Fala, Zé! Entre idas e vindas, alegrias e tristezas, mentiras e verdades, sucessos e fracassos chegou o dia de nos despedirmos de 2007. Alguns tentarão esquecê-lo, outros farão questão de guardá-lo na memória. Eu confesso que serei um deles. Independente do nosso andamento em campo esse foi um ano diferente. Um ano que promoveu o nosso encontro. Com muito esforço, conquistei coisas importantes. E entre elas eu destaco esse espaço aqui. Essa é a hora de agradecer a todos que me deram força e estiveram comigo. Mas nenhum desses agradecimentos é tão especial quanto o seu, Zé. Obrigado de verdade. Obrigado por mantermos viva a nossa chama apaixonada que se denomina por Botafogo de Futebol e Regatas. Acredito que vocês não consigam alcançar o tamanho do meu orgulho por ser o representante da torcida mais apaixonada do futebol brasileiro. E me arrisco a dizer do futebol mundial, já que nessa atividade somos referencia para o planeta.
Realmente a frase que marcou o ano e se torna slogan definitivo de 2007 para a minha pequena vida e para a grandiosa história desse Clube encantador é: NINGUÉM CALA ESSE NOSSO AMOR! Tenha certeza que cada canto proferido por uma garganta Alvinegra é mais sincero, é mais verdadeiro. Lágrimas alegres ou tristes são a consolidação do sentimento. E em General Severiano elas são mais carregadas de emoção. De certo mesmo é que nada e nem ninguém conseguirá brilhar mais alto que a nossa Estrela. Seja em 2008, 2009, 2078, 3689. Enfim, como o próprio adjetivo que a define, ela estará sempre sozinha, no topo do futebol brasileiro.
Que momento. Chegou o tão esperado dia da virada. Essa é a hora de esquecermos tudo de ruim que passou. Agora, temos que ressaltar os acontecimentos positivos, renovar as esperanças e... pé na estrada novamente. Disposição e vontade para isso jamais nos faltarão. Está se abrindo mais uma caminhada. E iluminá-la com o brilho da Estrela é o nosso dever. E que a arquibancada continue sendo o berço de centenas de brindes que estarão conosco em mais um ano. Ah! E não se esqueça de vestir o manto glorioso na virada, porque essa superstição eu te afirmo que funciona. Feliz ano novo, Zé! E também para todos os seus, que na verdade são nossos. Beijo pra quem é de beijo e abraço pra quem é de abraço.
Pera aí! Antes de me despedir deixa eu explicar uma coisa. Fiquei aqui pensando: como eu poderia deixar uma mensagem festiva e personalizada para cada Zé, que esteve comigo nesse ano? Putzgrila! Como é que eu não pensei nisso antes? É claro. A melhor forma para alegrar cada irmão de camisa é desejar apenas um 2008 de muito sucesso e vitórias. Isso mesmo. Apenas um, para o pavilhão que nos une, o nosso Fogão. Porque se esse desejo de conquistas se tornar realidade, todos os outros serão apenas conseqüência.
Mas como fazer isso? – mais uma dúvida que me surgiu. Óbvio. Com o título. Afinal, que outro clube merece e será enredo de todos os títulos em 2008? Está aí a explicação da coluna de hoje ter sido diferente e ter começado direto. Resolvi deixar o título por último. E, se Deus quiser e ele vai querer, o título dessa coluna de hoje vai assumir o trocadilho e se tornar um título também no futebol. Vida longa ao Glorioso!
João Roberto é um niteroiense de 27 anos. Redator publicitário, apaixonado pela Estrela Solitária. Desde que o Mauro Galvão ergueu a sua primeira taça, lá em 89, ele se tornou um freqüentador assíduo das partidas do Glorioso. Um gordinho que nasceu com as veias alvinegras, mas que mesmo assim não cansa nunca de agradecer a seus pais por terem o feito feliz assim: BOTAFOGUENSE.