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Vanderlei Luxemburgo

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  1. 24/12/2007

    Bararandandandandan
    Bararandandandandan



    Fala, Zé! Com direito a musiquinha e tudo. É assim que eu vou começar esse nosso contato natalino. 24 de dezembro. Eeeeeita data feliz! Uma data bastante aguardada, que faz jus a cada gesto de carinho. Desde um sincero abraço à um simples desejar de “Feliz Natal”, tudo tem mais significado nesse dia. Aliás, o dia do Natal é igualzinho a uma gloriosa vitória sobre o urubu: é sempre mais gostoso. E vamos concordar, taí o único dia do ano que é possível abraçar um flamenguista e por muito já lhe desejar alguma coisa positiva. Bem, brincadeiras à parte, queria deixar umas palavrinhas boas para você hoje, Zé. Tudo bem, eu sei que você já deve ter recebido zilhões de mensagens e powerpoints daqueles no estilo “forward”. Mas acho que eu consigo, mesmo que rapidinho, registrar aqui a minha esperança para que todos, sem distinção, possam ter um dia de Natal recheado de felicidade.

    Pense bem. Presentes caros, lembrancinhas, reencontros, ceias, banquetes, tudo isso é realmente muito bacana no Natal. Mas garanto que todas essas palavras perdem completamente o sentido se não vierem precedidas por uma outra chamada SAÚDE. Esse, meu amigo, é o melhor presente que o bom velhinho pode nos dar. O único presente que nos permite dar todos os outros. Portanto, não se esqueça de abraçar quem você ama, de olhar nos olhos dos seus mais chegados e soltar um “eu te amo” sem medo. E, principalmente, de agradecer ao cara lá de cima por estar junto com todos eles nesse momento. “Hiii... mas que papo careta esse do Zé Fogareiro” – é o que você deve estar pensando – é verdade, mas acho que hoje é o dia para isso. Ainda mais no meio do futebol, onde se passa o ano inteiro com os nervos à flor da pele e se esquece, muitas vezes, de apenas sorrir para uma adversidade. Um meio que não se esforça nem um pouco para substituir a expressão “torcida inimiga” pela “adversário que vai beber um chope comigo depois do jogo”.

    Enquanto eu escrevo esse texto, uma pergunta insiste em não me deixar terminar. Ah, quer saber? Eu resolvi usá-la: Como deve estar sendo o Natal das famílias daqueles torcedores do bahia que nos deixaram tragicamente nesse ano? Não só dessas famílias, mas de todas as outras que perderam seus entes queridos em um evento de futebol? Triste, com certeza. Mas eu queria muito que essa tristeza fosse passageira e logo tomada por uma lembrança boa. É... Aquela tristeza decorrente apenas da recente ausência que é facilmente atropelada por uma foto alegre e uma história engraçada. Pois tenho certeza que essas pessoas estão bem melhores do que nós e quem sabe estão até nos ajudando ou nos protegendo em uma situação difícil. As lembranças são sempre bem-vindas e com elas eu gostaria que viesse de carona um conforto para todos os corações que carregam a saudade.

    Enfim, é hora de dar um suspiro profundo, um sorriso brilhante e um brinde. Um brinde a mais um Natal. Para nós, que estamos juntos pela primeira vez, esse é um Natal diferente. Afinal, nos conhecemos esse ano e semanalmente dividimos fortes emoções por aqui. Que o papai Noel traga uma bela confraternização para sua família, vestido de preto e branco, é óbvio. Porque em casa de Botafoguense a única pessoa que pode entrar de vermelho é o bombeiro, mesmo assim, só quando a casa estiver tomada pelo Fogo. Bem, vamos deixar de lado essa piadinha infame e voltar ao nosso desfecho. Portanto, proponho um brinde. Um brinde ao nosso Glorioso, à nossa família Alvinegra e – É CLARO – à nossa saúde. Feliz Natal, Zé!

    Não quero saber por onde anda
    A tristeza – Uma porcaria de sensação que não pode jamais povoar os corações Alvinegros. E além do mais, é Natal. E que todos os sentimentos positivos inundem a sua casa, Zé!

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time vai fazer milhões de olhos brilharem quando abrirem seus presentes do velho Noel e se depararem com um belíssimo manto glorioso?

  2. 10/12/2007

    2007?



    Fala ou não fala, Zé? Será que eu consigo resumir o ano somente com perguntas? Por que não tentar? Por que a maioria das indagações que assolaram o Clube em 2007 são inexplicáveis? Por que o Lúcio Flávio começou o ano na reserva do senhor Cuca? O que aconteceu com o time naquele fatídico jogo contra o boa vista? Por que o Júlio Chester fez aquele pênalti infantil contra o menguinho na primeira final do carioca? Como assim, o Max é goleiro e não sabe sair do gol? Por que o time se contentou em jogar bonito e não levantar aquele caneco? Será que um grupo de futebol apenas vistoso fica guardado na sala de troféus? Qual é a espécie do ser Djalma Beltrame? De que planeta veio o Moutinho? Quem deixou o Max mamar tanto tempo na folha salarial do Botafogo? O que deu na cabeça do Lelé da Cuca para aprovar a chegada do jamaicano Renato Silva? Por que o galo mineiro treme contra a gente em alguma disputa valendo taça? Por que o time, que estava embalado, teve aquele apagão lá em Florianópolis na semifinal da Copa do Brasil? Quem foi o irresponsável que credenciou a Ana Paula de Oliveira no quadro de arbitragem da CBF? Pior, quem escalou ela para aquele jogo contra o figayrense? Por que ela não esqueceu de nascer?

    Por que ninguém consegue calar a torcida mais apaixonada do Brasil? Por que os jogos do Fogão não davam menos de 20 mil pagantes? Quem achou que o Fogão levaria o gol mil? Quem disse para o Júlio Chester que ele era goleiro? Por que aquele espermatozóide perdido encontrou o óvulo, gerando esse infeliz? Seria ou não seria excelente amassar as flores das laranjeiras na final da Copa do Brasil? Quem foi o abençoado que dispensou o Iran? Por que o Thiago Marin não foi flagrado bêbado em alguma micareta? Por que o corinthians conseguiu fugir do confronto contra o Carrossel Alvinegro antes do Pan? Como foi tim-tim por tim-tim a história do doping? Que fim levou o lacre da Farmácia? Quem estendeu um microfone para a encrenqueira da mulher do jogador envolvido? Por que o meio-campo cachaceiro não bebe em casa e fica vendo Zorra Total? Ele sai mais porque é feio, ou é feio porque sai mais? Por que o time não se esforçou para liquidar a fatura no 1º tempo daquela final do campeonato brasileiro contra o são paulo? Por que o Túlio foi fazer – com razão – aquilo contra o carniceiro do Leandro? Quem é o empresário do Coutinho e do Alberoni? Por que ele tem tanta moral no Clube? Por que o Alessandro não sofreu nenhuma contusão grave durante toda a temporada? Quem é Athirson? Por que o Reinaldo não pegou o vôo errado vindo da Turquia e pousou em Santiago?

    Cadê o dinheiro da venda do André Lima? Melhor: por que se desfizeram do nosso grande símbolo? Onde está o suporte do superpatrocínio Liquigás, anunciado como terceiro melhor contrato do país, perdendo apenas para a Samsung (corinthians) e Petrobras (flamengo)? O que aconteceu realmente lá na Argentina contra o River? Quem amarelou e pediu pra sair de campo? Quais são os jogadores que trocaram a calcinha no intervalo? Por que o Montenegro não ficou quieto e deixou para botar a boca no trombone agora, na hora de mandar uma penca ir embora? Por que o Cuca abandonou o barco e depois se arrependeu? Por que abriram as pernas para ele? O que foi aquele jogo contra o goiás no Maracanã logo depois de tudo isso? Por que ninguém fala que o grupo fez por onde não se classificar para a Libertadores? Por que a diretoria aplaude jogadores que fazem o Botafogo de trampolim? Como são assinados esses contratos? Por que cozinharam a torcida no “fica ou não fica” do Juninho? Por que o são paulo leva os nossos com qualquer dois tostões? Por que o Bebeto se exalta quando é indagado sobre problemas internos? Quem é MFD? Por que a torcida tem que estender tapete vermelho para quem empresta dinheiro para o clube? Você acredita que alguém faz filantropia com milhões de dólares?

    Por que 2007 não acaba logo? Por que a nossa vontade e orgulho de beijar essa estrela maravilhosa só aumenta? Você me manda um abraço ou eu te mando, Zé?

    Não quero saber por onde anda
    Coloco os chupa-sangue mais recentes desse ano ou continuo listando as antigas babas?

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time vai continuar sendo a nossa paixão em 2008, 2009, 2010, 2056, 2087?

  3. 04/12/2007

    Fecham-se as cortinas do espetáculo.



    Fala, Zé! Marmanjos e marmanjas de plantão: palmas. Eu disse palmas para a torcida do Botafogo de Futebol e Regatas. Essa sim merece um brinde caloroso de todos nós. Em 2007, ela sai de campo como a grande vencedora, em General Severiano. Uma torcida que resgatou sua paixão. Os mais calados, gritaram com vontade. Os mais felizes, se esbaldaram. Os comedidos, tiveram força para uma simples discussão de bar. Os apaixonados, se abraçaram emocionados. Uma torcida que em meio a tantos fracassos e sucessos se orgulhou de gritar que ninguém jamais calará o nosso amor pelo Clube. E ainda ganhou um palco digno de sua grandeza: o Engenhão. Esse sim é o nosso grande triunfo do ano. Aliás, aproveito aqui para agradecer aos torcedores das outras equipes cariocas: que pagaram todos os seus impostos direitinho e nos deram de presente o estádio mais moderno da América Latina. Obrigado.

    Tudo bem, o ano poderia ter sido bem melhor. Mas concorde comigo, antes uma temporada cheia de disputas e emoção, do que uma passagem morna, como a de um clube de imigrantes bem próximo da gente, por exemplo. Pode parecer brega mas a célebre frase do mancônico Roberto Carlos serve para traduzir o nosso ano: “Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi”.

    O jogo contra o figayrense realmente foi o retrato de 2007 para esses jogadores: não ganharam nada por pura falta de vontade. E também nem perderam, por sinal. Para eles, foi o ano do empate. Em campo, víamos um grupo com a cabeça no dia 25 de dezembro. Triste ilusão a minha, a cada lance do Alessandro, do Renato Silva e do Coutinho eu esperava que o Heber Roberto Lopes os expulsasse. Mas não para tira-los do jogo apenas, eu queria que o juiz os expulsasse do Botafogo de uma vez. Logo na chegada do estádio, me deparo com algo comparável ao Papai Noel: o Lúcio Flávio perdendo pênalti. Não dá para acreditar. O maestro deu uma desafinada que não lhe é de costume. Incluindo isso, o primeiro tempo foi chato. No 2º, a coisa deu pinta que melhoraria. O melhor zagueiro do campeonato abriu o placar como ele gosta, de falta. Chilepe no cantinho do gol e comemoração com vontade. Mas aí, a maior assombração de 2007, o gol, voltou a nos assustar. Falha do goleiro e pronto, estava decretado mais um empate. Pra mim, valeu. Fui ao nosso estádio rever todos os amigos – irmãos de camisa – pela última vez no ano, brindar os bons e maus momentos e de quebra ainda vi o surgimento de uma nova torcida desorganizada. Mas isso é papo para o ano que vem.

    Ontem, eu estive lá na entrega do prêmio da CBF. Foi uma festa bacana, cheia de “craques” e celebridades. O ponto alto foi a homenagem ao nosso grande Nilton Santos. Lenda viva que jamais ficará esquecida em qualquer parte do mundo onde se fala a língua futebol. Força, Nilton! Ainda precisamos muito de você com a gente. Mas a maior ausência para mim foi o Dodô. Levei um presentinho especial, dentro do paletó, para entregar pessoalmente para o Artilheiro-barbie da Estrela. Mas não tem problema não, Dodô. Ainda vamos nos encontrar para eu te entregar a sua calcinha. Vai ser um presentão, ainda mais se você for para as Laranjeiras, lugar ideal para usa-la.

    Zé, ainda não é uma despedida entre a gente, mas sim o início de todos os agradecimentos que devo a você, que descordou, se emputeceu, sorriu, aplaudiu, me xingou, me elogiou, chorou com o nosso time, vibrou com os nosso jogadores, enfim, a você que é torcedor e faz desse, o cantinho apaixonado mais Botafoguense desse site. Valeu, valeu mesmo. Foi um orgulho conquistar esse espaço e a sua leitura. Obrigado. E vamos com tudo para 2008. Juntos. Abração, Zé!

    Não quero saber por onde anda
    Wagner – Um cabeça-de-bagre... ops, desculpa... cabeça-de-área que veio do menguinho. Um rapaz, coitado, que não consegui nem cumprir ordens. Deixava qualquer técnico careca. Que tenha sumido do mapa. O do Rio de Janeiro, pelo menos.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time teve o mascote “Cri-Cri” criado pelo genial Henfil, no final da década de 60 (detalhe que o mascote tinha esse nome pois o torcedor alvinegro sempre teve o privilégio de conseguir irritar os adversários por sua superioridade clubesca)?

  4. 26/11/2007

    O jogo dos sete erros.



    Fala, Zé! O próprio Cuca declarou: essas últimas partidas são testes para o próximo ano. Como assim testes? Estamos no final da temporada – repare bem, FINAL – e só agora ele quer testar a capacidade de gente que já trabalha com ele há tempos? Faça-me o favor, senhor Cuca. Até quem vê um ou outro jogo do Botafogo separa o descartável do que ainda dá para aproveitar. Essa provação está mais para passatempo bobo de jornal, do que uma avaliação minuciosa do potencial de quem está por lá. É por isso que eu resolvi ver a partida de ontem, contra o São Paulo, como se estivesse brincando em um simples jogo dos 7 erros. Sei que você deve ter encontrado setenta e sete, mas eu vou expor aqui os sete que eu achei. Merecem o registro. E com destaque:

    1 – O primeiro deles é o mais gritante: a entrega da taça. Em condições normais, sem todos os problemas fora do campo que nos assolaram (dodoping, meio-campo cachaceiro, STJD caçando o time, a venda do símbolo), era para a festa de ontem ter sido feita - com muito mais brilho, pois paulista não freqüenta estádio - no Engenhão. Somente na bola que jogávamos, esse título era nosso.

    2 – Renato Silva. Esse não é um erro de escalação ou de contratação. É um erro genético. Uma aberração da natureza que alguém pegou para criar e ainda colocou pra jogar futebol. Me impressiona ver uma entrevista dele e notar que consegue respirar e ainda falar ao mesmo tempo. Grande evolução para um cone de trânsito que anda. É mais fácil achar cabelo em sapo do que achar neurônio na cabeça dele.

    3 – Alessandro. O Botafogo deveria descontar no imposto de renda todos os salários que já pagou para esse indivíduo. Dar emprego para uma ameba como essa é uma forma de inclusão social, é praticamente uma filantropia. E o pior: ele é abusado demais, pois já declarou que quer continuar no Fogão. Por favor, pelo amor de Deus, por caridade, dê a mão pro Thiago Marin e vá embora.

    4 – O Reinaldo titular. Olha só, notem que até agora não inclui o Reinaldo em nenhuma lista de dispensa que fiz. É pelo seguinte: ele é um atacante de fase e na outra passagem que teve no Glorioso, se destacou bastante. Por isso, acho que vale acreditarmos um pouco nele e deixarmos curtir um banco em 2008. É um bom reserva. Pelo menos entra e se esforça. Mas titular não, heim treinador!

    5 – As substituições do Cuca. Se ele mesmo disse que está fazendo testes e no segundo tempo a gente voltou tão mal, por que não colocou alguém que merece ser visto com mais tempo? Colocou o Adriano Tristíssimo aos 41 (desse já vimos o bastante) e o Magno (que todo mundo quer ver melhor) aos 45. É brincadeira.

    6 – O Marquinho na lateral esquerda. Galera, todo mundo sabe que a melhor posição para ele é mesmo o meio-campo, só que o meio-campo do olaria. Pegue suas coisas e pé na estrada, rapaz.

    7 – E por último, todos os jornalistas que declararam, antes do jogo, que o Fogão ia entrar em campo desfalcado de meio time. Esses canalhas que abandonaram o Botafogo muito antes de deixarem o Clube, não merecem mais a lembrança. Sequer a citação de seus nomes. Página virada.

    É isso, Zé. Jogamos com vontade na primeira etapa, deu gosto ver os dois a zero fácil, fácil. Melhor foi ver o marrento do Rogério Ceni buscando dois balaios na tarrafa. Mas no complemento do jogo, deu raiva ver o Alessandro plantado na área, sem pular um centímetro sequer para acompanhar a marcação. Demos o empate de bandeja. Vida que segue. Continuo contando contigo na campanha “Volta, Dodô!”, que agora tem o slogan: “Só pra buscar quem você não levou”. Vamos levar cartazes e faixas para a nossa festa de fim de ano, domingo. Te vejo por lá. Aquele abraço, Zé!

    Não quero saber por onde anda
    Carlos Germano - Goleirinho do timinho do Eurico. Se agora estamos mal no gol, lembrem que já estivemos muito pior. Bolas fáceis – deixou entrar várias. Saudade – não deixou nenhuma.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time é um dos maiores colaboradores para a Copa do Mundo de 2014, administrando um dos principais palcos do evento – o Engenhão?

  5. 21/11/2007

    A melhor contratação para 2008
    chama-se rescisão de contrato.



    Fala, Zé! Estão falando muito da saída dos que já se foram. Chega! Se vão jogar em A ou C fo... foram-se. Eles para mim já são uma página virada na nossa história. E detalhe, uma história que não teremos a menor vontade de propagar em saudosos papos de futebol. Vontade mesmo, temos de rasga-la. Até o estagiário de goleiro está tentando aparecer mais do que as cagadas que ele fez nesse fatídico ano. Ele está provando e comprovando que consegue fazer merda em qualquer esfera que atue. Se a ordem para os nossos zagueiros era não recuar para o Júlio Chester, a ordem é a mesma para os nossos advogados. Queremos ir pra cima desse filhinho de papai e abreviar ainda mais a carreira enganadora desse empinadinho. Se ele pode entrar na justiça contra meu clube por falta de pagamento, eu posso entrar na justiça contra ele por roubo de taças. Vou perguntar ao meu advogado se isso é possível. Em homicídios dolosos ou culposos eu não sei, mas ele matou todas as nossas chances de ganhar o Carioca da mulambada e a Copa do Brasil do florminense.

    Bem, quero atentar que todo esse burburinho só está servindo de cortina para encobrir uma pauta que merece todo o nosso esforço: a prorrogação dos contratos do Renato Silva, do Alessandro, do Max, do Alberoni, do Thiago Marin, do Marcos Leandro e do Coutinho. Até agora, ninguém falou da dispensa desses brincalhões, que não deveriam nem pegar os pertences lá em General Severiano, já que eles não recebem o pagamento, eles assaltam os cofres do Clube. Tem mais gente para entrar nessa lista aí – eu sei – mas para não perder o foco, vamos concentrar esforços nesses nomes e só descansar com um desfecho: o “adeus” definitivo para as figuras referidas. Todo dia procuro a notícia dessas rescisões aí e nada. Mais do que saber contratar, temos que saber expulsar. Tem muita gente nesse grupo atual que não merece defender o nosso brilhante preto e branco. Em um processo natural, alguns sem caráter já pularam do barco. Mas aconteceu o que eu temia: eles esqueceram de dar a mão para outros que têm a mesma postura.

    Então, agora eu lanço uma campanha e gostaria muito que você me ajudasse a difundi-la. É a campanha “Volta Dodô!”. Volta pra buscar o Renato Silva, o Alessandro, o Max, o Alberoni, o Thiago Marin, o Marcos Leandro e o Coutinho. Quero muito ver vocês todos juntos em alguma ponte que partiu lá nos cafundós de Judas. Por favor, Dodô. Se você fizer esse resgate, garanto que a sua imagem ficará um pouco melhor no Clube e talvez essa seja a forma mais fácil de você nos ajudar em algum título.

    Volto a engrossar o coro que a nossa última festa no Engenhão será maravilhosa. O jogo contra o figueirense é da torcida, que merece o brinde derradeiro. Esqueçamos os jogadores que vão entrar em campo e lembremos que iremos lá abençoar o final de ano de um Clube Majestoso por origem e Glorioso por história. Quero muito te encontrar por lá, Zé. Antes vamos dar uma passadinha no Morumbi e colocar água no chopis-paulistano. Aquele abraço, Zé!

    Não quero saber por onde anda
    Arthur "Pai D'égua" – Zagueiro Medonho. O único que eu vi que impedia o gol do adversário, quase marcando o dele: contra. Tempos difíceis aqueles. Com certeza, foi ele que ensinou o Renato Silva a jogar bola. Por favor: fechem a escolinha desse indivíduo.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time ganhou um hino novo em 2007 que, de tão falado, deu origem a essa tendência de gritos de torcida sem palavrão?

  6. 12/11/2007

    Futebol = Diferente



    Fala, Zé! Realmente, no mundo, não há nada como o futebol. Posso até ser repetitivo aqui. Com certeza, vários outros já dissertaram - melhor do que eu - sobre isso. Mas a situação do Fogão, hoje, pede que lembremos um pouco do assunto. Muitos gostam de comparar o futebol com diversas atividades da sociedade. Eu mesmo já me peguei fazendo isso. Em forma pode até ser, mas em essência fica bastante complicado. Vou explicar porque. Assim como você nunca viu uma multidão vibrando com uma decisão de um conselho administrativo numa empresa multinacional, você nunca vai ver alguém comprando uma camisa oficial de um clube só para se proteger do frio. O consumo do futebol é totalmente diferente. É carregado emocionalmente. Aliás, que outra atividade tem a paixão e o capitalismo tão acentuados e com limites tão próximos? É um pouco simples na definição, mas extremamente confuso na prática. O que difere o futebol de tudo é a palavra PAIXÃO.

    Mas, Fogareiro, qual é o seu intuito com esse papo todo mercadológico? A minha intenção, Zé, é mostrar que, quando vaiamos a postura do Dodô e do Zé Roberto, não significa que queremos sempre jogadores identificados com o Clube, que juram uma paixão desde a infância (quando isso acontece realmente é bom), que beijam o escudo apenas para as fotos de jornais no dia da apresentação. Significa que queremos profissionais que entendam e, principalmente, RESPEITEM essa característica diferente do futebol: a emoção. Um jogador tem que saber das responsabilidades profissionais e sociais que lhe competem. Devem entender que, com projeção e importância no meio futebolístico, até mesmo um simples gesto na comemoração do gol, interfere na formação de uma criança, por exemplo.

    Não exigimos que esses dois citados tivessem se apaixonado, assim como nós, pelo lado mais charmoso da Zona Sul carioca: General Severiano. Mas devemos sempre cobrar uma postura no mínimo de reverência a uma instituição zilhões de vezes maior do que eles e que proporciona as melhores oportunidades para os mesmos. Todo mundo sabe que um representante único e insubstituível como o Nilton Santos não surgirá novamente. Ele é nosso guia em todas as esferas. Se é que a Estrela tem esferas. É utopia achar que jogador entra em campo, hoje em dia, por amor. Mas o atleta deve ter em mente que joga pelo bem-estar de uma multidão. Ele precisa saber que muita gente deixa de comprar um ou outro item da cesta básica, para poder acompanhar seu Clube do coração. Enfim, devemos vaiar sim. Sem violência, é claro, porque isso não leva ninguém a lugar nenhum, mas devemos exigir – acima de tudo – o respeito que a Estrela Solitária sempre impõe.

    Sobre a partida contra o paraná, mais uma vez, tenho pouco a acrescentar. O 1º tempo foi tal qual esse nosso fim de ano: morníssimo. Sem nada demais. Na segunda etapa o time acordou e o artilheiro da ingratidão abriu o placar. O Zagueiro da vontade multiplicou o nosso querer pela sua permanência e ampliou a diferença. O golzinho dos caras não diminuiu a nossa alegria na arquibancada. E o maestro, que joga mais do que fala, colocou número final na nossa contagem. Os paranaenses ainda fizeram outro, mas a imagem Botafoguense que fica é de um time que jogou quando quis. Uma pena, porque o potencial do grupo era evidente, mas as vontades individuais visivelmente discutíveis.

    Fica aqui o convite para fazermos, no Engenhão (o nosso melhor título esse ano - merece a comemoração), uma grande festa de fim de ano, onde a principal atração não será o conteúdo das 4 linhas, mas sim o recheio das cadeiras azuis do estádio mais moderno da América Latina. Seria lindo ver todos se confraternizando pelo ano de 2007, se abraçando e desejando Feliz Natal pessoalmente. Ah! E depois até torcendo um pouquinho também, porque ninguém é de ferro. Antes disso vamos carimbar a faixa da porção rosa de Sampa, lá no Morumbi. Abração, Zé!

    Não quero saber por onde anda
    Tico Mineiro – Atacante de vasta cabeleira e pouquíssimo futebol. Ele era um frango em cima de um monte de bosta: quanto mais ele ciscava, mais merda saía. Que tenha sido abatido do futebol para sempre.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time tem a sua camisa definida como MANTO GLORIOSO?

  7. 05/11/2007

    Piuíííííí! Piuíííííí!



    Fala, Zé! E aí? Escutou o apito? Poi zé. Estamos todos ávidos pela saída da esperada barca do Fogão 2007. E olha que tem muita gente na tripulação que já está de malas prontas. Enquanto isso, a nossa torcida por essa partida só aumenta. Fazer a lista de passageiros é pra lá de simples. Complicado mesmo é saber quem será o piloto, já que são tantos candidatos capacitados. Isso dificulta muito escolher para quem dar o timão (esqueça aquele timinho lá de Sampa que usa esse apelido – deixa eles naufragarem sozinhos por lá). Vamos começar devagar. Vou fazer a chamada um a um e gostaria, de verdade, que se eles estiverem lendo, por favor digam “presente”. Atenção, valendo: Marcos Leandro, Max e Júlio César. Alessandro, Rafael, Renatooooooo Silva (com vontade) e Alex. Coooooooutinho (o mesmo sentimento para o Renato), Alberoni (que não teve chance, mas por ter o mesmo empresário que o Coutinho, merece estar nessa viagem), Adriano Felício e Marquinho. E por último o Thiago Marin, que nós não agüentamos mais. Bem, esses são as unanimidades. Posso estar sendo injusto por ter deixado de fora um ou outro, mas a nata das amebas está toda aí. Do lado de fora, pedindo carona desesperadamente, estão Dodô e Zé Roberto, que – querendo – poderão garantir seus lugares tranqüilamente.

    De resto, devemos apenas confiar no bom senso do comandante Bebeto, porque se depender da vontade do capitão Cuca, metade dessa patota aí renova em 2008. O jogo de ontem foi ridículo. Antes de começar a partida, quem via a escalação do time sentia falta de um jogador primordial para qualquer equipe: a vontade. Qual a motivação dos jogadores para o confronto de ontem? Vaga na Libertadores? Ah! Não me venha com balelas. O grupo foi para a cidade de Natal já com a cabeça no tradicional e homônimo evento do fim de ano. Dispensar todo mundo e experimentar a garotada seria o melhor a se fazer nesse fim de ano. Mas concordo que não dá. Então não adianta irmos para o estádio para ver a “dignidade” tão bradada. Vamos ao jogo contra o paraná para não morrermos de saudade do Manto Glorioso em campo, nessas férias.

    Contra o mequinha lá no Rio Grande do Norte devíamos ter matado o jogo logo no primeiro tempo. Desperdiçamos chances que não podíamos. Fizemos um gol de falta com o maestro Lúcio e deveríamos ter feito mais dois. Pelo menos. No segundo tempo, o empate dos caras foi um castigo injusto. Realmente o mequinha merece estar no lugar onde está. Dentro de campo um jogo morno e fora dele foi lindo ver a força da torcida Alvinegra, que deu um show e foi praticamente o dobro da torcida do time da casa. Palmas para os nossos irmãos potiguares. Enfim, como você pode ver, o jogo em si deu pouquíssimo assunto. O que merece mais atenção é o momento de reformulação que vivemos. Manter a base com cautela e contratar com responsabilidade é o que eu constantemente repito. Já está ficando até chato.

    O time tem mais uma semana pra descansar...ops, quer dizer, treinar e a gente tem um último jogo no Maraca para ecoar o marcante “E ninguém cala...” nas arquibancadas do maior do mundo. Apesar dos fatos, a vontade de nos reunirmos continua maior que tudo. Então, te vejo por lá, Zé. Abração.

    Não quero saber por onde anda
    Charles Borer – O presidente que enterrou a SeleFogo e depois vendeu a Sede de General Severiano. De quebra mandou o Glorioso para Marechal Hermes. Não serve nem pra síndico de espelunca e foi se candidatar a presidente do Alvinegro mais reluzente. Esqueça a gente.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time do planeta cedeu jogadores para a seleção brasileira de 1930 a 1990?

  8. 02/11/2007

    O nosso céu poderia ter sido
    bem mais azul.



    Fala, Zé! Chuvas, ventos fortes e trovoadas fecharam o tempo no Glorioso em 2007. Lembremos lá: início do 1º semestre, todos os indícios apontavam para céu aberto e clima agradável em General Severiano. Seria um ano proveitoso para todos no clube que dependem do tempo bom, principalmente o setor da colheita de títulos. Mas de repente, correntes externas mudaram o cenário da Zona Sul Carioca. Nem a mais estudiosa meteorologia poderia prever a catástrofe climática que estava por vir. Com medo, os covardes procuram se proteger do temporal. Houve até os que acharam que calcinhas os protegeriam do frio. Alguns poucos valentes se arriscaram ainda mais no meio da tempestade. Afinal, quem está na chuva é para se molhar. Nessa hora, a massa de ares muito quentes esbravejou sobre o clube. Mas, de todas as intempéries que desaclimataram o nosso Fogão, no ano, acho que a maior delas foi o tempo horroroso que cismava em não sair de cima do gol. A incapacidade e a incompetência desse setor provocaram pancadas torrenciais em todo o time. Enfim, concordo que ficar eternamente falando desses fatores de 2007, realmente é chover no molhado. Mas espero, de verdade, que esse ano tenha sido muito proveitoso para aprendermos e crescermos com os nossos próprios erros.

    O jogo de ontem foi muito bom. O lado azul de Minas, que por sinal mais parecia rosa, sentiu o peso da força Alvinegra do Rio. E essa partida aumentou ainda mais a minha indignação com os jogadores que vestiram o manto Glorioso nessa temporada. Saí do Engenhão recheado de porquês. Por que o time parou de jogar assim? Porque não tiveram essa disposição o ano todo? Por que o Dodô parou de dar alegria para a torcida que só lhe deu alegria? Por que não brigamos pelo caneco? É, Zé! Essas perguntas ninguém conseguirá nos responder. Sabe por quê? Porque ninguém consegue explicar o inexplicável. A qualidade não saiu nunca de lá. Ou eu e os outros 14 mil Alvinegros que fomos ontem na nossa casa estamos malucos? Eles quiseram guardar o bom futebol. Por que? Ah! Essa pergunta cada um deles pode responder. Dentro de uma sala fechada, todos juntos, se olhando olho no olho e cobrando responsabilidade a quem é de direito.

    É hora de exigir explicações e separar, nesse time que é muito bom, a arrogância tão falada (a casca do ovo) da vontade que queremos (a gema que alimenta). Quem se doeu por ser chamado de boneca, pode ter certeza que é boneca mesmo. Que saia. E rápido. Quero no nosso time jogadores que sintam orgulho em jogar bem e comemorar gols. Vou parar de falar em códigos e ser mais direto: Dodô, se é isso que você dá em troca, para uma torcida que fez vigília na porta a CBF no seu julgamento, que não parou de te apoiar nem no jejum de gols e inferno astral, a uma diretoria que te deu status de ídolo com camisa personalizada e tratamento de craque, você não é digno do Clube mais apaixonante desse país.

    Estou triste, porque o nosso futebol de ontem anunciava uma coluna alegre e festiva para hoje. Mas, chegando em casa, de cabeça fria e menos empolgado, caiu a minha ficha de que esse grupo é um dos melhores do país sim. Pena que muita gente aqui de fora e eles próprios não quiseram vencer. Fui ao campo e vi 4 golaços de um carrossel Botafoguense que vai ficar marcado pelo seu toque de bola fácil e ofensividade envolvente. O Túlio, a alma do time, voltou e brilhou como o seu coração Alvinegro. Fez um gol que merecia outro ingresso e deu um passe para o primeiro. Foi um 4 a 1 lindo de ver. O Juninho e o Joílson também estão de parabéns.

    A palavra “dignidade” saída da boca de alguns desses jogadores me incomoda muito. Porque, só agora, com o bom resultado, eles tiveram a coragem de pronunciá-la. E repito, me indigno porque amo. Já que a indiferença é o primeiro sinal do descaso. Te vejo em Natal para vermos mais uma vez o Fogão jogando bem e esse jogador dizendo que vai sair. Por mim, entra o Vítor Castro. Aquele abraço, Zé!

    Não quero saber por onde anda
    Athirson – Um flamenguista que, como qualquer outro, nunca deveria ter posto um pé em General Severiano. Só isso. Nunca mais esbarraremos contigo, rapaz.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time tem dois jogadoraços na seleção da FIFA de todos os tempos: Garrincha e Nilton Santos?

  9. 29/10/2007

    Fim de namoro.



    Fala, Zé! Imagine o seguinte: você tem uma namorada e é apaixonado por ela. Mas veja bem, ela já vacilou algumas vezes e mesmo assim você a acha especial e que tem seus defeitos como todo ser humano. A sua relação com ela está desgastada. Nada que tire a sua esperança de ficar ao seu lado. De repente ela te surpreende, pedindo o fim da relação. Você suspira, fica confuso. Na verdade, ela desconsiderou todo o passado que tiveram juntos, todos os momentos felizes, e não quer mais ficar com você. O que fazer? Bem, Zé. Eu descrevi esse breve e comum cenário para tentar traduzir esse desligamento do Dodô. “O que fazer?”. Nos resta aceitar essa ingratidão por parte dele e tocar a nossa vida apaixonada como sempre fazemos. Ninguém é insubstituível. Ele fará falta? Fará. Mas a gente vive no país do futebol e da mulher bonita. O que sobra por aí é atacante com vontade de se destacar e, principalmente, namorada interessante para a gente conhecer. Ninguém deve ficar com alguém insatisfeito. Ainda mais a gente, que exige jogadores com orgulho e vontade de ostentar o escudo mais lindo do mundo no peito.

    Fiquei triste pela saída do nosso atacante e mais triste ainda por conhecer esse lado mercenário do Dodô. Ele só pode ter anunciado o fim da relação Gloriosa com tanta antecedência, para ter mais tempo para analisar as propostas, escolhendo a que engorde mais o seu bolso, é claro. Não desejo mal ao artilheiro dos gols bonitos, mas só queria que ele não se esquecesse de uma máxima que existe no Fogão: jogador que sai do clube cuspindo no prato que comeu, pasta no asfalto por um bom tempo. Não preciso nem enumerar as centenas de nomes que sofreram essa maldição. O próprio Dodô foi vítima disso em 2001, quando foi para o palmeiras e desceu pra série B no chiqueirão. Enfim, se ele vai sair mesmo, só espero que pelo menos nos faça mais um bem, dando carona para o Alex, Alessandro, Coutinho, Renato Silva e toda essa turma da pipoca, que a gente está cansado de ver.

    O jogo de ontem só serviu para nos tirar de vez da briga pela Libertadores. Mais uma vez a gente perdeu dois pontos para nós mesmos. Independente da falha absurda do goleiro, que depois se redimiu, o ataque pecou pelo preciosismo. Fizemos um a zero que anunciava uma abertura de porteiras. Mas aí o time se acomodou. No dicionário do Zé Roberto, não existe a palavra finalizar. Só pode ser essa a explicação para o desconhecimento desse rapaz ao verbo exposto. Excesso de passes e pouquíssimas arriscadas nos aproximaram do empate com o juventude lá no Sul. Na segunda etapa, acabamos levando um gol inacreditável, que não vale a pena nem lembrar. Enfim, a hora é de reformulação de elenco e manutenção de esperanças. Vamos ver o que a nossa diretoria tem planejado para nós. Na minha opinião, temos material humano muito bom para ser preservado e um dejeto futebolístico bastante evidente, pedindo para ser jogado fora.

    Prestigiar o nosso estádio e a nossa torcida são as provas do amor Alvinegro, nesse fim de ano. Quinta-feira, vou ao Engenhão ver mais uma vez a nossa casa e sorrir ao lado de nossos irmãos. O time já provou que quer entrar de férias. Bebeto, abra as portas para os desertores e pense muito bem na responsabilidade de entregar o manto Glorioso a um novo jogador. Te velo lá no mais moderno da América Latina. Um grande abraço e vamos jantar carne de raposa, Zé.

    Não quero saber por onde anda
    Iran – Um dos piores aproveitamentos que vi de um lateral em um clube. Ficou menos de meio ano no fogão e acertou 1 cruzamento, numa partida contra o figueirense, lá em Floripa. Impressionante. Saldo final de sua passagem por aqui: 1 cruzamento e 1 adeus definitivo.

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time cedeu quase todos os jogadores para a seleção durante a copa de 34, a Copa de Mussolini (detalhe que os clubes e ligas se recusaram a emprestar seus atletas para a CBD), e ainda emprestou dinheiro para a confederação "alugar" os outros atletas?

  10. 22/10/2007

    Que saudade.



    Fala, Zé! Nesse último sábado, minha alegria foi mesmo enorme. Antes de ir ao Engenhão, passei no Aeroporto do Galeão para buscar um primo, que voltava de um intercâmbio na Europa. Ele partiu em meados de junho passado e teve o privilégio de freqüentar o Maracanã comigo nos áureos tempos do Carrossel de General Severiano. Muito saudoso, ele me abraçou, perguntou por todos os nossos que ficaram e, com os olhos arregalados e um sorriso superior foi logo perguntando:

    - E o nosso Fogão, Zé? Continua irresistível? – Ficou claro que a distância o impossibilitou de acompanhar o nosso primeiro esporte. Consternado fui logo respondendo:

    - É primo, muita coisa mudou. Lembra daquele futebol lindo, jogado com alegria, que fazia cada gole de cerveja passear pela garganta? Lembra do toque de bola encantador, da vontade de brilhar do elenco? Poi zé. Alguns acontecimentos trataram de guardá-los no fundo de alguma gaveta lá em General Severiano. E o pior: ninguém mais conseguiu encontrá-los.

    - Você só pode estar brincando, Zé! Falei demais do Glorioso pros gringos. Até a Fifa reconheceu por lá que o Botafogo era a sensação do futebol brasileiro em 2007.

    - Triste, primo, mas é verdade. Para resumir, vou te contar rápido pra gente ir embora, até porque o estacionamento aqui é caro pacas. Seguinte: o time era líder absoluto, dava pinta de título com 10 rodadas de antecedência. Aí veio uma história de doping muito mal contada, uma esposa de artilheiro que só chegou para tumultuar ainda mais, uma vontade enorme do Zé Roberto de aproveitar o momento de fama com cachaça e noitada, uma final de campeonato perdida para o Sampa com Maraca lotado, o descontrole do time com faltas e afobações excessivas e, por último, uma catástrofe na Argentina. Uma partida daquelas que eu não conseguiria te explicar nem com 20 capítulos. O Cuca chegou até a pedir o boné.

    - Nossa. Poxa, Zé! Mas como pode ter acontecido tudo isso em tão pouco tempo?

    - Poi zé, primo. Tudo diminuiu, mas a única coisa que aumentou foi a devoção da galera Gloriosa, que protestou com criatividade e mesmo assim não perdeu a vontade como a equipe. Mas vamos deixar isso pra lá e bora para a nossa maior vitória nesse período que você esteve ausente: o Engenhão. Agora sim você vai matar a saudade do Alvinegro e ver um estádio com o mesmo nível dos que você freqüentou na Europa.

    E partimos para a nossa 1ª casa, sem nem mesmo deixar as malas na 2ª residência. Chegando lá, o sorriso nos rostos, a felicidade nos gritos foi deixando aquele nosso papo pra trás. Foram mais de 15 mil pessoas cagando e andando para os acontecidos e empurrando o time para frente. Foi lindo. Pra me contradizer o time reencontrou aquele bom futebol. Jogou muito bem. Fazendo com que meu primo me olhasse constantemente com aquela cara de “Zé, você estava de sacanagem comigo?”. Uma partida muito gostosa, com o Fogão colocando os recifenses na roda. Fizemos 3 a 0 fácil-fácil. Nem o golzinho do sport, no final, apequenou a atuação do time. Por momentos, meu primo viu claramente aquele mesmo time que brilhou antes dele viajar, contra o vasquinho, como ele próprio lembrou. Acabei ficando mal com ele, que preferiu me chamar de mentiroso terminando a nossa noite de reencontros com um sonoro:

    - Zé, você só pode estar maluco. O time que eu deixei aqui no Brasil foi exatamente esse. Eles não podem ter desaprendido o futebol. Bora brindar a minha volta e ao time mais ofensivo de 2007, de fato.

    Feliz, o abracei. E fiquei triste apenas por enfim enxergar que os jogadores realmente não quiseram vencer. Eles passarão. O Fogão fica. Ah! E só para constar: Força, Luciano Almeida. Apesar de você vir de uma fase muito ruim, não vamos nos fechar para um lutador que se acidentou em serviço. A gente te espera. E enquanto isso vamos pro Alfredo Jaconi gritar para os gaúchos enlouquecerem. Aquele abraço, Zé!

    Não quero saber por onde anda
    Wando – Homônimo do cantor rei das calcinhas, esse atacante era o príncipe das cagadas. Um faz-nada que sempre tirava a pouca paciência que nos restava. De bom mesmo é que não voltará para cá. Adeus, rapaz!

    Não sou Botafogo doente. Doentes são os que não são Botafogo.
    Que outro time foi Campeão Brasileiro no ano do centenário do flamengo?

João Roberto é um niteroiense de 27 anos. Redator publicitário, apaixonado pela Estrela Solitária. Desde que o Mauro Galvão ergueu a sua primeira taça, lá em 89, ele se tornou um freqüentador assíduo das partidas do Glorioso. Um gordinho que nasceu com as veias alvinegras, mas que mesmo assim não cansa nunca de agradecer a seus pais por terem o feito feliz assim: BOTAFOGUENSE.

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