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Vanderlei Luxemburgo

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  1. 11/02/2008

    Derrota só se for assim: na hora certa.



    Fala, Zé! É claro que é impossível ganhar todas. Ainda mais quando estamos falando de um clube que está sempre disputando a ponta como o Glorioso Carioca. Hoje em dia é muito difícil faturar 100% das partidas em um campeonato importante. Se o Fogão que se apresenta agora for esse o ano todo, tudo bem. A gente entende. Afinal, o time correu atrás até alcançar um objetivo e depois relaxou com uma boa gordura de líder para queimar. Perdeu quando podia perder. Por mais estranho que pareça, essa derrota pode nos ser boa. 1 – Vai nos tirar, mesmo que momentaneamente, esse “título” que a mídia cisma em colocar: futebol mais vistoso do Rio. 2 – Joga pro fluzinho o favoritismo da próxima partida, e quando o Fogão entra em desvantagem, meu amigo, filha chora e mãe não vê. O que importa é que a meta de se classificar foi muito bem cumprida, com honras para o primeiro lugar. Sem falar em um futebol de garra e vontade, que aumentou em muito a nossa confiança. Isso é louvável. Se depois o time ficou de folga e os reservas não sustentaram o bom futebol apresentado... Bem, essa é uma polemica não muito destacável. Apesar de eu achar que início de temporada não é o melhor momento para poupar jogadores. Principalmente, em um grupo recém-montado, que precisa pegar ritmo e entrosamento. Mas, como disse antes, prefiro acreditar que essa decisão foi estudada e nos trará bons frutos mais à frente. Vamos que vamos rumo ao caneco.

    Realmente, esse fim de semana foi um dos poucos que a turma lá de Madureira fez a festa. Eles comemoraram, com todo merecimento, um belo desfile de sua tradicional Portela no sábado e nos venceram, de uma forma marotinha, no domingo. Esforço em vão, porque o vasquinho atropelou a turma da Região dos Lagos e garantiu um bom clássico para assistirmos de ressaca pelo sábado promissor que teremos. Pouco tenho a falar sobre a partida de ontem, que, em conhecimentos futebolísticos, não nos contribuiu em nada. Difícil, muito difícil, classificar o jogo como morno. O calor que fez no Engenhão, fez com que o seu aumentativo ganhasse pompas de um forno. Mas nem a quentura do sol foi capaz de acender o Fogo que nos alimenta. O futebol foi sofrível. Se ilude quem acha que o madurinha nos foi superior. O nosso meio do campo envolveu mais e se não fosse a bola parada que definiu o placar, o panorama seria outro. O melhor do jogo, sem dúvidas, foi a ausência do RUIMnato Silva. É gratificante olhar para a nossa zaga e não ver essa figura dantesca.

    O jogo se definiu na primeira etapa. Eles abriram o score, a gente empatou de pênalti – detalhe: nem preciso dizer que o maestro bateu com uma categoria ímpar – e eles, numa falta daquelas que nunca mais o cara vai acertar de novo, venceram o jogo. Tudo no 1º tempo. O 2º só não nos deixou dormir porque o Engenhão ainda não tem ar condicionado em suas dependências. Sem problemas, nessas alturas a gente já estava com a cabeça no Dodonca e sua trupe, que passará brevemente pelo nosso caminho no sábado. Pra falar a verdade, esse é o jogo que eu esperava. Vai ser lindo mostrar pro Renato BettyBoop...ops, quer dizer, Portalupi... que ele é um fracassado e, ao lado da bonequinha Dodô, esse apelido faz mais sentido. Estou ansioso pra encontrar contigo no Maracanã, e juntos gritarmos “Adeus, nense”. A despedida tem data e hora marcada: próximo sábado, às 18h10. Imperdível, irmão de camisa. Vamos invadir o maior do mundo e empurrar ainda mais o Jorge HENRYque e Cia. Pra cima delas, Botafogo. Um abraço eufórico e esperançoso, Zé!

    Com ele, foi estrela no peito e taça na mão.
    Braguinha – Atacante que marcou o segundo gol na acachapante vitória de 3 X 1 sobre o vasquinho, na final do Cariocão de 1948. Festa com a ilustre presença do cão Biriba, talismã único do Pavilhão de General Severiano. Um jogador diferente, cujo o próprio nome já sugeria festa, vide seu homônimo do carnaval. Obrigado, Braguinha!

    Zé, fale direto comigo no blogdobotafogo@globo.com. E ninguém cala, esse nosso amor!

  2. 07/02/2008

    Até que para um time de reservas...
    estava ruim demais.



    Fala, Zé! Nossa senhora. Será que a sina de 2007 continua a assolar o Glorioso? Prefiro acreditar que não. Lembra que os nossos 11 titulares eram imbatíveis, no ano passado, e tinham um futebol vistoso. Mas foi só o desgaste aparecer – logo depois da metade do ano – que os desfalques, os escândalos, a imprensa imperdoável, todos chegaram juntos e aí... Bem, deu no que deu. Quero, de verdade, crer que ontem estávamos apenas em um dia muito infeliz. Porque se for desse jeito, nem olho para o banco de reservas durante os jogos. E vou torcer mais ainda para nenhum titular se contundir. O primeiro tempo da partida de ontem foi imperdoável. Inadmissível para jogadores que estão tendo a oportunidade de defender as cores Alvinegras mais tradicionais do Rio. Mas tudo bem, tínhamos apenas 1 titular em campo. O Túlio Coração Valente. Acho que o Triguinho perderá o espaço dele, quando o Luciano Almeida voltar. Destaco aqui que o resultado de ontem não desestabiliza - EM NADA – o rumo positivo que estamos tomando no campeonato. Acho apenas que devemos impor a pressão devida, a jogadores que trabalham dia-a-dia por uma oportunidade e não se prepararam corretamente para esse objetivo.

    Reserva ou não, pouco importa. Róbston e Cia têm que entender uma coisa: quem entra em campo é o Botafogo de Futebol e Regatas e sua história. Honrar a camisa é o mínimo que se espera. Não adianta mais chover, regar, cuspir, chorar, suar, irrigar, banhar em cima de todos os molhados, reclamando do RUIMnato Silva e do Alejassandro. Isso é caso perdido. Para provar que a minha paciência com essa dupla já se foi há tempo, vou fazer o seguinte: “Cuca, publicamente, está aberto esse espaço aqui para você tentar nos explicar o motivo pela insistência e confiança nesses dois.” Agora, vamos ver se teremos algum retorno. 45 minutos nulos. Assim começou a partida contra a cabofriense. Foram passes errados de apenas 2 ou 3 metros, correria sem tática nenhuma e um misto de sentimento. Ora de tristeza pelo futebol apresentado, ora de alegria pela lembrança que a grande maioria é reserva. E com isso fomos pro intervalo com vontade de não voltar. 0X1 pros caras cheio de vergonha. Se o técnico queria poupar os absolutos, poderia também nos poupar desses jogadores que entraram. E só uma lembrança: tem uma garotada no Fogão sub-15 que está esbanjando categoria e que inclusive acabou de ser campeã do brasileiro. Chance por chance eu prefiro dar pra quem tem vontade.

    No 2º tempo, o maestro Lúcio Flávio tratou de trazer a alegria de volta. Nos lembrando que a formação titular é totalmente diferente dessa. Ele deu a apimentada de categoria que o time inteiro não foi capaz de temperar. Tanto que o time começou a perder boas chances. O Escalada ainda me parece um pouco fora de forma, mas quero vê-lo jogar mais para ter uma opinião precisa do seu potencial. Toda estréia é nervosa e cheia de holofotes. Aos 32 minutos, o Triguinho invadiu a área pela esquerda e foi derrubado pelo zagueiro. Pênalti com o Lúcio Flávio não tem perdão. 1X1 pra correr atrás da vitória. Uma pena, porque o goleirinho dos caras não deixou passar nem alfinete com maionese. Com certeza, ele assegurou o pontinho dos praieiros lá da Região dos Lagos. De certo mesmo é que, mesmo com o empate, somos lideres do grupo e, ao que tudo indica, vamos encarar o lado rosa do Rio, na semifinal. Ótimo, vai ser lindo mostrar pro Dodô, de pertinho, que a carreira dele é fracassada. E, se existe alguma praga Alvinegra, ela está com esse pseudo-craque desde que nasceu.

    Sábado tem o madura lá em casa, heim. Não vá esquecer. Um abraço alvinegro, Zé!

    Com ele, foi estrela no peito e taça na mão.
    Neuci Ramos da Silva – Vestindo a camisa número 11 do nosso time feminino de basquete, ela foi várias vezes Campeã Carioca. Dentre as dezenas de títulos, podemos destacar o campeonato de 1963, em que a fera se sagrou tetra e assinalou nada mais, nada menos do que 30% dos pontos da equipe no ano. Emérita e benemérita, estamos falando de mais um mito Alvinegro no esporte. O brilho da Estrela agradece.

    Zé, fale direto comigo no blogdobotafogo@globo.com. E ninguém cala, esse nosso amor!

  3. 03/02/2008

    Carnaval rima com bacalhau.



    Fala, Zé! Por si só, a maior festa carnal do Brasil já tem uma musicalidade própria, uma alegria embutida. Ainda mais se ela vier acompanhada de uma vitória bonita do time de coração. E num clássico então... Putz! Nem se fala. Pode perguntar pra qualquer outro Botafoguense por aí. No carnaval desse ano, no Brasil inteiro, só quem teve esse privilégio foi o Fogão. Difícil encontrar forma mais perfeita para começar a folia. E digo mais: se não fosse a saída precoce do Jorge Henrique e a expulsão do Zé que faz por merecer o nosso carinho, o “sapeca iáiá” seria estabelecido. Se o dicionário fosse ilustrado, com certeza, na palavra alegria viria o escudo do Botafogo Futebol e Regatas. Obrigado, Eurico Miranda! Eu já nem lembro mais da última vez que o vasquinho ganhou o clássico em preto e branco do Rio.

    O jogo começou bom pra gente. O 1º lance de muito perigo do jogo foi do Glorioso. O maestro deixou o WellinGOL, que está ficando bem Carioca, na cara do goleirinho lá de São Cristóvão. O atacante se atrapalhou pura e simplesmente porque ainda estava se aquecendo. Tudo bem, vamos que vamos, porque logo depois: uma pintura. Lá de fora da área, o Zé Carlos – o Imperdoável – mandou um petardo e estufou a rede dos portugas. 1X0 para ostentar a Estrela com vontade. Tanto que os jogadores nem deram tempo para a comemoração se estender. Foram logo aumentando o placar fininho do Maior do Mundo (como nos velhos e bons tempos). O Túlio escorou de cabeça o escanteio e se deu ao trabalho apenas de esticar os braços para receber os cumprimentos. 2X0 pra aumentar o baticum.

    No 2º tempo, a perda do grande Jorge foi sentida. E, como na partida contra o mesquita, o freio de mão voltou a funcionar. Assim não dá. Contra esses times piores que o nosso, não podemos diminuir o ritmo depois do intervalo. Eles fizeram dois golzinhos fajutos. O segundo com a ajuda da mão. Mas a justiça sempre é feita. Mesmo com a expulsão, como já disse, a RAÇA e a VONTADE superaram a diferença numérica. E aos 39 minutos, foi a Apoteose. O gladiador Fábio deu um balão no projeto de zagueiro vascaíno e ganhou na corrida. Dentro da área, o troglodita empurrou o atacante e o juiz assoprou apontando para a marca de cal. Pênalti com o Lúcio Flávio? Não preciso nem dizer no que deu. 3X2 para ser lembrado em cada minuto na avenida. Vitória pra jurado nenhum conseguir tirar pontos do Alvinegro, até porque time nenhum conseguiu fazer isso até agora.

    Zé, tem mais uma coisa que preciso esclarecer sobre o resgate de ídolos. Muitos falaram que não fiz nenhuma homenagem ao nosso grande Garrincha, nas últimas semanas. Não o fiz mesmo, por uma única razão: nunca vou comemorar aniversário de morte de ninguém. Para mim, essa é uma página triste da história de qualquer pessoa, ainda mais quando falamos de uma lenda que merece permanecer viva na mente de qualquer Alvinegro. Do mais novo ao mais velho, todos devem reverenciar o maior driblador de todos os tempos. Nem preciso dizer que esse espaço vive para o Botafogo e já que o Garrincha é um dos pilares mais fortes da nossa sólida história, esse Blog também é dedicado ao grande Manuel dos Santos. Infelizmente, a família do nosso saudoso Mané enxerga cifras em qualquer tipo de menção ao seu Glorioso nome. Isso dificulta muito alguma manifestação ao anjo das pernas tortas. Obrigado, Garrincha! E fiquei muito feliz em rever a sua estátua lá no Maraca, que é lugar dela. No Engenhão, podemos fazer uma outra. E por falar na nossa casa, essa polêmica com os urubus nos visitando não merece todo esse destaque. Desde que a geral do Maracanã foi extinta, eles perderam o poleiro próprio. E agora só ficam pulando de galho em galho, sofrendo para pagar uma entrada mais cara na arquibancada do maior do mundo. Tomara que eles tenham visto a grandiosidade que o nosso estádio tem. Digno do Botafogo e sua história. E não de um clube que só ficou conhecido por uma simples década de 80 e o êxodo rural.

    Um abraço eufórico, Zé! E essa quarta-feira não será de cinzas, será preta e branca no Engenhão.

    Com ele, foi estrela no peito e taça na mão.
    Carlos Antonio Dobbert de Carvalho Leite, o nosso grande “Carvalho Leite” – Artilheiro co-responsável por nada mais nada menos do que 5 títulos cariocas do Fogão. Um solo em 1930, e o eterno e único tetra: de 32 a 35. O gol era a sua especialidade, infelizmente uma contusão abreviou a sua carreira. Nada que diminuísse ou também abreviasse o seu amor pelo Glorioso. Tanto que continuou servindo o Clube. Reverência à Maravilha da Serra!

    Zé, fale direto comigo no blogdobotafogo@globo.com. E ninguém cala, esse nosso amor!

  4. 31/01/2008

    Como nos velhos tempos.



    Fala, Zé! Tudo bem, eu já sei que é muito cedo para nos entusiasmarmos. O ano passado nos ensinou isso. Mas realmente está dando gosto assistir aos jogos do Glorioso. Ontem, o clima de nostalgia foi total. A partida nos fez lembrar aquele lema que o santos e o Botafogo da década de 60 fizeram reinar no futebol: “a melhor defesa é o ataque”. Se em toda partida o Fogão fizer seis gols, não terá problema nenhum se levar dois. Não importa o adversário. O futebol pra frente é mesmo encantador. Concordo que o mesquita não é nenhuma brastemp, mas o nosso time está se comportando muito bem dentro das quatro linhas. Desempenho nota 10, nesse início de temporada. Já são 21 gols em 6 partidas, nem preciso dizer que foram 6 vitórias, né?! Aplicação tática e dedicação profissional. Talvez sejam esses os temas que embalam as metas dos nossos jogadores. O Botafogo não pode perder o foco nos títulos. Grandes testes ainda estão por vir e nada como um sábado de carnaval para a gente colocar os portugas pra dançar as marchinhas mais antigas da folia carioca. Quem viver verá.

    Resumo de ontem: 35’ do 1º tempo, olhei o placar e me deparei com a seguinte configuração – Botafogo 4 X 0 mesquita. Delícia. O esquadrão Alvinegro começou impiedoso. O WellinGOL, de cabeça, fez uma tabela com a trave, as costas do goleiro e... Saco! 1X0 pra abrir os trabalhos. Logo depois, o Jorge Henrique deu um presente para o Zé Carlos esticar um peixinho pro fundo da rede. 2X0 de uma dupla que estava impossível. Tanto que o nosso Henry sofreu um pênalti a seguir. O maestro cobrou com maestria, é claro, e acabou agradecendo aos céus. 3X0 ampliado e mixado. Mais um pouquinho, e aconteceu uma jogada que me intrigou, pois se fosse basquete o lance do Zé Carlos valeria 3. De fora da área(garrafão), ele lançou a redonda praticamente com a mão, fazendo um chuá gostoso na forquilha adversária. 4X0, repare bem, eu disse quatro a zero. Na 2ª etapa, a gente voltou meio barro, meio tijolo. O time tirou o pé do acelerador. Também, com uma tranqüilidade daquelas, sem problemas. Ritmo de treino. Levamos um gol, o Alejassandro marcou mais 1 pra nós - meio sem querer - e ainda abrimos espaço pros caras marcarem mais um. A partida já estava terminando, quando o Abedi nos deu o último suspiro de alegria. 6X2 pra deixar qualquer Eurico Miranda borrado de medo.

    Zé, já que o clima é de lembranças, vou falar umas verdades. Antes, volto a lembrar que não possuo nenhuma ligação com a atual diretoria do nosso Clube, tanto que critico quando quero e elogio quando tenho vontade. Mas não gosto de ver injustiças. É o seguinte: muito tem-se falado sobre o esquecimento do Botafogo diante de seus ídolos. Em alguns casos isso não é verdade. Sobre o Glorioso Nilton Santos, saiba você que ele está num estado de saúde que precisa de cuidados constantes. E por isso foi internado em uma clínica para idosos de muito bom nível, aqui na Zona Sul carioca. Tudo bancado pelo Botafogo de Futebol e Regatas. Membros da diretoria e do conselho estão frequentemente por lá e o quarto do lendário jogador é um verdadeiro culto à Estrela Solitária. Tudo por vontade do mito e para conforto dele. Tratamento de primeira para um ídolo da mesma categoria. Acho excelente por um lado e ruim por outro, pois outros grandes marcos da nossa história também necessitam do mesmo auxílio. A grandeza e a importância da Enciclopédia do Futebol devem ser valorizadas sempre. Mas espero, de verdade, que a diretoria também olhe por outros craques do nosso passado Glorioso. Antes de olhar pra frente, temos que valorizar o passado. Força e saúde ao nosso grande MITOn Santos.

    Sábado é a vez dos bigodudos da colina encararem a volta do carrossel. Será uma volta ao Maraca em grande estilo. Te vejo no Belini. Um abraço eufórico e esperançoso, Zé!

    Com ele, foi estrela no peito e taça na mão.
    Carlos Arthur Nuzman – Isso mesmo. O presidente do COB fez parte do nosso Undecacampeonato Carioca, de 1965 a 1975 direto. São 11 troféus em seqüência lá na sala de General Severiano. Ao lado do Bebeto de Freitas, ele foi campeão em 1968. O vôlei se une ao halterofilismo como os esportes com o mais longo titulo da história do clube. Pelo visto, está aí uma modalidade que gerou jogadores vencedores e bons dirigentes também. O Botafogo agradece.

    Zé, fale direto comigo no blogdobotafogo@globo.com. E ninguém cala, esse nosso amor!

  5. 28/01/2008

    G.R.E.S. Unidos do Botafogo



    Fala, Zé! Não senhor. Não se trata de mais uma escola de samba. O significado dessa nova agremiação do título de hoje é: Grupo Renovado Embalado Sempre Unidos do Botafogo. A alegria do pré-carnaval tomou conta mesmo do Rio de Janeiro, mais precisamente lá nas bandas do Engenhão. O Bloco do presidente Bebeto deu a batida perfeita para declarar aberta a temporada da folia carioca. Por enquanto está muito gostoso assistir à uma partida do Glorioso. A moçada está junta e cheia de vontade. A comparação com uma Escola de Samba, nesse momento, se faz justa. Já que, assim como em campo, na Avenida todo mundo deve entrar imbuído do sentimento da vitória. De nada adianta a comissão de frente estar cheia de gás, se a bateria não corresponder às expectativas. Nesse novo time da Estrela Solitária vemos o empenho em todas as alas. Os jogadores estão fazendo questão de mostrar a vontade de ganhar para os jurados. E isso é a Apoteose para a torcida. Se a técnica não é tão excelente como deveria, não importa. A raça está superando tudo e todos. Agora, cabe a nós e à direção manter a motivação e não deixar a soberba invadir o vestiário. Espero que tenhamos aprendido, antes, as conquistas de agora.

    Ontem foi uma tarde feliz. Entramos em campo, mais uma vez, com um único foco: os três pontos. E a conseqüência disso? Goleada com direito a “Olé!” e tudo. Logo aos 2 minutos, o time mostrou que um grande elenco se faz desde o camisa número um. O nosso goleiro deu, de novo, a segurança que o time sempre precisa. O atacante do americano sobrou de frente pra ele, em diagonal, e o Uruguaio pegou com a elasticidade de um mestre-sala. A arquibancada aplaudiu de pé. Daí pra frente o toque de bola envolveu a turma da cana-de-açúcar. Tanto que, aos 6, a pelota sambou de pé em pé e terminou fantasiada para o grandioso Túlio promover uma paradinha dentro do balaio adversário. 1 X 0 que fez o time inteiro se abraçar. “Alô comunidade Botafoguense, chegooooou a hoooora! Ai que lindo!”. O time não diminuiu a cadência e se manteve no ataque. O WellinGOL perdeu uma chance incrível e a galera passou a gritar ainda mais. Aos 21, uma pintura de lançamento do nosso “Hermano Ferrero” botou o WellinGOL pra se redimir da oportunidade regressa. Como um verdadeiro porta-estandarte, ele ofereceu a bandeira do gol para o Jorge Henrique cumprimentar a arquibancada. 2 X 0 pra sapucaí nenhuma botar defeito.

    O 2º tempo apenas confirmou o resultado que estava selado desde o 2º minuto. Aos 3, festa maravilhosa. Jogada digna de ensaio geral. O Lúcio Flávio rolou para o WellinGOL, ele achou o Jorge Henrique, que colocou na cabeça no Zé Carlos: G-O-L-A-Ç-O! 3 X 0 que só não mudou porque o Alejassandro é realmente de dar pena. Debaixo da trave ele fez a proeza de mandar por cima do travessão. Uma gargalhada foi a única coisa que nos restou fazer. Mas tudo bem, vamos esquecê-lo porque o time todo está bem e por enquanto ele será o titular. Vamos tapar o nariz e beber assim mesmo. O elenco está de parabéns. Temos que continuar do mesmo jeito, porque a Copa do Brasil e o Carioca são os nossos grandes trunfos desse primeiro semestre. Vamos que vamos, Botafogo.

    Para completar a alegria, temos agora uma promoção nos ingressos, que merecem cada vez mais desconto. Mas pelo menos a visão de que temos mais um absurdo nas bilheterias já está deflagrada. O time está fazendo por merecer o nosso prestígio. Te vejo lá em casa, quarta-feira, contra o mesquita. Um grande abraço alvinegro, Zé!

    Com ele, foi estrela no peito e taça na mão.
    Paulo Valentim – Centro-avante Alvinegro implacável. Não perdoou os tricoletes em 1957. Marcou apenas 5 vezes – sendo o terceiro de bicicleta – na gloriosa vitória de 6X2 em plena final do Campeonato Carioca. Tendo ao seu lado ninguém menos do que o Mané e o nosso Niltão, o furioso Paulinho não conteve as lágrimas naquela comemoração. Um brinde ao valente Valentim.

    Zé, fale direto comigo no blogdobotafogo@globo.com. E ninguém cala, esse nosso amor!

  6. 24/01/2008

    Só não vale dançar homem com homem.



    Fala, Zé! Vale tudo, meu amigo. É festa. E por isso recorri ao nosso grande e saudoso Tim Maia para resumir a alegria de ontem, no Engenhão. Em dia que até o Alejassandro faz gol, vale tudo mesmo. Foi uma quarta-feira que tinha muito para ser despretensiosa e acabou se revelando emblemática. O tempo acinzentado, o horário um tanto quanto impróprio e o preço do ingresso agressivo já anunciavam uma noite meio sem ritmo. Mas em campo vimos uma banda afinadinha, que tocou bem durante os 90 minutos, fazendo a platéia e os adversários dançarem bastante. O time está provando, cada vez mais, que é forte. E o principal: tem conjunto. Uma coisa é fato, só jogamos contra dois adversários pequenos. Se perdêssemos, a história seria a de sempre: “Não tem mais bobo no futebol e o time não presta”. Como ganhamos, os pessimistas se antecipam logo: “Mas também, só estão pegando babas”. Para esses, eu digo: o dever de casa está sendo muito bem feito e essa é a melhor música para embalar o time. Vai ser muito melhor cruzar o bigode com um outro grande quando a confiança estiver lá no último volume.

    Você sabe que eu não simpatizo muito com algumas atitudes do nosso técnico Cuca, mas uma coisa eu tenho que dar o braço a torcer: o time mudou, a formação é outra e – pelo menos nesse início – dá pra ver que o esquema tático do Botafogo se manteve o mesmo. Ele consegue, como poucos, impor seu estilo de toque de bola, fazendo com que seus comandados envolvam o adversário, distribuindo o jogo. Tá certo que o mestre Lúcio Flávio e o grande Jorge “Henry”que são os principais pilares para isso. Mas reconheço também que o senhor Cuca sabe montar uma equipe e destacar alguns jogadores. Salvo algumas teimosias, mas tudo bem, a gente se acerta.

    Vimos ontem o time da redenção. Espero de verdade que esses jogadores honrem o Manto Glorioso. Logo no início, a roda começou a funcionar e o Fogão está querendo reviver o carrossel. Tanto que, aos nove minutos, o Zé Carlos ficou de frente pra meta e perdeu. Na sobra, o baixinho arretado Jorge “Henry”que cabeceou por cima da zaga e fez ela morrer suave, escorregando no filó. 1 X 0 gostoso. Mais uns minutinhos e pronto. O maestro deixou o gigante de novo na cara. Ele sacudiu o barbante sem pena. Fez o segundo dele e do Alvinegro, é claro. Está ficando nítido que o Dodô atrapalhava o nosso atacante maioral. E por falar nesse cara, farei um adendo. O florminense sempre tentou comprar ídolos. Vide Rivelino, PC Caju, Romário e até mesmo o Túlio, lembra? Triste isso, porque até hoje eles não aprenderam que ídolo não se compra. Nenhum plano de saúde consegue pagar pela identificação de um grande jogador com o clube. Essa conquista não se resume a cifras e sim a empatia e história. Infelizmente talvez seja essa a razão de nos esforçarmos para apontar um jogador-símbolo lá das Laranjeiras. Uma pena, mas voltemos ao Glorioso.

    Ainda na 1ª etapa, recebemos o cartão de visitas de um uruguaio carismático. Muito prazer, o nome dele é Castillo. Ou melhor, Cas”ídolo”. No pênalti para o friburguense, o cabeludo se esticou para catar a gorducha. Sai dessas traves, uruca de 2007! Golaço do goleiro. Ufa! E, detalhe: para multiplicar a alegria, o placar anunciava o 2º gol de um tal de duque em cima do lado rosa do Rio. Só me restou assobiar ao ambulante e pedir uma geladas para lavar a alma. Perfeito. No 2º tempo, a máxima “Virou dois, termina quatro” foi respeitada. O WellinGOL manteve sua média de artilheiro e esticou o caroço pro entrelaçado. 3 X 0 que já marcava os 3 pontos. Logo depois, veio o mais inusitado. O Alejassandro teve um lampejo de bom jogador e fez o quarto, até com certa categoria. Tudo bem, sem problemas. Nem o gol de honra dos caras diminuiu a alegria da galera, que brindou mais uma boa atuação do Fogão. Lindo.

    Domingo tem mais lá na nossa casa, Zé. Dessa vez a vítima vai ser a turma de campos. Um grande abraço alvinegro, Zé!

    Com ele, foi estrela no peito e taça na mão.
    Carlito Rocha – Esse foi um dos maiores Botafoguenses de todos os tempos. Dedicou sua vida ao Alvinegro. Atleta, dirigente, torcedor. Está aí um dos nossos maiores defensores. Considerado por muitos como o criador das crendices e superstições que sempre fizeram parte da nossa história, foi presidente durante a conquista de 1948. Muito bom lembrar de figuras assim, completamente devotas da Estrela. Obrigado, Carlito, por nos ter dado sua contribuição e, principalmente, o Biriba.

  7. 20/01/2008

    Azar de quem não é Glorioso.



    Fala, Zé! Desde quando revistinha argentina que não serve nem de passatempo para diarréia é porta-voz de alguma coisa no meio do futebol? Que propriedade tem esse veículozinho, do lado arrogante da América Latina, para fazer uma suposta eleição dos times mais azarados do mundo? Um monte de bolsa de valores despencando, o Pato estreiando de forma magnífica na Itália e a imprensa dando destaque para jornalistazinho voltando de férias. Vejamos: o corinthians fica décadas sem ganhar um título, o fluzinho desce até para terceira divisão do Brasileiro, toda final que o Vasco disputa: perde, o palmeiras vai completar 10 anos de jejum e o azarado é o Botafogo? Ahhhhh. Faça-me o favor. Nós temos é sorte por sermos os principais rivais de um povo que queria ter o melhor futebol do mundo, mas infelizmente convive com o estigma de ser vizinho de um infinitamente superior. Vai caçar uma roupa pra lavar, um quintal pra capinar e não me encha mais a paciência. Assunto encerrado.

    E diga lá: matamos ou não matamos a saudade ontem? Foi lindo. Voltamos em grande estilo pra casa depois de umas folgas merecidas. O que passou, passou. Agora vamos jogar os novatos ainda mais pra cima junto com a nata que permaneceu.Ontem, até São Pedro nos brindou com uma água refrescante e uma trégua no calor. O jogo começou bem e o Fogão ditou o ritmo desde o início. Tanto que o Cas-ídolo, novo goleiro do Botafogo, só encostou na gorducha em meados do segundo tempo. A marcação dos caras foi até eficiente na primeira etapa. Mas a etapa complementar foi esplendida. O Cuca foi exato na substituição do Alejassandro e se tornou um dos grandes responsáveis pelo êxito. Eu já tinha visto uma melhora nos jogos contra os noruegueses, mas vamos combinar que teste contra time de lá não vale, pois o primeiro esporte daquele país deve ser a pesca de bacalhau. Verdade ou não, até os reservas do Boa Vista empataram com um deles. Fato que nos deu mais um canequinho para enfeitar a ostentosa sala de General Severiano. Pra começar, Campeão da Copa Peregrino! Excelente. Dever de casa bem feito.

    O belo chute do Wellington Paulista, que beijou as duas traves, já anunciava a vitória que estava por vir. Se não fosse a incompetência do Alejassandro, que cabeceou uma bola debaixo da trave como se fosse o Aríate do He-man, nos poderíamos ter virado de tempo na frente. O nosso novo zagueirão Argentino, mostrou que em Casa de Ferrero o espeto espeta de verdade. Ele comandou a cozinha Alvinegra com muita categoria. O RuimNato Silva até tentou atrapalhar, mas não conseguiu. Sei que falar isso é chover no molhado, mas esse rapaz do cigarrinho do capeta dá pena. Outra coisa: ainda é muito cedo para concluir, mas parece que a troca de Zé foi excelente para o Fogão. O Zé Carlos está mostrando uma vontade animadora. Vamos que vamos. No segundo tempo ele mandou uma patada e quase furou a rede do goleirinho adversário. 1 X 0 de falta, pra beijar o escudo. Bem-vindo 2008. Logo depois, a fera Jorge Henrique bailou com o zagueiro na área e deu de presente para o WellinGOL Paulista. 2 X 0 definidor. E que venha o primeiro clássico para carimbar esse grande início.

    E, PARA MOSTRAR MINHA OUTRA INDIGNAÇÃO, VOU GRITAR. ISSO MESMO. A UTILZAÇÃO DA CAIXA ALTA, NESSE PARÁGRAFO, É PARA DEIXAR CLARA A MINHA RAIVA POR ESSA MEDIDA: UM ABSURDO O AUMENTO DOS INGRESSOS CARIOCAS. UMA FALTA DE RESPEITO COM O POVO BRASILEIRO. QUANDO LI PELA PRIMEIRA VEZ A NOTÍCIA, ACHEI QUE FOSSE ALGUMA BRINCADEIRA ANTECIPADA DE 1º DE ABRIL. DEPOIS CONSTATEI QUE ERA VERDADE. TE DESAFIO A ENCONTRAR UMA ENTREVISTA DE DIRIGENTES QUE JUSTIFIQUEM DE FORMA CONVINCENTE ESSE ABUSO. E O PIOR: AGORA NÃO TEM MAIS O CAIXA D’ÁGUA PARA POR A CULPA. ENFIM, SÓ NOS RESTA A VERGONHA POR TER GENTE ASSIM NO COMANDO DO FUTEBOL CARIOCA. PELO MENOS POR ESSA NÃO TEREMOS QUE PAGAR MAIS. NOSSOS PAIS JÁ NOS DERAM DE GRAÇA.

    É isso. Quarta-feira tem mais show no Engenhão. Te vejo por lá. Um grande abraço alvinegro, Zé!

    Com ele, foi estrela no peito e taça na mão.
    Emanuel – Atacante do time Glorioso que deu o primeiro título de Campeão Carioca para o Fogão, em 1907. Feito que merece todo o nosso respeito e que inclusive faz parte do hino que embala todas as nossas jornadas. Alegria relembrada sempre.

  8. 15/01/2008

    Sábado, no cinema.



    Fala, Zé! Clima total de pré-estréia no Rio de Janeiro. Afinal, sábado é dia de comprar um baldão de pipoca, chegar mais cedo para garantir um bom lugar e ficar pronto para assistir uma exibição de gala no cinema. Opa! Pera aí. Cinema não, a melhor casa de espetáculos da América Latina. E o melhor: não vamos assistir à um filme apenas. Serão vários longas dentro de uma mesma sessão. Bem, vou explicar. Como são muitas estrelas atuando pela primeira vez na nossa telona, teremos um grande sucesso para cada uma. Como eu disse, será uma sessão imperdível. A única diferença para uma exibição de cinema de verdade, é que o lanterninha – o resende – vai fazer parte do filme, sendo o grande vilão da história. E como no cinema o bandido sempre leva a pior, dessa vez não será diferente. Então, para rechear ainda mais as sinopses de quem está ansioso por essa estréia, resolvi enumerar os campeões de bilheteria que vamos curtir, no sábado.

    O numero um da tarde será o grande sucesso “À espera de um milagre”, estrelando o brilhante Castillo. Depois de um ano inesquecível para a posição mais ingrata do futebol, os torcedores mais apaixonados do Brasil depositam toda a sua fé em um bem disposto latino, que tem tudo para se tornar um grande herói. Vale a pena conferir. Mais à frente teremos a ação mais aguardada, o “Quarteto Fantástico”. A incrível história de 4 aventureiros que chegam cheio de confiança para salvar muitas famílias e se tornarem os grandes salvadores de General Severiano. Estrelando, Túlio Souza, Ferrero, André Luis e Triguinho. Sei que dois daí não devem jogar no sábado e por isso vão entrar dois desastrados, velhos conhecidos do público e que fazem qualquer pessoa largar o filme pela metade. Estou falando da comédia “Debby & Loyd”, com os destaques para Alessandro e Renato Silva.

    Coladinho com esses filmes, teremos uma exuberante página do cinema Botafoguense. Está aí uma bela saga de amor e vontade que faz qualquer cinemaníaco querer assistir, rever, ver de novo, quantas vezes for possível. É o maior sucesso da Zona Sul carioca, chamado “Coração Valente”. Essa é uma linda história de três mosqueteiros de verdade, que fazem de tudo pela segunda pele que vestem. Estrelando Túlio, Leandro Guerreiro e Diguinho. Por ali também temos um outro filme, um romance muito bom. É o badalado “Ao mestre com carinho”. Um longa que conta o emocionante relacionamento de um camisa 10 com uma torcida que sempre o reverenciou. Trata-se de um talentoso que nunca abriu a boca para falar mal ou desdenhar da sua verdadeira casa. Luzes para o grande maestro Lúcio Flávio, que brilha nesse longa. Ao lado dele, teremos uma outra trama. Esse talvez seja o filme mais enigmático de todos. É o suspense “Chance Imperdível”. A incrível história de um sortudo que recebeu uma grande oportunidade. Desacreditado ele tem que chegar em uma cidade e com muito esforço conquistar tudo e todos. Estrelando: Zé Carlos.

    Por último, teremos mais duas estrelas que serão responsáveis pela alegria nas salas de todo o Brasil. A maior atração Alvinegra - o Jorge Henrique - é o centro da aventura “Pequeno Grande Herói”, que conta a luta de um guerreiro incansável em busca de seu maior objetivo: o gol. Ao lado dele, teremos a também estréia de “Matar ou morrer”, que mostra a incessante corrida de um atirador para se tornar um matador imperdoável de todos os adversários. Estrelando: Wellington Paulista. Correndo por fora, a produção independente “Por um lugar ao Sol” promete conquistar a crítica, protagonizado pelo batalhador Fábio. Ah! E não posso esquecer também do sucesso “Fale agora ou cale-se para sempre”, com o elenco formado pelo Montenegro e sua turma. Não preciso nem explicar o que ocorre nesse longa. Ufa! Tudo isso será dirigido pelo polêmico técnico Cuca, que assim como todo bom diretor agrada a uns e causa raiva em outros. Mas que fique bem clara uma coisa: seja qual for a história a única exigência é que o final seja bem feliz. Bravo, bravo. Te vejo no Engenhão, sábado. Aquele abraço, Zé.

    Com ele, foi estrela no peito e taça na mão.
    Antonio Mendes de Oliveira Castro – Para quem não sabe, ele foi o primeiro Campeão Brasileiro em qualquer esporte. Isso mesmo. É do Fogão esse feito. Com o manto Glorioso ele ganhou esse 1º título, em 1902, no Campeonato Brasileiro de Remo. Queira você ou não a Estrela foi a primeira a brilhar Solitária nos céus brazucas. Simplesmente, palmas!

  9. 08/01/2008

    Feliz Botafogo Novo!



    Fala, Zé! Aaaaai, ai. Como é bom respirar novos ares. Não importa se o ano passado foi positivo ou não, o que interessa é que ele já é passado. Acredito que tudo o que deveria ser dito sobre a temporada regressa já foi feito. Quem cuspiu fogo, teve a sua chance. Quem rasgou elogios, aproveitou seu espaço. Esse tempo de final de ano foi bom para descansar, para fazer reflexões e, principalmente, para renovar as esperanças na Estrela Solitária. Eu aproveitei para rever algumas de nossas inesquecíveis partidas do primeiro semestre de ouro. Aquele 4 a 4 com o vasquinho, por exemplo. Putz! Sen-sa-ci-o-nal. Valeu cada gole de cerveja. Enfim, chegou a hora de erguer a cabeça, confiar em quem ficou e acreditar em quem está chegando.

    Sinceramente, espero que as reuniões entre a comissão técnica e a diretoria do Clube tenham varado várias madrugadas. Afinal, o tempo é de planejamento e depois não queremos mais ouvir aquela famosa desculpa de continuidade do trabalho. Tanto a direção administrativa, quanto a direção do elenco já trabalham juntas há um tempo bem razoável. O Botafogo contratou bastante, isso ninguém pode negar. As saídas foram inevitáveis e as chegadas eram óbvias. O que me deixa um pouco apreensivo é que diante dos 12 novos nomes é muito difícil fazer uma avaliação consistente sobre o potencial do pacotão adquirido. São poucos os que têm qualidade comprovada, como é o caso do zagueiro André Luis – que já impressionou em outros grandes clubes – e do polivalente Túlio Souza – o maior destaque da Série B no ano passado. Não acho que a solução seja contratar apenas estrelas e jogadores de renome. Já vimos em outras oportunidades que isso não costuma dar certo (ou você acha que a pseudo-máquina do lado afeminado do Rio vai a algum lugar?). Mas eu quero acreditar que as nossas contratações tenham sido feitas com coerência.

    Me assusta muito saber que o Cuca fez cara feia quando foi informado da contratação do Ferrero. Me arrepia mais ainda quando soube que o preparador físico se surpreendeu com o estado do Escalada. Como assim? A impressão que dá é que um paladino armado de cheques saiu por aí caçando e contratando novas promessas, usando releases de imprensa como bússola. Sem um direcionamento ou supervisão mais apurada. Mas não. Não é esse início de ano indagador e ancorado que nós devemos ter. O tempo é de recomeço, ora bolas. Vamos confiar nessa turma que chega. Mas... Epa, epa, epa! Muita calma nessa hora (parafraseando o nosso herói novelesco irmão de camisa). Justamente, vamos deixar claro para esses iniciantes na História Alvinegra que aqui a cobrança é forte. Se uma grande oportunidade está sendo dada, grandes resultados serão exigidos. Raça e vontade terão que superar qualquer eventual falta de talento. Do goleiro ao centro-avante, cada um deles tem que conhecer a responsabilidade de vestir o Manto Glorioso.

    Um novo time está se formando e que a palavra vitória seja um lema respeitadíssimo para a nova etapa. Acreditar e torcer é o nosso dever. E garanto que cada um de nós está sempre disposto a isso. Portanto, recém-chegados, não ousem desdenhar da capacidade da torcida mais apaixonada do Brasil. Outras bonecas já fizeram isso e não agüentaram a pressão. Saibam: se estão com a Estrela Solitária no peito, façam por merece-la. Apesar de tudo, que eles sejam bem-vindos e que em breve possam ser citados na nova seção do nosso espaço, que está aí embaixo.

    Grande abraço, Zé! E a saudade do nosso Engenhão, que era mais que prevista, poderá ser esquecida contra o Resende, no dia 19.

    Com ele, foi estrela no peito e taça na mão.
    Mauro Galvão – É claro que eu não poderia abrir essa seção de Grandes Campeões Gloriosos com outro nome. Está aí o primeiro capitão que eu vi, ao vivo, erguer um caneco. Até hoje, alegria maior eu desconheço. Que o zagueiraço daquele Carioca de 1989 nos inspire em 2008.

  10. 31/12/2007


    Fala, Zé! Entre idas e vindas, alegrias e tristezas, mentiras e verdades, sucessos e fracassos chegou o dia de nos despedirmos de 2007. Alguns tentarão esquecê-lo, outros farão questão de guardá-lo na memória. Eu confesso que serei um deles. Independente do nosso andamento em campo esse foi um ano diferente. Um ano que promoveu o nosso encontro. Com muito esforço, conquistei coisas importantes. E entre elas eu destaco esse espaço aqui. Essa é a hora de agradecer a todos que me deram força e estiveram comigo. Mas nenhum desses agradecimentos é tão especial quanto o seu, Zé. Obrigado de verdade. Obrigado por mantermos viva a nossa chama apaixonada que se denomina por Botafogo de Futebol e Regatas. Acredito que vocês não consigam alcançar o tamanho do meu orgulho por ser o representante da torcida mais apaixonada do futebol brasileiro. E me arrisco a dizer do futebol mundial, já que nessa atividade somos referencia para o planeta.

    Realmente a frase que marcou o ano e se torna slogan definitivo de 2007 para a minha pequena vida e para a grandiosa história desse Clube encantador é: NINGUÉM CALA ESSE NOSSO AMOR! Tenha certeza que cada canto proferido por uma garganta Alvinegra é mais sincero, é mais verdadeiro. Lágrimas alegres ou tristes são a consolidação do sentimento. E em General Severiano elas são mais carregadas de emoção. De certo mesmo é que nada e nem ninguém conseguirá brilhar mais alto que a nossa Estrela. Seja em 2008, 2009, 2078, 3689. Enfim, como o próprio adjetivo que a define, ela estará sempre sozinha, no topo do futebol brasileiro.

    Que momento. Chegou o tão esperado dia da virada. Essa é a hora de esquecermos tudo de ruim que passou. Agora, temos que ressaltar os acontecimentos positivos, renovar as esperanças e... pé na estrada novamente. Disposição e vontade para isso jamais nos faltarão. Está se abrindo mais uma caminhada. E iluminá-la com o brilho da Estrela é o nosso dever. E que a arquibancada continue sendo o berço de centenas de brindes que estarão conosco em mais um ano. Ah! E não se esqueça de vestir o manto glorioso na virada, porque essa superstição eu te afirmo que funciona. Feliz ano novo, Zé! E também para todos os seus, que na verdade são nossos. Beijo pra quem é de beijo e abraço pra quem é de abraço.

    Pera aí! Antes de me despedir deixa eu explicar uma coisa. Fiquei aqui pensando: como eu poderia deixar uma mensagem festiva e personalizada para cada Zé, que esteve comigo nesse ano? Putzgrila! Como é que eu não pensei nisso antes? É claro. A melhor forma para alegrar cada irmão de camisa é desejar apenas um 2008 de muito sucesso e vitórias. Isso mesmo. Apenas um, para o pavilhão que nos une, o nosso Fogão. Porque se esse desejo de conquistas se tornar realidade, todos os outros serão apenas conseqüência.

    Mas como fazer isso? – mais uma dúvida que me surgiu. Óbvio. Com o título. Afinal, que outro clube merece e será enredo de todos os títulos em 2008? Está aí a explicação da coluna de hoje ter sido diferente e ter começado direto. Resolvi deixar o título por último. E, se Deus quiser e ele vai querer, o título dessa coluna de hoje vai assumir o trocadilho e se tornar um título também no futebol. Vida longa ao Glorioso!

    Botafogo é o grande campeão de 2008.


João Roberto é um niteroiense de 27 anos. Redator publicitário, apaixonado pela Estrela Solitária. Desde que o Mauro Galvão ergueu a sua primeira taça, lá em 89, ele se tornou um freqüentador assíduo das partidas do Glorioso. Um gordinho que nasceu com as veias alvinegras, mas que mesmo assim não cansa nunca de agradecer a seus pais por terem o feito feliz assim: BOTAFOGUENSE.

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