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Vanderlei Luxemburgo

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  1. 28/03/2008

    Acima de tudo e todos, a Estrela.



    Fala, Zé! Não me venha com essa história que todo o jogo o Fogão precisa dar espetáculo, porque isso é coisa para circo de bailarina. O Botafogo tem o dever de vencer, sempre. Isso sim. Ganhar de sete todo dia não dá. Esquece. Mas, jogar pelos três pontos tem que ser de praxe. O nosso próprio hino manda: “foste herói em cada jogo”. O jogo de ontem foi na mesma levada da partida passada. Entramos em ritmo de treino e simplesmente vencemos. A diferença é que domingo estávamos em um dia inspiradíssimo e ontem tudo deu errado para nós. A vida pra quem é Estrela é assim: um dia está por cima de todos e outro dia todos estão por baixo dela. Na noite desta quinta, se não fossem as cadeiras sem acolchoamento do Engenhão, a cochilada seria inevitável. No desejo de convencer, deixamos a desejar.

    Concordo com o Cuca: fizemos o nosso pior jogo do ano. Agora, a turma lá de casa (e onde eu falo casa, lê-se General Severiano) merece mesmo alguns puxões de orelha. Primeiro porque ficou claro uma leve subida no salto alto. Toques de calcanhar e excesso de preciosismo começaram a pintar em campo. O tão falado e admirado “feijão com arroz” deve ser sempre exaltado no nosso esquema. Segundo porque escalar 3 atacantes está claro que não dá. E olha que ele já tinha aprendido isso, no ano passado, quando tentou jogar com o sonolento dopado, o grande André Lima e o magnífico Jorge HENRYque. A bola não chega lá na frente sem uma boa ligação de meio-campo. E por último porque jogar tão mal assim é inadmissível para o novo plantel do Glorioso.

    O jogo começou único: no primeiro lance, o zagueiro do cardoso suspendeu o Fábio uns três metros e meio, com um carrinho desleal. Vermelho na hora e sem discussão. As bolas na trave até davam algum sinal de mais tranqüilidade pro nosso lado. Pelo menos a bola chegava bem do lado de lá. E confesso que o primeiro tempo nem foi tão brochante quanto o segundo. No gol Alvinegro, concordo que o impedimento no WellinGOL – o único W que é artilheiro no Rio – deveria ser marcado. Mas também quero que você reconheça que o juizinho deixou de marcar um pênalti clamoroso na segunda etapa. O zagueiro do cardoso abriu a asa dentro da área e o moço do apito fingiu que não viu. Isso sem falar nas inversões de faltas. Ficou elas por elas. A arbitragem não foi fundamental ao resultado. O Botafogo foi superior o suficiente para vencer de 1 a 0. E está muito bom. Só não entendi porque ele não deu chance para os jogadores que estão só esperando uma oportunidade, como é o caso do Wellington Júnior e do Édson.

    A verdade é que jogamos muito longe do de costume. Sem problemas, porque a gente foi mal quando tínhamos gordura pra queimar. O time está classificado e pronto. Mas a vontade não pode ser deixada de lado. E a vontade agora tem que caminhar na direção de purpurinar ainda mais o lado rosa do Rio de Janeiro. Domingo, vamos com tudo pra cima delas e foi importante guardarmos munição no cartucho para gastar contra o fluzinho. Nos veremos no Bellini, domingo. Sem falta. Abração, Zé!

    Com ele, foi estrela no peito e taça na mão.
    Paulo Azeredo –No início do século, começou como gandula do time de meninos e acabou Presidente e Benemérito do Clube. Lutou bravamente por nossas sedes. Um incansável defensor da Estrela Solitária, que ganhou uma coleção de títulos enquanto esteve honrando as nossas cores. Na sua ultima administração – em 1962 – o Botafogo obteve um feito inédito em nível mundial: ganhou 120 títulos em um ano. Isso mesmo! Vou repetir em caixa alta para ficar ainda mais marcado. O FOGÃO GANHOU 120 TÍTULOS EM UM ÚNICO ANO. Simplesmente, invejável e, é claro, GLORIOSO.

  2. 24/03/2008

    Cowellingnho da Páscoa



    Fala, Zé! Tentei, tentei, mas infelizmente não consegui. Pensei bastante no que escrever para fugir do lugar-comum do chocolate que o Fogão aplicou ontem, em pleno domingo de Páscoa. Esforço em vão. Parece que atacante bom, fica ainda mais inspirado na data que simboliza a renovação. O nosso WellinGOL deu uma de coelhinho e nos proporcionou uma páscoa recheada de alegria e esperança. Alegria, pela sonora e mais ampla goleada do Campeonato Carioca de 2008. Sete a zero. Esperança, porque estamos sentindo - nesse grupo todo - a vontade e o empenho em levantar mais um caneco. Os 7 saborosos bombons empurrados goela abaixo no modesto macaé nem foram tão surpreendentes assim. Mas a impetuosidade desse time me causou surpresa por um fato. Algo que me consumiu alguns bons minutos de lembranças e conclusões que vou dividir com você agora. Pare para pensar, Zé. Já fazem uns bons anos que estamos curtindo times bons. Equipes que temos gosto em ver jogar. Se alguns foram vitoriosos e outros não, pouco importa. O destaque é que - desde 2005 - o Botafogo voltou para o seu lugar de origem: um dos principais assuntos do Futebol Brasileiro.

    Repare bem, disputar títulos, jogar de forma convincente e terminar o fim-de-semana sorrindo virou a nossa rotina. Vamos por parte. Em 2005, não fosse a falta de caráter do nosso (graças a Deus) ex-técnico, que abandonou o barco quando éramos líder do Brasileirão, o desfecho seria outro. Em 2006, o grande Carlos Roberto nos levou ao título Carioca. Já em 2007, a comissão arbitral e a imprensa fanfarrona fizeram questão de desestabilizar o grupo. Agora, em 2008, mantivemos o bom trabalho e anexamos um poder de renovação ao time. O saldo de tudo isso: um pavilhão em franca ascensão chamado Botafogo de Futebol e Regatas. Não precisa nem ir longe, é só olhar para o lado e ver que tem time aqui no Rio que não curte um bom futebol há muito tempo. Eu te confesso que estou feliz e não tenho dúvidas que festas ainda maiores estão bem próximas de General Severiano. Acho que vale a pena reconhecermos o bom trabalho da atual diretoria, jogadores e comissão técnica. Falhas? Eles têm muitas. Mas as virtudes desses caras ficarão marcadas na história do nosso clube. Pra sempre.

    Bem, e com relação a ontem, repare outra coisa: que time consegue interromper o Faustão, no domingo, para a transmissão – ao vivo – de mais um de seus treinos? O Fogão, é claro. Jogamos confortavelmente mais uma vez. O nosso coletivo televisionado foi excelente. Se eu ficar contando a história de cada gol, nos estenderemos mais uns 7 parágrafos, pelo menos. Sinceramente, não acho necessário. Só vale dizer que jogamos muito bem. Aplicados na marcação e na recuperação de bolas. A criação das jogadas e a troca de passes foi irrepreensível. Alguns destaques valem o registro, como Túlio, Fábio e, LÓGICO, o artilheiro do Campeonato WellinGOL Carioca (vamos trocar o sobrenome do rapaz, pois já vimos que trata-se de um atacante malandro). Chocolates à parte, também tivemos a centésima partida de um dos melhores “camisa 10” do Brasil. O Lúcio Flávio comemorou a importante marca com a nossa Estrela no peito. Parabéns, Maestro. E prepare-se, porque mais uns 200 vem por aí.

    Vou aproveitar o clima de comemoração e pedir para que você se junte a mim, Zé, vestindo o seu narizinho de palhaço. Isso mesmo. A gente não pode ficar mal vestido caso também sejamos indiciados por “procuradores” do futebol carioca. Cadê a súmula do jogo contra o urubu? Cadê os jogadores covardes denunciados? Dois pesos, 4.964 medidas. Muito bacana. Pelo visto, seriedade e solução para a dengue o Rio de Janeiro tem de sobra. Na próxima quinta, teremos mais um treino transmitido ao vivo, antes de encararmos as flores das laranjeiras. Te vejo no Engenhão. Combinado. Abraço, Zé!

    Com ele, foi estrela no peito e taça na mão.
    Dulce Pereira da Silva, a Dulcinha – A verdadeira sereia em preto e branco. Nadadora de empenho invejável, deu suas primeiras braçadas defendendo o Botafogo de Regatas por volta de 1936. Estilista do nado de costas, foi campeã carioca e brasileira, além de recordista sul-americana. Tudo isso enquanto ainda tinha apenas 13 anos de idade. Uma revelação que enchia os olhos. Tanto que foi feita a única mulher atleta emérita do Regatas. Essa foi a pequena grande Dulcinha à serviço do gigantesco BOTAFOGO. Magnífico.

  3. 17/03/2008

    11 contra 11 eu aposto quanto você quiser



    Fala, Zé! Está cheio de razão quem falou que o flamengo entrou em campo, ontem, desfalcado. Eles vieram pro jogo com o time reserva mesmo. Os titulares Djalma Beltrame, Marcelo de Lima Henrique e Moutinho não puderam entrar em campo. E detalhe: a Ana Paula ainda ficou no banco. Aí é óbvio: quando esse timaço não joga, o descontrole deles é total e a lógica retoma o seu lugar. Definitivamente, sem a corja do assopro, o menguinho não consegue vencer o Botafogo. Aliás, vencer esse clássico com o time reserva é privilégio só do Fogão mesmo. E olha que ontem o Alvinegro fez o seu pior clássico do ano. Para vencer o urubu sem o juiz, não precisamos nem jogar o nosso melhor futebol. Jogamos o suficiente. É bom, porque assim guardamos as surpresas para a final do campeonato, que não tenho dúvidas, anote aí – VAMOS VENCER. Pode parecer impressionante para quem não acompanha futebol, mas quem tem um mínimo de discernimento enxerga: esse time do Botafogo só perde para as 11 babas da Gávea – em condições normais – na gravidade zero de Marte. E no apito-amigo nota 10 da Federação, é claro.

    Particularmente, eu não sei o que é pior: perder roubado, como das outras vezes, ou chegar em casa depois de uma vitória incontestável e ter que engolir a resenha do jogo feita por comentaristas reconhecidamente rubro-negros. É triste ver a tentativa deles em justificar a derrota. Mas isso não é nada que diminui a nossa alegria, Zé. O jogo foi movimentado. Entramos com a nossa zaga reserva e mesmo assim comprovamos a superioridade que sempre esteve evidente. O início foi meio conturbado taticamente, já que as nossas jogadas dependiam da criatividade de André Luiz e RuimNato Silva. Assim fica difícil. Estava errado, mas logo aos 22 minutos, o ataque tratou logo de acertar a casa. Bate-rebate e na sobra deu WellinGOL. 1X0 Ma-ra-vi-lha. O goleirinho deles nem viu a bola. Depois disso, o juiz caiu na onda do descontrolado Obina. Penaltizinho maroto. Isso porque ele deixou de marcar um pênalti escandaloso em cima do Jorge HENRYque. Mas o empate deles foi logo encoberto pela falta no Maestro dentro da área. O Zé Carlos bateu da marca do cal e o Bruno não teve chance nem de pular. 2X1 pra sair bem na foto. Pausa pro xixi e mais 15 minutos de festa e espera.

    O segundo tempo manteve o ritmo. Tanto que aos sete, o WellinGOL cruzou com a mão para o Jorge HENRYque – no alto de seus 2 metros e 15 centímetros – subir mais alto que a zaga adversária. 3X1 na ponte-aérea. “Pode beijar o escudo que a vitória é nossa, Jorge.” Foi o que gritei de coração lá de cima da arquibancada. Logo depois, ele podia ter fechado o caixão de vez, mas o goleiro deles provou que é a única coisa que vale a pena do lado de lá. Um peixinho de frente pra rede que, infelizmente, escapou do anzol. Eles diminuíram com um gol e aumentaram ainda mais o nervosismo da partida com uma vergonha tremenda. Esse tal de Toró, que é o mesmo que bateu na criança lá no Uruguai, só manteve a sua postura de covarde e chutou o nosso goleiro caído, por trás de seus companheiros. Quero ver se o mesmo procurador que quis aparecer às nossas custas vai mostrar serviço agora. Vamos cobrar.

    Enfim, vitória para acabar com essa historinha de tabu. O passado não entra em campo e os nossos jogadores mostraram que são melhores sim. Abrimos a semana muito bem e abrimos também as portas das trevas para os urubus. Agora, Cuca, você tem uma semana inteirinha para trabalhar e – quem sabe – concluir que o RunNato Silva só pode ser titular no menguinho mesmo. Nos encontramos, domingo, no Engenhão contra o macaé. Grande abraço, Zé!

    Com ele, foi estrela no peito e taça na mão.
    Manga – Goleiraço da década de 60. Figura folclórica que ajudou a escrever com caneta de ouro um pedaço da nossa história Gloriosa. O goleiro sem luvas no tempo da bola de couro foi campeão carioca várias vezes, destaque para os Bicampeonatos de 61/62 e 67/68. Autor da célebre frase: “Na semana do jogo contra o flamengo, eu mando a patroa gastar por conta porque é bicho certo”. Um grande jogador que faz parte da verdadeira seleção do Botafogo que ganhava tudo o que disputava. Uma de suas últimas frases resume bem a paixão de quem veste o manto Glorioso: “Por tudo o que vivi em General Severiano, serei Botafogo até morrer.” Vida longa ao Botafogo e ao grande Manga, é claro.

  4. 14/03/2008

    Próximooooo...



    Fala, Zé! Tudo o que vem a gente despacha. De bate-pronto. O Ritmo do Fogão nessa Taça Rio está constante. Partidas tranqüilas, sem susto. Se bem, que esse Carioca está igual a novela chata, você pode ficar sem assistir à uns três capítulos que, com certeza, não vai perder nada. Não vou ser repetitivo, mas os pequenos não fazem mal a ninguém. O que importa mesmo é que agora a gente tem um campeonato à parte no domingo. É... Temos um torneio contra dois times no mesmo dia. São duas equipes co-irmãs, que sempre jogam juntas: o menguinho e o trio de juízes. A preleção do nosso Cuca deverá ser ainda mais animadora, porque os 11 Alvinegros que entrarem em campo terão que dar o sangue para superar os 14 urubus do lado de lá. Agora sim vale a pena ser repetitivo: EU CONFIO PLENAMENTE NO FOGÃO! Espero que você também, Zé. Porque, domingo, eu conto com a nossa torcida em massa para juntos provarmos que o semestre deles acabou. Vamos colocar medo na parte do Rio que rouba. Com direito a um novo grito e tudo.

    O jogo de ontem foi digno de pipoca e refrigerante no sofá. Uma partida descompromissada, que pouco exigiu do nosso esquadrão. Um verdadeiro treino televisionado. Eu e mais quase 4 mil pessoas presenciamos uma marcação boa no primeiro tempo do Engenhão. Agora uma pergunta para o nosso treinador: o que mais a zaga “reserva” precisa fazer para mostrar que merece uma vaga ao lado do Ferrero? Ontem, até tabela dentro da área adversária com desfecho em gol eles fizeram. Logo no início, uma bola alçada na boca do cafofo e o Édson ajeitou de cabeça para a conclusão do André Luiz. 1X0 pra abrir os trabalhos. Feito isso, o bom toque de bola apareceu. A expulsão no time da Baixada seria completamente infundada se fosse na Gávea. O cara deu um soco no WellinGOL, que por sinal ontem estava em uma noite sonolenta, e mereceu ir pro chuveiro. No finzinho da primeira etapa, o Maestro Lúcio Flávio estufou o balaio adversário de fora da área. Um chutaço cheio de potência. 2X0 que mais parecia jogo de Vídeo Game. De 1º tempo, foi só.

    Fomos pro intervalo já com a cabeça no clássico do Maracanã. Esse burburinho de que eles vão vir com o time reserva não nos afeta. Uma coisa é fato: querem desqualificar a partida porque estão prevendo uma derrota. Mas, ainda no duque de caxias, voltamos pro jogo na pegada do aquecimento. E mesmo assim os gols saíram. O Alessandro, que está fazendo de tudo para mudar a sua imagem, já merece o nosso aplauso. Com raça, ele provocou uma verdadeira amnésia nas nossas críticas. O grande Jorge HENRYque o deixou de frente pro crime e – com muita categoria, diga-se de passagem – ele encobriu o goleiro. 3X0 pra dar confiança ao valente lateral. Mas que fique bem claro que não pode deixar a peteca cair. No caso dele, empenho é tudo e é assim que está nos conquistando, aos poucos. Pra fechar, uma excelente notícia: os dois zagueiros “reservas” marcaram gols na partida. Conclusão: Adeus, RuimNato Silva. Opção agora é o que não falta. O Maestro (sempre ele) bateu o escanteio e o Édson subiu muito bem para matar a redonda no fundo da rede. No cantinho e com estilo. 4X0 que por mim fechariam a noite, não fosse uma falha do Castillo. O Uruguaio precisa treinar mais as suas saídas do gol. O que ele foi fazer lá fora, tendo dois marcadores no atacante? Mas, tudo bem, errou quando podia errar. O golzinho dos caras deu números finais ao placar. 4X1 pra todo mundo escutar, porque ninguém cala esse nosso amor.

    Claro que nos veremos na rampa da Uerj domingo. Vamos papar o urubu. Abração, Zé!

    Com ele, foi estrela no peito e taça na mão.
    Oscar Zelaya – O nosso basquete deve muito a essa personalidade. Muito antes do famoso Oscar Shmidt honrar o basquete brasileiro, o Botafogo apresentava o seu homônimo, que encantou todos os seguidores da Estrela Solitária. A começar por um fato: ele nunca vestiu a camisa de outra equipe em sua carreira. E a se concluir por outros: ganhou campeonatos Cariocas, Brasileiros e uma Olimpíada, em 1936. Devemos pelo menos um muito obrigado ao nosso grande cestinha Oscar. Fogão!

  5. 10/03/2008

    Moleza Pura



    Fala, Zé! Fácil. Até agora, é assim estão se resumindo os jogos contra os pequenos aqui no Rio. Sinceramente, acho isso péssimo por um lado e excelente por outro. É bom porque assim o Botafogo pega mais confiança e começa a encaixar melhor o estilo de jogo. Uma espécie de pré-temporada alongada. E ruim porque o campeonato mais charmoso do Brasil perde competitividade. Vamos e convenhamos, jogando com essas babas a gente fica sem saber o real potencial da equipe. Mas, como a gente já teve testes perigosos e nos saímos bem, eu fico um pouco mais tranqüilo. Veja só: o tão cantado florminense – por exemplo – simplesmente não agüentou a pressão do Glorioso em pleno Maracanã. O vasquito teve o mesmo desfecho e o flazinho... Bem, esse todo mundo lembra. Foi-se o tempo que o americano era perigoso, o bangu incomodava, o américa chegava pra disputar. Enfim, recentemente, até o volta redonda chegou a beliscar uma ou outra final. Mas esse ano a coisa tá feia. Salvando o madureira, o macaé e o duque de caxias (que pra mim são os que mais se esforçam por alguma coisa), realmente os 4 grandes não encontram maiores dificuldades. Está mais fácil do que tirar doce da mão de criança, ou bola da mão de gandula. Mas sem fazer vergonha, né?!

    Ontem, foi exatamente dessa forma: desde o anúncio até a conclusão, o jogo foi simples e direto. O nosso time entrou desfigurado e, temerosos, eu meus amigos fizemos questão de comparecer ao Engenhão com uma única meta: ver se o nosso banco de reservas é no mínimo confiável. E olha que não nos decepcionamos. O time entrou sério e focado como toda partida deve ser. Sem dar espaços, o Fogão mostrou que não era dono só do estádio, era dono do jogo também. Forte na marcação e muito bem no toque de bola, o time foi morno na maioria do tempo e quente quando necessário. Tanto que o Bota matou o placar ainda no primeiro tempo. A contusão do Abedi acabou sendo a melhor ocorrência da noite, pois só assim podemos ver a categoria de um garoto criado nas nossa bases, o Wellington Júnior. O menino entrou cheio de vontade e abriu o placar em uma tabela sensacional com o seu xará do ataque. Afinal, eles que são Wellingtons que se entendam, não é mesmo? Do júnior, pro paulista, do paulista, pro júnior e... Saco! 1X0 Wellingtoniano. Na raça e no excelente toque de bola, a gente alcançou o segundo com o Túlio. 2X0 pra bater no peito e pedir mais uma cerveja.

    Antes de chegar no 2º tempo, vou te perguntar uma coisinha rápida: em que planeta o Wagner Love é melhor do que o Jorge HENRYque? Fica difícil encontrar coerência no trabalho do Dunga se ele não vê os jogos desse rapaz. Falta o quê para convocar o nosso baixinho? Dá uma chance pro garoto, Dunga. O Jorge HENRYque está mesmo jogando o fino da bola. Impressionante a vontade que ele tem de partir pra dentro. Sem medo. Dá gosto. Na segunda etapa, o time manteve a superioridade e o goleiro – também prata da casa – reforçou o seu futuro promissor no Clube. Mas sobre esse, eu prefiro ver mais para me pronunciar, porque no ano passado o Júlio Chester foi endeusado logo de cara e aí deu no que deu. O Renan é sério, sem firula, mas vamos calma para não queimá-lo. O time chegou ao terceiro com uma boa visão do Wellington Júnior para dentro da área. Ele achou o Alessandro que chilapeou o barbante no fundo do balaio. 3X0 para abrir a semana com um sorriso no rosto. O Eduardo mostrou empenho na cabeça-de-área, o Renato Silva mostrou que se mantém como cabeça-de-bagre e o André Luiz tem que manter a cabeça-no-lugar. Tudo pelo título, gente.

    Quinta-feira é a vez do duque de caxias provar o veneno do Glorioso. Temos que entrar esperando aplicação do lado de lá. Espero que eles não aprontem nada pra cima da gente e tenho certeza que o time vai ter mais um triunfo. Nos vemos no Engenhão. Abração, Zé!

    Com ele, foi estrela no peito e taça na mão.
    Nilo – Nilo Murtinho Braga. Esse é o nome da fera que botava pra tremer qualquer zaga adversária. Artilheiro imperdoável, ele foi titular do Botafogo entre 1927 e 1935. Nem preciso dizer que ele foi mais um que entrou pra história no épico e único Tetracampeonato Carioca 32-35. Entre seus feitos está um marco: chegou à impressionante marca de 30 gols em apenas 18 jogos. Sua figura fez muito goleiro sentir medo por aí. Imortal Nilo. Pra sempre, Botafogo!

  6. 02/03/2008

    Foi ruim mas foi bom



    Fala, Zé! Foi ruim única e exclusivamente porque estávamos em um dia de muito pouco futebol. Ontem, o time jogou bem abaixo do que a gente espera. Tá bom, eu sei que entramos em campo desfalcados, tudo bem. Mas esse último fato só reforça a lista de coisas boas que vou começar a mostrar agora:

    1º – foi bom porque vencemos, é claro. Se jogarmos mal 1000 vezes e vencermos 1000 vezes, o dever estará cumprido;

    2º – foi bom porque ficou ainda mais evidente que, por enquanto, antes da estréia dos machucados, o Fogão tem apenas 11 titulares dignos de vestir o manto Glorioso. Para o resto do ano não dá para olhar pro banco e sentir confiança. Reforços, já;

    3º – foi bom porque anunciaram a saída do Robosta, ou seria, Róbston, sei lá. O importante é que já foi tarde;

    4º – foi bom porque o Cuca ganhou mais um motivo para acabar com a própria teimosia e dar uma chance para o André Luis. Deixa a gente ver o cara jogar pelo menos uma vez, senhor Cuca. Nossos olhos já estão marejados com a figura do Renato Silva;

    5º – foi bom porque todo mundo viu que o Abedi pode ser objetivo lá no vasco, aqui ele é menos um;

    6º – foi bom porque ficou claro que o Adriano Felício deveria ter sido incluído naquele pacote que despachamos para o são paulo, no ano passado;

    7º – foi bom porque o gorducho argentino Ex-salada acabou com essa possível fama de craque que nos venderam. Inclusive a sua saída para um clube russo deverá ser anunciada amanhã. Até que enfim e até nunca mais, rapaz;

    8º – foi bom porque o WellinGOL este se firmando cada vez mais como artilheiro dessa equipe guerreira;

    9º – foi bom porque já começamos a ver o nosso estádio se vestir de preto e branco. Parece que estão iniciando a demarcação do território. Esse é só o início de um projeto que não pode parar, ouviu diretoria;

    10º – foi excelente olhar no rosto de cada torcedor que compareceu ontem ao Engenhão e ver que a vontade de acreditar nesse grupo só aumentou. Lindo.

    Poi Zé! O mequinha está mesmo mal das pernas. Uma pena, porque trata-se de um clube de tradição que não merece estar onde está. Ultimamente, a única coisa que eles ganham é decepção. Triste. Mas no primeiro tempo o Fogão ficou sufocando, perdendo algumas chances e empurrando pra dentro uma outra. O WellinGOL Carioca esticou um canudo de fora da área e o goleirinho deles que - como todo frangueiro - foi formado na Gávea, aceitou de portas abertas. 1X0 que sacudiu o filó. Mas infelizmente o placar não se mexeu mais. O segundo tempo foi digno de um cochilo. Jogo morno e mais 3 pontos quentes pra nós na tabela. Firme, continuamos com o mesmo propósito de Janeiro: ser Campeão Carioca de novo. Vamos continuar com a seriedade e agora com uma semana inteira pra trabalhar. E outra coisa: esqueçam os advogadinhos que só querem aparecer às nossas custas. Te vejo no Engenhão. Abração, Zé!

    Com ele, foi estrela no peito e taça na mão.
    França – Meio-campo bastante batalhador que formou a nossa frente de guerra naquele memorável jogo contra o grande Juventus da Itália, na final do Tereza Herrera de 1996. Um leão incansável que mordeu a partida inteira e triunfou sobre o esquadrão de Vieri, Dechamps, Del Piero e Cia. O Estádio Riazor, em La Coruña, assim como todos nós, teve orgulho de aplaudir de pé o nosso modesto grupo, que mostrou ser fora de série pela aplicação e vontade dentro de campo. Esse jogo está guardado. Guardado em cada coração alvinegro, tenho certeza. Fogo!

  7. 28/02/2008

    Sem essa de vir passear no Rio



    Fala, Zé! Início de Copa do Brasil é sempre assim: os adversários entram em campo jogando a vida para poder pelo menos visitar o Rio e guardar na gaveta boas fotos de cartão-postal. Ontem não foi diferente. Com direito a fuso horário e tudo, fomos lá no Acre para comprovar, mais uma vez, a grandeza do Botafogo. Recepção no aeroporto, treinos lotados, cidade agitada, tudo para receber o tradicional Glorioso Brasileiro. O modesto rio branco, coitado, não devia nem saber que ia enfrentar um time mordido e indignado com os últimos acontecidos. Nada de preservar jogadores, é assim que se age, senhor Cuca. Temos que ir sempre pro jogo. Ainda mais agora que precisamos encarar cada partida como uma final. Vamos mostrar pra todo mundo que a sinceridade de uma emoção exposta não é motivo de chacota, mas sim razão para a Glória.

    Logo no princípio da partida o WellinGOL, que está mais Carioca do que nunca, mostrou que time grande tem artilheiro. 1X0 pra transformar a Arena da Floresta numa verdadeira Arca de Noé do adversário. Ainda no 1º tempo, a nossa caça empatou, mas guardamos o tiro de misericórdia para o final. Aos 36 minutos da segundo etapa, o Zé Carlos – de falta mais uma vez – mandou uma patada para esticar a armadilha do fundo do gol. 2X1 que animou o resto da equipe. Tanto que, daí pra lá, ainda tivemos duas chances que só se concretizaram na cabeçada do Wellingol aos 45. 3X1 suficientes para selar a classificação. Dever muito bem cumprido. Parabéns, time!

    Poi Zé. Agora de cabeça mais fria e ânimos menos exaltados me sinto um pouco mais tranqüilo para expor com mais clareza o que acho dos 1X2 de domingo passado. Sinceramente, não podemos ficar nos protegendo em cima de arbitragem, tá bom. Mas a indignação de todos nós foi por conta da reincidência de fatos muito parecidos, com circunstâncias também muito similares. Um absurdo. Toda vez, o populismo do framengo tem que prevalecer. Por quê? A análise matemática nos ajuda a compreender. A impressão que dá é que alguma ordem cai sobre os comandantes e, as vendagens absurdas de jornal, as audiências elevadas, enfim, todos os lucros da torcida inchada são impostos goela abaixo. Então a trajetória correta é voltarmos aos tempos do coronelismo de bicheiros e mandões no futebol. Pelo menos naquela época a safadeza e a grana improcedente eram declaradas e não veladas como nos tempos desses nossos conhecidos. Num país onde se rouba até reserva de Gás Natural, um juiz de futebol vira café muuuuito pequeno. Taí qualquer Edílson que não me deixa mentir.

    Chorar não é vergonha nenhuma. Ainda mais num time tão diferente e passional como o Glorioso. Vergonha mesmo é ver a maioria da imprensa, que se julga imparcial, comemorando o segundo gol do flamerda bem atrás do Castillo. O choro de nossos guerreiros foi até recompensador, pois esse foi o melhor atestado que poderíamos ter para comprovar a sede de vitória que os atletas tinham. Eu estou orgulhoso. Tenho certeza que você também, Zé. Quer saber? Que roubem. Que se danem, os corruptos. Como diz a coerente Elisa Lucinda: “Agora, só de sacanagem, mais honesto eu vou ficar. Minha esperança é imortal. Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quiser, vai dar pra mudar o final!”. Sábado começamos a caminhada rumo ao resgate da dignidade do futebol carioca. Vamos pra final com eles, mais uma vez. Pode escrever. E, no campo – limpo – seremos os verdadeiros BICAMPEÕES cariocas. E que os árbitros parem de aparecer mais do que aqueles que realmente promovem os espetáculos: os jogadores. Te vejo no Engenhão com mais emoção ainda. Botafoguense de verdade pode até se afastar por um tempo, mas não largará a Estrela em hipótese alguma. Estamos com você, Bebeto. Avante, Botafogo! Muita calma, porque a nossa hora vai chegar. E chega. Sobre isso não falo mais. Abraços, Zé!

    Com ele, foi estrela no peito e taça na mão.
    Nadim Severo Marreis – Grande atleta Botafoguense, especialista no arremesso de martelo, disco... enfim, no arremesso de peso. Quanto mais longe ele jogava, mais se aproximava dos troféus que enfeitam a nossa Gloriosa sala. Campeonatos Cariocas? Ihhhh! Foram vários. Tanto que foi empossado emérito do Clube, em 1949. Com tantas medalhas conquistadas, ele as ostentava no peito e nas costas. Salve, salve, o grande Nadim.

  8. 25/02/2008

    O circo



    Fala, Zé! Depois de ontem, pouquíssimo tenho a falar diante desse absurdo que virou o futebol carioca. Então, deixo com vocês o brilhante Chico Buarque que, mesmo há um bom tempo atrás, já conseguia prever no que viraria o futebol da Cidade Maravilhosa. Uma verdadeira PALHAÇADA! Isso mesmo. Aqui no Rio, é assim: se murar vira presídio, se cobrir vira circo.

    Piruetas
    Chico Buarque

    Uma pirueta, duas piruetas, bravo, bravo!
    Superpiruetas, ultrapiruetas, bravo, bravo!
    Salta sobre a arquibancada e tomba de nariz
    Que a moçada vai pedir bis
    Que a moçada vai pedir bis

    Quatro cambalhotas, cinco cambalhotas, bravo, bravo!
    Arquicambalhotas, hipercambalhotas, bravo, bravo!
    Rompe a lona, beija as nuvens, tomba de nariz
    Que os jovens vão pedir bis
    Que os jovens vão pedir bis

    No intervalo tem cheirim de macarrão
    E a barriga ronca mais do que um trovão
    Quero um prato - Cê tá louco
    Quero um pouco - Cê tá chato
    Só um pedaço - Cê tá gordo
    Eu te mordo - Seu palhaço
    Olha o público cansado de esperar
    O espetáculo não pode parar

    Vinte piruetas, trinta piruetas, bravo, bravo!
    Polipiruetas, maxipiruetas, bravo, bravo!
    Sobe ao céu, fura a calota e tomba de bumbum
    Que a patota grita mais um
    Que a patota grita mais um

    E só um detalhe: eles não ganharam nada. O campeonato está aí e não tenho dúvidas que o troco será devidamente pago. Sem Djalmas Beltrames ou Marcelos de Lima Henriques. Eu tô de cabeça erguida porque sei que, NA BOLA, somos superiores. E eles também sabem disso. Há muito tempo. Vamos com tudo para a Taça Rio e encarar eles em mais uma final. Abraço, Zé!

    Com eles, foi estrela no peito e taça na mão.
    A nossa torcida – Essa sim merece as honras de um Clube Glorioso como o Botafogo de Futebol e Regatas. Em meio a toda essa vergonha, o amor de cada Botafoguense permanece incólume. E com ele, se multiplica a certeza de termos nos apaixonado por uma Instituição diferente. Diferente por despertar uma emoção avassaladora, que fica estampada em cada rosto de quem se orgulha por torcer e ostentar a Estrela Solitária. Bola pra frente, Fogão!

  9. 20/02/2008

    Que São Maurício esteja conosco.



    Fala, Zé! É com esse espírito que o nosso time tem que entrar em campo, no domingo: se esforçando em cada jogada. Quem acreditaria que um cruzamento alto, feito no segundo pau, daria em alguma coisa? O Maurício, é claro. Ele não só acreditou, como deu o título pra gente com aquela raça, em 89. E foi numa situação parecida como essa, quando o menguinho tinha o time mais badalado e a gente entrou pra final com a garra que só a nossa Estrela merece. Enfim, boa premissa apenas. Titular ou reserva. Contundido ou pronto pra jogo. Não importa. Quem entrar em campo nessa decisão tem que dar o sangue, tem que morder o cotovelo para ganhar a partida. Sinceramente, estou pouquíssimo preocupado se o departamento médico vai liberar A, B ou C para o combate. Sinto nesse grupo algo que não via há tempos: vontade. Quem entrar, tem o dever de se armar com o manto Glorioso. Pronto para honrar a fé de sua torcida. Vou estar no Maracanã para sentir, em todo lance, a gana dos nossos guerreiros pela vitória. O mais bacana é que escrevendo, lendo e relendo cada linha desse parágrafo, eu bati no peito gritando para mim mesmo, de frente pro computador: VAMOS SER CAMPEÕES!

    Não tenho dúvidas, Zé! Provocações? Que eles façam. Apostas medíocres? Por conta deles. Nós continuamos aqui, concentrados em um único objetivo: vencer. Se bem que, descer o nível e perder o tom da argumentação sadia e inteligente é bem do feitio deles. Costumo dizer que ser flamengo é ter falta de imaginação. É fácil se esconder na maioria, como fazem 80% dos flamerdistas, que nem acompanham futebol. Aliás, flamenguista pra mim é problema dele. Vai ser uma decisão de perder o chapéu. Eles sabem disso. Tanto que ficam com esse papinho temeroso de que “Mas o Botafogo é um time perigoso” e tal e coisa. Mas, já chega de falar do lado de lá, porque com certeza isso é o que menos importa. Vai ser um jogaço que vale vaga. Isso mesmo! Vale vaga em qualquer CTI da cidade. Jogar contra eles é sempre melhor, mais emocionante. Os nervos ficam ao jardim inteiro da pele. Um verdadeiro teste pra cardíaco. E a sensação de ver o lado de lá saindo de cabeça baixa – caladinho - é boa pra cara... pra caramba. O desfecho vai ser esse, domingo. Nisso, eu e você não temos dúvidas.

    Hoje vou ser um pouco mais breve porque gostaria de ler também cada Avinegro. Poi Zé. Quero que você, Botafoguense, deixe aqui o seu recado, o seu estímulo, a sua torcida. Seja para os torcedores, os jogadores, a comissão técnica... Enfim, para quem você quiser. Pode soltar o verbo “APOIAR”. Então, com a palavra: você, meu irmão de camisa. E nem preciso dizer que – domingo – nos vemos na Arquibancada. Fogooooooooooooo!

    Abração eufórico, Zé!

    Com ele, foi estrela no peito e taça na mão.
    Maurício – É claro que o escolhido de hoje não poderia ser outro. Maurício, mais um grande camisa sete de nossa recheada história. Atacante incansável, que corria como uma bala no ataque Alvinegro. Em 89 ele empurrou sim. Empurrou a bola pra dentro e nos deu uma das maiores alegrias que já tivemos. Eterno Campeão Carioca de 1989! Imortalizado com fotos, camisas e, principalmente, com a nossa constante lembrança. Vida longa ao Glorioso!

  10. 17/02/2008

    Créééééééu, crééééu, créééééééééééu, crééééééu, crééééu, crééééu, crééééu,
    créééééééééééééu, crééu, créééééééú, crééééééééú, créu.



    Fala, Zé! Antes, péra aí, só mais um pouquinho de créu. Créééééééu, crééééu, créééééu, crééééu e crééééééééu. Pronto. Foi dada, em campo, a resposta que os tricoletes queriam. Sem essa que a gente estava mordido pela goleada dos urubus fedorentos. Isso JAMAIS vai acontecer. O fato é: quem fala sem pensar, sofre as conseqüências. Agora, senhor Thiago Neves, você que estava preocupado em pegar o menguinho de novo na final do Cariocão, deve se preocupar em colocar um bombril na antena da TV, para acompanhar de perto a decisão. Você e o jardim todo lá das Laranjeiras, que gritou aos quatro cantos - a máquina vai atropelar a Estrela. Agora: crééééééééééu (fazendo o gesto, é claro, que assim fica mais gostoso)! Como diz a própria letra dessa vinheta sonora: “...pra dançar CRÉU tem que ter disposição...” e ontem o nosso Glorioso Alvinegro mostrou quem tem propriedade pra dançar isso aí. Disposição a gente tem de sobra. Aliás, camarada Botafoguense, pode bater no peito com orgulho e dizer: ontem, jogamos com raça. Até então, nada novo, porque esse time pode não ter a melhor técnica que já vimos, mas tem a vontade que a gente tanto esperava.

    Nada tirou o nosso objetivo da vitória. Nem o RuimNato Silva, que estava fazendo de tudo para atrapalhar a zaga. Nem mesmo o juizinho, que apitou de forma bisonha, invertendo faltas e ignorando vantagens. Fiquei até com uma dúvida, será que esse senhor tem a marca a Unimed no contra-cheque? Do jeito que as coisas estão, não duvido de mais nada. Enfim, deu gosto ver a entrega de todos em campo. Até mesmo do Alessandro, que vinha atuando muito mal, e deu o sangue no gramado, merecendo ter o nome gritado pela galera. Continue nessa pegada, Alessandro! Quem sabe assim a gente muda o conceito sobre o seu futebol? O destaque é que ficamos sem vontade nenhuma de sair do Maior do Mundo. É gostoso demais ver uma equipe aguerrida em campo. O 1º tempo foi um massacre. Era pra gente ter aberto no mínimo 3 a 0. Logo no início, a bola teve a teimosia de beijar a trave, quicar na frente da meta, bater nas costas do goleirinho e sair chorando por cima do poste. Pu..........il. Opa! Sem palavrão, Zé! Mas que deu vontade de xingar, deu. O WellinGOL mandou um petardo. Ufa! Mais um pouquinho e, num escanteio cobrado pelo maestro, o Zé Carlos resvalou, deixando o WellinGOL livre para fazer jus ao sufixo do seu apelido. Festa, festa! 1X0 em cima do lado rosa do Rio. Há de se vangloriar que o nosso meio-campo foi impecável. Túlio e Diguinho ainda vão tirar muita noite de sono do Cuca, quando o Leandro Guerreiro voltar. O Castillo e o Ferrero foram seguros e também merecem os nossos aplausos.

    No 2º tempo, eles vieram pra cima. Mas também, eles tinham que correr atrás do prejuízo. A gente continuou atento, sem dar mole. O Renato BettyBoop até colocou o “Uh, que gracinha! O Dodô virou florzinha!” que nada conseguiu fazer diante da hombridade Botafoguense. Ao final, o grande Túlio sofreu pênalti. O maestro Lúcio Flávio cobrou com a categoria que lhe é exagerada e recebeu o grito da galera de mãos para o alto. 2X0 para arrancar a última pétala. Alegria pouca é bobagem. Agora, o Dodô pode abraçar a encrenqueira da mulher dele, em casa, e dizer: “Amor, que merda que eu fiz. Troquei tudo aquilo pelo banco”. É tarde, meu velho mercenário. Você já virou o “Uh, que gracinha!”.

    Fiquei feliz em pegar o menguinho em mais uma decisão. Porque se fosse contra esse time fraco do vasco, o jogo estaria mais para oitavas-de-final do que pra final de campeonato. Quero ver como eles vão jogar sem o Beltrame e o Moutinho em campo. Agora a história vai ser diferente. Espero que o apito não resolva de novo. E tem outra: desde 2006 a gente não perde um clássico no Carioca. Vamos com tudo pra cima deles. Afinal, voar sobre a carniça do urubu é sempre mais gostoso. Que eles fiquem com o favoritismo e a gente entrando como azarão. Igualzinho contra o florminense. Se o início for assim, a gente sabe qual vai ser o final: Crééééééééééééu. Abração e te vejo na entrada da Uerj, domingo, Zé!

    Com ele, foi estrela no peito e taça na mão.
    Ivon Pital Miguel – Remador campeoníssimo. Está aí mais um de nossos eméritos. Com suas remadas, levantou inúmeros canecos. Dentre eles, o título do Carioca de 1960. Isso representa o 1º campeão de remo do antigo Estado da Guanabara. Como você pode ver, pioneirismo e liderança são duas constantes na história do Botafogo de Futebol e Regatas. Ave, General Severiano!

João Roberto é um niteroiense de 27 anos. Redator publicitário, apaixonado pela Estrela Solitária. Desde que o Mauro Galvão ergueu a sua primeira taça, lá em 89, ele se tornou um freqüentador assíduo das partidas do Glorioso. Um gordinho que nasceu com as veias alvinegras, mas que mesmo assim não cansa nunca de agradecer a seus pais por terem o feito feliz assim: BOTAFOGUENSE.

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