com ele mesmo e deu um baile nos pobres maricóns. O tempo ia passando, a jogadas iam acontecendo, a torcida não parava de chegar e a gente sabia que a vitória era questão de tempo. Tanto que no finzinho, o Showílson fez um gol daqueles que faz a gente gritar um palavrão sem medo. Não preciso repetir, mas com certeza você deve ter compartilhado esse sentimento comigo. Lá de fora ele encobriu o goleirinho da versão feminina do vasco. 1 X 0 formoso. Com estilo.

    O intervalo foi alegre. Nem a dificuldade para conseguir uma cerveja diminuiu o entusiasmo com o time. O sorriso era mais do que recorrente nos rostos gloriosos. A equipe voltou um pouco dispersa e eles até equilibraram o jogo na marcação. A promessa de que eles também tinham um artilheiro de gols bonitos, logo logo se acusou como mentira. Administramos o jogo até o final e ainda deixamos de marcar uma boa chance. O nosso bom e velho Zé saiu cansado do jogo e de perder gols. A vantagem é boa sim. Principalmente pelo fato de não termos levado gol dentro de casa. Mas espere aí: que regulamento debaixo do braço que nada, nós vamos jogar é com a bola no pé. É assim que a gente ganhou de volta o nosso prestígio. E lá eles vão entender porque o Fogão é um dos melhores times do país.

    E domingo será a vez dos tricoletes, no nosso salão de festas. Fica combinado assim: a gente vai morar no Engenhão e usar o Maracanã como nosso grande Espaço Gourmet. Lá a gente vai receber aqueles convidados que nos dão uma alegria maior, como os das Laranjeiras, por exemplo. Acho até que eles estão com uma baita inveja, afinal não tiveram cacife suficiente para tirar da gente um estádio que já nasceu com destino certo. Aliás, você há de convir que dor de cotovelo e chilique coisas típicas do pó-de-arroz, que tem adereço afeminado até no apelido. Brincadeiras e provocações à parte, espero que as duas torcidas vão em paz ao estádio e curtam juntas as novidades de mais um grande espetáculo. Com vitória Alvinegra, é claro. Te vejo no Belini, Zé. Abraço.

    Não quero saber por onde anda
    Zada – Nossa. Esse aí foi um dos maiores enganadores que já vestiram o manto Glorioso. Um meio-campo marrento que botava banca de galã de novela, mas tinha futebol de vilão de desenho animado. Triste realidade dizer que esse distinto jogou no Fogão. Até nunca mais!

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time tem um tradutor de sua história tão apaixonado como o Roberto Porto, que por sinal estará autografando seu livro "Botafogo - 101 Anos de Histórias, Mitos e Superstições", no sábado (dia 21), à tarde, lá na Bienal do Livro?

João Roberto é um niteroiense de 27 anos. Redator publicitário, apaixonado pela Estrela Solitária. Desde que o Mauro Galvão ergueu a sua primeira taça, lá em 89, ele se tornou um freqüentador assíduo das partidas do Glorioso. Um gordinho que nasceu com as veias alvinegras, mas que mesmo assim não cansa nunca de agradecer a seus pais por terem o feito feliz assim: BOTAFOGUENSE.

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